Onde estão os Protestantes?
Os “evangélicos” estão perdendo a referência do que é pecado!
Tudo é relativo, forma de interpretação ou experiências pessoais. A palavra do Senhor é menos importante que a necessidade humana.
2º Timóteo 4:3 e 4
Porque virá tempos em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando-se as fabulas.
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sábado, 22 de dezembro de 2012
Resultado do emprego é "inusitado" e "extraordinário", diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nesta segunda-feira o desempenho do emprego no país divulgado na última semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e pelo Ministério do Trabalho. Para Lula, o dado do emprego formal é "inusitado" e "extraordinário".
O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), fornecido pelo Ministério do Trabalho, mostrou que a economia gerou 138.247 postos de trabalho formais em novembro. Foi o segundo melhor para o mês da série, iniciada em 1992. Números do IBGE atestaram que o desemprego brasileiro caiu para 5,7% em novembro, ante 6,1% em outubro --o menor nível em oito anos.
"Eu fui dirigente sindical muito tempo, eu briguei muito tempo contra o desemprego, eu vi empresas mandarem embora, numa única vez, 15 mil trabalhadores. Quando eu vejo, no Brasil, o IBGE divulgar que o desemprego está 5,7% e, em algumas capitais como Porto Alegre, está 3,7%, significa que nós estamos nos padrões de pleno emprego, que era considerado para os países europeus e para os Estados Unidos. Isso é uma coisa extraordinária", afirmou, no programa de rádio semanal "Café com o Presidente".
"Vamos terminar o ano com praticamente com 2,6 milhões de empregos novos criados em apenas onze meses, o que é um dado inusitado, extraordinário para o povo brasileiro."
De acordo com Lula, que está nos últimos dias de seu mandato, a tendência é de melhora no desempenho sobre emprego no próximo ano por conta das obras previstas na segunda versão dos programas PAC e Minha Casa, Minha Vida, entre outros.
NATAL
No programa, o presidente o presidente recomendou que os brasileiros tenham "senso de responsabilidade" nas compras de fim de ano: "Que as pessoas aproveitem e comprem o que quiserem comprar, mas com muita responsabilidade para não se endividarem, porque o mês de janeiro é sempre muito pesado."
"Não vamos passar 2011 apertado, apenas pagando o que a gente gastou em 2010. Vamos gastar o suficiente para não atropelar a esperança e o futuro de todos nós", alertou, ao desejar um Natal em harmonia com a família.
O presidente voltou a defender a importância do Mercosul como meio para que países pequenos negociem com grandes blocos, como a União Europeia, e em organismos multilaterais, como a OMC (Organização Mundial de Comércio). Lula participou, na sexta-feira, da 40ª reunião de cúpula do Mercosul.
"É a partir do Mercosul que nós temos que fortalecer o nosso acordo com a União Europeia, é a partir do Mercosul que nós temos que fortalecer o acordo com os Estados Unidos, é a partir do Mercosul que nós temos que concluir a Rodada de Doha, brigando fortemente na OMC [Organização Mundial do Comércio]", disse o presidente, afirmando ter certeza de que "[a presidente eleita] Dilma vai brigar muito".
sábado, 24 de novembro de 2012
Trabalho aprova regulamentação da profissão de promotor de vendas
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou, na última quarta (17), o Projeto de lei 5451/09, da Comissão de Legislação Participativa, que regulamenta as profissões de promotor de vendas e de demonstrador de mercadorias, seja do comércio atacadista ou varejista.
Pelo texto aprovado, promotor de vendas é o profissional de nível médio, contratado diretamente pela indústria ou por empresas prestadoras de serviços, cujas atribuições são: planejar vendas, acompanhar clientes no pós-venda, contatar áreas internas da empresa, empregar técnicas de atendimento adequadas que proporcionem a satisfação do cliente e elaborar relatórios de promoções.
Demonstrador de mercadorias
Já o demonstrador de mercadorias também é, conforme a proposta, um profissional de nível médio contratado diretamente pela indústria ou por empresas prestadoras de serviços, com as seguintes atribuições: demonstrar produtos e serviços, oferecer os produtos para degustação ou distribuir amostras deles, prestar informações sobre as qualidades e as vantagens da aquisição de mercadorias e utilizar técnicas de venda, de atração de clientes e de atendimento.
Emenda
O relator, deputado Paulo Rocha (PT-PA), foi favorável à proposta. "Cabe ao promotor de vendas e ao demonstrador de mercadorias ressaltar as diferenças de cada produto, com a finalidade de melhor informar ao consumidor qual é o mais adequado às suas necessidades", disse. Ele apresentou emenda acrescentando às duas profissões a atribuição de "atuar na reposição e exposição de mercadorias".
A proposta foi elaborada a partir de sugestão do Sindicato dos Trabalhadores Promotores, Repositores e Demonstradores de Merchandising do Estado de São Paulo.
Tramitação
A matéria, que foi rejeitada na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário.
sábado, 10 de novembro de 2012
Nome sujo' impede candidato de fazer concurso público?
Nome no SPC ou Serasa não é impedimento para o candidato prestar um concurso público. Essa é a resposta de Lia Salgado, colunista do G1, ao internauta Marcelo, que perguntou se restrição financeira poderia barrar alguém nesse tipo de seleção. Nesta coluna em vídeo, Lia explica que a inclusão do nome da pessoa nesses cadastros não atende a um princípio da Constituição que garante a ampla defesa de todos os cidadãos diante de uma acusação, por isso não se pode impedir quem tem "nome sujo" de concorrer.
Mas a inadimplência, no entanto, é problema quando se trata de concorrer a uma vaga em um banco. Até para quem já é contratado isso pode ser motivo de demissão por justa causa, afirma Lia. "É comum um concurso para banco prever expressamente que o candidato não pode ter nome do SPC, Serasa ou no CCF, que é o Cadastro de Emitentes de Cheque sem Fundos", explica. É dado um prazo para a pessoa regularizar sua situação e "limpar" o nome.
Dúvida na hora da prova
Outra internauta, Magaly, questiona se, na dúvida durante uma prova, o melhor é chutar ou deixar a resposta em branco. Ela perguntou especificamente sobre exames elaborados pelo Cespe/UnB, organizador de grandes concursos públicos. "O Cespe costuma fazer provas com itens em que se deve marcar 'certo' ou 'errado'. O problema é que, a cada marcação incorreta, é descontado 1 ponto ou meio ponto, de acordo com o estabelecido no edital", comenta Lia. "Não tem uma receita de bolo. Mas é preciso ficar atento ao fato de que todo edital exige um mínimo de pontos por disciplina ou grupo de disciplinas ou por prova. Se deixar em branco, corre o risco de não atingir esse mínimo. Por isso às vezes vale arriscar."
Escolha da área
Helder Elias escreveu para Lia Salgado contando que está escolhendo a área para a qual prestará concursos. "Penso na jurídica, mas preciso saber que matérias caem", comentou. "As matérias mais tradicionais nessa área são português, direito constitucional, direito administrativo e informática", respondeu a colunista. O internauta disse que descarta disputar vagas nas áreas fiscal e bancária. "Exatas não são meu forte", escreveu. "Isso é um registro que temos de quando a gente era criança e ia para a escola sem motivação", destacou Lia. "Mas você hoje quer conquistar uma vida nova, passar num concurso, ter um bom salário... Se para isso for preciso aprender matemática, vá em frente, você será capaz. Inclusive porque a maioria dos concursos cobra pelo menos raciocínio lógico, que abrange matemática."
* Lia Salgado, colunista do G1, é fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro, é consultora em concursos públicos e autora do livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos”
Fonte: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2010/11/nome-sujo-impede-candidato-de-fazer-concurso-publico-tire-duvidas.html
Mas a inadimplência, no entanto, é problema quando se trata de concorrer a uma vaga em um banco. Até para quem já é contratado isso pode ser motivo de demissão por justa causa, afirma Lia. "É comum um concurso para banco prever expressamente que o candidato não pode ter nome do SPC, Serasa ou no CCF, que é o Cadastro de Emitentes de Cheque sem Fundos", explica. É dado um prazo para a pessoa regularizar sua situação e "limpar" o nome.
Dúvida na hora da prova
Outra internauta, Magaly, questiona se, na dúvida durante uma prova, o melhor é chutar ou deixar a resposta em branco. Ela perguntou especificamente sobre exames elaborados pelo Cespe/UnB, organizador de grandes concursos públicos. "O Cespe costuma fazer provas com itens em que se deve marcar 'certo' ou 'errado'. O problema é que, a cada marcação incorreta, é descontado 1 ponto ou meio ponto, de acordo com o estabelecido no edital", comenta Lia. "Não tem uma receita de bolo. Mas é preciso ficar atento ao fato de que todo edital exige um mínimo de pontos por disciplina ou grupo de disciplinas ou por prova. Se deixar em branco, corre o risco de não atingir esse mínimo. Por isso às vezes vale arriscar."
Escolha da área
Helder Elias escreveu para Lia Salgado contando que está escolhendo a área para a qual prestará concursos. "Penso na jurídica, mas preciso saber que matérias caem", comentou. "As matérias mais tradicionais nessa área são português, direito constitucional, direito administrativo e informática", respondeu a colunista. O internauta disse que descarta disputar vagas nas áreas fiscal e bancária. "Exatas não são meu forte", escreveu. "Isso é um registro que temos de quando a gente era criança e ia para a escola sem motivação", destacou Lia. "Mas você hoje quer conquistar uma vida nova, passar num concurso, ter um bom salário... Se para isso for preciso aprender matemática, vá em frente, você será capaz. Inclusive porque a maioria dos concursos cobra pelo menos raciocínio lógico, que abrange matemática."
* Lia Salgado, colunista do G1, é fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro, é consultora em concursos públicos e autora do livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos”
Fonte: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2010/11/nome-sujo-impede-candidato-de-fazer-concurso-publico-tire-duvidas.html
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Apagão de mão de obra preocupa CEOs brasileiros
por Felipe Dreher
50% dos presidentes de empresas nacionais acusam falta de profissionais qualificados como fator que impactará negócios nos próximos anos
O momento brasileiro evoca otimismo nesse período de retomada econômica. Mas o crescimento, em muitos casos, traz consigo aspectos dolorosos e algumas barreiras a vencer. Pelo visto, o que tem tirado o sono dos empresários brasileiros é força de trabalho.
Metade dos 66 presidentes brasileiros que responderam a quarta edição do Global CEO Study, pesquisa realizada pela IBM, acusam falta de mão de obra qualificada como grande obstáculo para o sucesso de suas companhias nos próximos anos.
"Apagão de profissionais é uma das dores do crescimento. Educação é um dos pontos mais frágeis e precisa de muito foco nos próximos anos. Existe competição pelos recursos formados", corrobora José Antonio Fay, presidente da BRFoods.
Dentre os fatores que terão grande impacto nas suas organizações em cinco anos, os CEOs brasileiros participantes do estudo listam, além de escassez de talentos, pontos referentes à sustentabilidade e ciclos mais curtos de mercado (70%).
"O novo ambiente econômico aponta para maior volatilidade", reforça Ricardo Gomez, líder de serviços em consultoria da IBM para a América Latina, citando que a crise econômica de 2007 trouxe mudanças que vieram para ficar. "Não voltaremos ao que tínhamos antes", avalia.
Marcos de Marchi, presidente da Rhodia América Latina acrescenta: "O momento [do Brasil] é bom, mas daqui pra frente não poderemos crescer apenas capitalizando as qualidades". Isso significa mudanças importantes para ganhar em competitividade.
Para ajudar a enfrentar esses novos cenários que se desenham, a provedora de TI mapeou empresas que chama de "alto desempenho" (que registram apenas 6% de diferença entre complexidade de mercado esperada e habilidade que possuem para gerenciar isso).
Segundo Gomez, companhias com esse perfil encaram a complexidade de três maneiras: liderança criativa, reinvenção do relacionamento com clientes e desenvolvimento da eficiência operacional.
"Em ambientes mais voláteis a empresas precisam de um processo de inovação sólido e criar vínculos emocionais entre produtos dentro de uma comunicação de múltiplas vias para ser competitiva", reflete Otto von Sothen, presidente da divisão de alimentos da Pepsico do Brasil.
O Global CEO Study 2010 mostra que as mudanças planejadas para o modelo operacional esperada no Brasil para os próximos cinco anos encontram-se principalmente em processo, uma questão já resolvida em companhias classificadas como de alto desempenho, que pretendem focar na experiência dos clientes.
Aliás, companhias de grande performance tem como característica o pensamento global e compreensão do uso de parcerias para formação de um ecossistema.
A pesquisa global ouviu 1.541 líderes de empresas, de 60 países e 33 segmentos de mercado entre setembro de 2009 e janeiro de 2010.
Ele lucra com apagão de mão de obra
Fundador da Microlins quer aproveitar escassez de profissionais qualificados no País para dobrar o número de escolas em cinco anos
Naiana Oscar - O Estado de S.Paulo
A escola está em campanha. No teto da recepção, balões coloridos e, na parede, um cartaz em verde e amarelo com letras gritantes: "A profissão do brasileiro é ser vencedor. Cresça com o Brasil!" A meta da equipe de vendas da Microlins é fazer pelo menos cinco matrículas por minuto em um dos 40 cursos que oferece em todo o País. A maior rede de ensino profissionalizante do Brasil quer aproveitar o apagão de mão de obra qualificada para crescer e até se instalar no exterior. Na cabeça do fundador, José Carlos Semenzato, o projeto é perfeitamente possível.
Assim que começou a se falar de pré-sal, Copa do Mundo, Olimpíada e etanol, o empresário ordenou que sua equipe tratasse de desenvolver novos produtos. Os cursos rápidos de petróleo e gás, setor sucroalcooleiro e logística já estão com turmas abertas e não têm concorrentes de peso. É tudo básico e barato para atingir o público-alvo da Microlins - a classe C - e dar a esses estudantes a possibilidade de se tornarem operários.
Até 2011, o grupo pretende colocar os pés no exterior. As negociações já começaram com investidores do México, Angola e Argentina. Em cinco anos, a meta é dobrar o número de unidades e chegar a 2 mil escolas no território nacional. "É o nosso melhor momento e vamos aproveitá-lo para, em três anos, nos tornarmos a maior escola profissionalizante do mundo", diz o empresário, que fala com jeito de quem está dando uma palestra. "Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno" é uma de suas frases habituais.
Trajetória. Parece mesmo que ele aplicou o ditado em sua trajetória empreendedora, iniciada no município de Lins (SP), no início dos anos 90. Filho de um mestre de obras e de uma dona de casa, Semenzato concluiu apenas o ensino médio, fez um curso técnico de informática e começou a dar aulas particulares numa padaria, usando o computador do caixa. Tinha 18 anos.
Antes, aos 13, vendia coxinhas feitas pela mãe. "Sem saber, começava ali uma carreira de sucesso", diz, sem modéstia, ao contar que, com o dinheiro, conseguiu comprar um Fusca para a família. Chegou a trabalhar também como analista de sistemas, mas sabia que nada disso faria com que atingisse sua grande meta: ser rico. Semenzato diz que, desde criança, imaginava que teria casa com piscina, carrão, barco, fazenda e uma conta bancária recheada. Hoje, a Microlins fatura R$ 400 milhões por ano.
A primeira escola, exclusivamente de informática, foi aberta em 1991, na edícula de uma casa alugada em Lins. Três anos e muitos contratos de leasing de computadores depois, Semenzato já era dono de 17 unidades próprias. "Eu não tinha capital inicial, comecei do zero fazendo dívida nos bancos", lembra. Com o Plano Real, o valor da parcela dos cursos caiu e o dos contratos disparou. Os oficiais de Justiça levaram carro, móveis, eletrodomésticos. Parecia o fim.
Mas foi o começo. Para não perder as escolas, Semenzato foi atrás de investidores que quisessem tocar as unidades e virou, oficialmente, um franqueador. Em 1997, quando tinha uma rede de 45 lojas, decidiu ampliar o leque de cursos para além da informática. Começou com um curso de práticas administrativas e estourou com a formação de técnico em telecomunicação - profissional que se tornou requisitado com a privatização das teles. Em menos de um ano, o número de escolas quase triplicou.
Potencial. Agora, com mil unidades em 500 cidades, a Microlins tem chances de dar outro salto. Um estudo recente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) indicou que o Brasil terá de qualificar 15 milhões de profissionais nos próximos cinco anos. "A rede do Semenzato tem potencial, mas o crescimento precisa ser sustentável", diz Adir Ribeiro, consultor de franchising e professor da Fundação Getúlio Vargas.
A rede também precisa enfrentar as dúvidas sobre a qualidade dos cursos. Em 2009, a Microlins ocupou a 18.ª posição na lista de empresas com mais reclamações do Procon-SP.
Mais do que um empresário do setor educacional, Semenzato é um vendedor. Seu mérito, dizem no mercado, é vender cursos como o McDonald"s vende Big Mac. A seu favor está a capilaridade - vantagem que levou a rede a fechar parcerias com empresas como Totvs, HSBC e Pão de Açúcar. Elas alugam a estrutura das franquias para treinar funcionários em locais distantes da sede.
No dia a dia, Semenzato faz questão de acompanhar de perto os contratos de marketing e o número de matrículas registradas na rede. Quando não está na sede da empresa em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, o empresário monitora o desempenho dos franqueados pelo BlackBerry. Também usa o aparelho para compartilhar mensagens com seus 270 seguidores do Twitter (comemora sempre que ganha mais um). Lê e-mails freneticamente e tenta respondê-los em, no máximo, uma hora. Se é bronca, chega a enviar cópia para mais de 100 pessoas.
Mas as metas não são atingidas só com esse tipo de pressão. Funcionários que batem as vendas são recompensados com prêmios, como motos e viagens. Para os seis gerentes que mais se destacaram em abril, a premiação foi passar "um fim de semana com o presidente". Eles voaram no King Air do empresário e passearam na BMW e no Porsche Cayenne do patrão. À noite, Semenzato ofereceu um jantar em casa, com degustação de queijos e vinhos - selecionados entre os 1,2 mil de sua adega. "Eles não acreditavam que eu era de carne e osso", lembra.
Vaidoso e apreciador do luxo, o empresário diz que tem procurado se expor menos. Está tentando levar uma vida mais simples para não causar má impressão aos investidores. "Já tive seis BMWs na garagem, coleção de relógios e outras coisinhas." Disse que agora está se controlando e justificou o Rolex comprado em janeiro. "Gosto de me dar um presente quando fecho um novo negócio." O acessório é lembrança do contrato firmado com a Casa do Sorvete Jundiá, terceira maior do segmento no Brasil.
Em 2008, presenteou-se com um Porsche Carrera 911 para comemorar a sociedade com o Banco Pátria, que controla a Anhanguera, instituição particular de ensino superior. Os banqueiros investiram R$ 50 milhões na Microlins para comprar 30% das ações e profissionalizar a gestão. A mulher de Semenzato, Samara, teve de deixar a diretoria financeira e os cunhados, os cargos de gerência. Os parentes estão sendo remanejados para novos negócios.
Dois motivos fizeram a Anhanguera se interessar pela Microlins, segundo Ryon Braga, da Hoper Consultoria Educacional: "O grande potencial dos cursos livres e a necessidade de a universidade contar com uma estrutura mínima para que o MEC autorize cursos a distância."
Em suas palestras, Semenzato classifica a sociedade com o Banco Pátria como o penúltimo dos ciclos de crescimento da empresa. O último slide - que ele acrescentou com dificuldade, porque não tem familiaridade com o Power Point - registra que o melhor momento da Microlins ainda está por vir.
Novos cursos
Sucroalcooleiro: dividido em três módulos, com duração de oito meses, para formar operários de base para usinas de cana-de-açúcar, como operadores de centrífuga e auxiliar de destilaria.
Petróleo e Gás: dura em média 10 meses e forma profissionais para atuar em empresas terceirizadas pela Petrobrás que trabalham na perfuração de poços, logística, transporte e distribuição. O operário sai capacitado para trabalhar como auxiliar de plataformista.
Logística: forma profissionais de base para atuar em empresas de transporte e na indústria.
Apagão de mão de obra qualificada
Com a carência de profissionais adequados às funções, empresas reveem conceitos e estratégias de contratação.
O mercado de trabalho no Brasil está em ebulição. Economia aquecida, aumento da massa salarial, do número de contratações, inflação controlada, expansão do crédito e perspectivas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de até 5% nos próximos anos explicam o bom momento vivido pelo País. Mas também expõem as consequências no mundo do trabalho.
Alguns setores, como o de construção civil, começam a enfrentar o chamado apagão de profissionais qualificados, no caso engenheiros, para dar conta da demanda gerada pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de eventos esportivos como a Copa do Mundo e a Olimpíada. "A situação não está mais crítica porque, pelo segundo ano consecutivo, a carreira de engenharia foi uma das mais procuradas no vestibular da Fuvest", afirma Fernando da Costa, diretor de operações da Consultoria Human Brasil.
Com a atual falta de profissionais para o preenchimento de vagas, muitas empresas têm optado por engenheiros mais velhos, com mais de 50 anos. Segundo Costa, muitos deles, aposentados, voltaram ao mercado de trabalho e hoje são mais valorizados. "Há empresas, inclusive, usando esse perfil de profissional como formador da nova geração", diz.
A indústria também enfrenta problemas para preencher suas vagas, sobretudo na área de tecnologia. A necessidade por profissionais com conhecimento diferenciado em tecnologia vem sendo suprida por tecnólogos, cujos cursos surgiram há mais ou menos cinco anos, com duração de dois ou três anos. Outra solução foi investir em trainees. "Foi a forma que encontraram para desenvolver o profissional de acordo com características desejadas", resume.
Crônico – No comércio, o consultor diz que faltam profissionais que dominem a fundo a cadeia de varejo, conheçam, por exemplo, os canais apropriados para colocar produtos em magazines e supermercados. E isso é um problema crônico e antigo no segmento, intensificado com o atual cenário econômico. Para Costa, o grande obstáculo é não existir um plano de carreira no setor, fazendo com que a profissão de vendedor seja apenas passageira, ou o primeiro emprego, como ocorre com o telemarketing.
A falta de mão de obra qualificada também tem preocupado os empresários de serviços. Pesquisa realizada em julho pela Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse) aponta que a retenção e a manutenção de profissionais é a segunda maior preocupação para 71% das empresas, perdendo para a carga tributária, com 86%. Em março, 30% dos entrevistados citaram a falta de qualificação como item a influenciar os negócios. Segundo o levantamento, a carência de trabalhadores preparados é mais frequente para preencher as vagas de comprador, vendedor, mecânico, eletricista, supervisor, gerente e motorista.
Falta fermento profissional
No Brasil, a falta de qualificação é um problema que atinge até uma das profissões mais antigas do mundo: padeiro. O presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo, Antero José Pereira, afirma que há uma carência de mão de obra qualificada na área e parte do problema é decorrente do número reduzido de escolas profissionalizantes.
Segundo ele, o piso inicial para um bom padeiro varia de R$ 1,2 mil a R$ 1,8 mil, mas dependendo da qualificação do profissional e da região do estabelecimento, um padeiro recebe em torno de R$ 2,5 mil. Hoje, um profissional capacitado sabe a receita de dezenas de tipos de pães.
É o caso do padeiro José Edson de Moraes, há sete anos na profissão. Ele trabalha na padaria Marengo, no Tatuapé, há quase seis anos e tem planos para abrir o próprio negócio. Diariamente, por um salário de R$ 2 mil por mês, põe a mão na massa para a confecção de cerca de 30 tipos de pães. "O italiano é um dos mais trabalhosos porque sua fermentação é natural. Mas é o que mais gosto de fazer", explica.
Moraes fez cursos para o aperfeiçoamento da profissão, mas acha que a prática é a melhor forma de aprender. Acostumado a manusear massas, ele dá a receita para se tornar um bom padeiro. "Ser higiênico, cumprir horários e conhecer as peculiaridades na hora de preparar a massa dos pães", conclui.
50% dos presidentes de empresas nacionais acusam falta de profissionais qualificados como fator que impactará negócios nos próximos anos
O momento brasileiro evoca otimismo nesse período de retomada econômica. Mas o crescimento, em muitos casos, traz consigo aspectos dolorosos e algumas barreiras a vencer. Pelo visto, o que tem tirado o sono dos empresários brasileiros é força de trabalho.
Metade dos 66 presidentes brasileiros que responderam a quarta edição do Global CEO Study, pesquisa realizada pela IBM, acusam falta de mão de obra qualificada como grande obstáculo para o sucesso de suas companhias nos próximos anos.
"Apagão de profissionais é uma das dores do crescimento. Educação é um dos pontos mais frágeis e precisa de muito foco nos próximos anos. Existe competição pelos recursos formados", corrobora José Antonio Fay, presidente da BRFoods.
Dentre os fatores que terão grande impacto nas suas organizações em cinco anos, os CEOs brasileiros participantes do estudo listam, além de escassez de talentos, pontos referentes à sustentabilidade e ciclos mais curtos de mercado (70%).
"O novo ambiente econômico aponta para maior volatilidade", reforça Ricardo Gomez, líder de serviços em consultoria da IBM para a América Latina, citando que a crise econômica de 2007 trouxe mudanças que vieram para ficar. "Não voltaremos ao que tínhamos antes", avalia.
Marcos de Marchi, presidente da Rhodia América Latina acrescenta: "O momento [do Brasil] é bom, mas daqui pra frente não poderemos crescer apenas capitalizando as qualidades". Isso significa mudanças importantes para ganhar em competitividade.
Para ajudar a enfrentar esses novos cenários que se desenham, a provedora de TI mapeou empresas que chama de "alto desempenho" (que registram apenas 6% de diferença entre complexidade de mercado esperada e habilidade que possuem para gerenciar isso).
Segundo Gomez, companhias com esse perfil encaram a complexidade de três maneiras: liderança criativa, reinvenção do relacionamento com clientes e desenvolvimento da eficiência operacional.
"Em ambientes mais voláteis a empresas precisam de um processo de inovação sólido e criar vínculos emocionais entre produtos dentro de uma comunicação de múltiplas vias para ser competitiva", reflete Otto von Sothen, presidente da divisão de alimentos da Pepsico do Brasil.
O Global CEO Study 2010 mostra que as mudanças planejadas para o modelo operacional esperada no Brasil para os próximos cinco anos encontram-se principalmente em processo, uma questão já resolvida em companhias classificadas como de alto desempenho, que pretendem focar na experiência dos clientes.
Aliás, companhias de grande performance tem como característica o pensamento global e compreensão do uso de parcerias para formação de um ecossistema.
A pesquisa global ouviu 1.541 líderes de empresas, de 60 países e 33 segmentos de mercado entre setembro de 2009 e janeiro de 2010.
Ele lucra com apagão de mão de obra
Fundador da Microlins quer aproveitar escassez de profissionais qualificados no País para dobrar o número de escolas em cinco anos
Naiana Oscar - O Estado de S.Paulo
A escola está em campanha. No teto da recepção, balões coloridos e, na parede, um cartaz em verde e amarelo com letras gritantes: "A profissão do brasileiro é ser vencedor. Cresça com o Brasil!" A meta da equipe de vendas da Microlins é fazer pelo menos cinco matrículas por minuto em um dos 40 cursos que oferece em todo o País. A maior rede de ensino profissionalizante do Brasil quer aproveitar o apagão de mão de obra qualificada para crescer e até se instalar no exterior. Na cabeça do fundador, José Carlos Semenzato, o projeto é perfeitamente possível.
Assim que começou a se falar de pré-sal, Copa do Mundo, Olimpíada e etanol, o empresário ordenou que sua equipe tratasse de desenvolver novos produtos. Os cursos rápidos de petróleo e gás, setor sucroalcooleiro e logística já estão com turmas abertas e não têm concorrentes de peso. É tudo básico e barato para atingir o público-alvo da Microlins - a classe C - e dar a esses estudantes a possibilidade de se tornarem operários.
Até 2011, o grupo pretende colocar os pés no exterior. As negociações já começaram com investidores do México, Angola e Argentina. Em cinco anos, a meta é dobrar o número de unidades e chegar a 2 mil escolas no território nacional. "É o nosso melhor momento e vamos aproveitá-lo para, em três anos, nos tornarmos a maior escola profissionalizante do mundo", diz o empresário, que fala com jeito de quem está dando uma palestra. "Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno" é uma de suas frases habituais.
Trajetória. Parece mesmo que ele aplicou o ditado em sua trajetória empreendedora, iniciada no município de Lins (SP), no início dos anos 90. Filho de um mestre de obras e de uma dona de casa, Semenzato concluiu apenas o ensino médio, fez um curso técnico de informática e começou a dar aulas particulares numa padaria, usando o computador do caixa. Tinha 18 anos.
Antes, aos 13, vendia coxinhas feitas pela mãe. "Sem saber, começava ali uma carreira de sucesso", diz, sem modéstia, ao contar que, com o dinheiro, conseguiu comprar um Fusca para a família. Chegou a trabalhar também como analista de sistemas, mas sabia que nada disso faria com que atingisse sua grande meta: ser rico. Semenzato diz que, desde criança, imaginava que teria casa com piscina, carrão, barco, fazenda e uma conta bancária recheada. Hoje, a Microlins fatura R$ 400 milhões por ano.
A primeira escola, exclusivamente de informática, foi aberta em 1991, na edícula de uma casa alugada em Lins. Três anos e muitos contratos de leasing de computadores depois, Semenzato já era dono de 17 unidades próprias. "Eu não tinha capital inicial, comecei do zero fazendo dívida nos bancos", lembra. Com o Plano Real, o valor da parcela dos cursos caiu e o dos contratos disparou. Os oficiais de Justiça levaram carro, móveis, eletrodomésticos. Parecia o fim.
Mas foi o começo. Para não perder as escolas, Semenzato foi atrás de investidores que quisessem tocar as unidades e virou, oficialmente, um franqueador. Em 1997, quando tinha uma rede de 45 lojas, decidiu ampliar o leque de cursos para além da informática. Começou com um curso de práticas administrativas e estourou com a formação de técnico em telecomunicação - profissional que se tornou requisitado com a privatização das teles. Em menos de um ano, o número de escolas quase triplicou.
Potencial. Agora, com mil unidades em 500 cidades, a Microlins tem chances de dar outro salto. Um estudo recente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) indicou que o Brasil terá de qualificar 15 milhões de profissionais nos próximos cinco anos. "A rede do Semenzato tem potencial, mas o crescimento precisa ser sustentável", diz Adir Ribeiro, consultor de franchising e professor da Fundação Getúlio Vargas.
A rede também precisa enfrentar as dúvidas sobre a qualidade dos cursos. Em 2009, a Microlins ocupou a 18.ª posição na lista de empresas com mais reclamações do Procon-SP.
Mais do que um empresário do setor educacional, Semenzato é um vendedor. Seu mérito, dizem no mercado, é vender cursos como o McDonald"s vende Big Mac. A seu favor está a capilaridade - vantagem que levou a rede a fechar parcerias com empresas como Totvs, HSBC e Pão de Açúcar. Elas alugam a estrutura das franquias para treinar funcionários em locais distantes da sede.
No dia a dia, Semenzato faz questão de acompanhar de perto os contratos de marketing e o número de matrículas registradas na rede. Quando não está na sede da empresa em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, o empresário monitora o desempenho dos franqueados pelo BlackBerry. Também usa o aparelho para compartilhar mensagens com seus 270 seguidores do Twitter (comemora sempre que ganha mais um). Lê e-mails freneticamente e tenta respondê-los em, no máximo, uma hora. Se é bronca, chega a enviar cópia para mais de 100 pessoas.
Mas as metas não são atingidas só com esse tipo de pressão. Funcionários que batem as vendas são recompensados com prêmios, como motos e viagens. Para os seis gerentes que mais se destacaram em abril, a premiação foi passar "um fim de semana com o presidente". Eles voaram no King Air do empresário e passearam na BMW e no Porsche Cayenne do patrão. À noite, Semenzato ofereceu um jantar em casa, com degustação de queijos e vinhos - selecionados entre os 1,2 mil de sua adega. "Eles não acreditavam que eu era de carne e osso", lembra.
Vaidoso e apreciador do luxo, o empresário diz que tem procurado se expor menos. Está tentando levar uma vida mais simples para não causar má impressão aos investidores. "Já tive seis BMWs na garagem, coleção de relógios e outras coisinhas." Disse que agora está se controlando e justificou o Rolex comprado em janeiro. "Gosto de me dar um presente quando fecho um novo negócio." O acessório é lembrança do contrato firmado com a Casa do Sorvete Jundiá, terceira maior do segmento no Brasil.
Em 2008, presenteou-se com um Porsche Carrera 911 para comemorar a sociedade com o Banco Pátria, que controla a Anhanguera, instituição particular de ensino superior. Os banqueiros investiram R$ 50 milhões na Microlins para comprar 30% das ações e profissionalizar a gestão. A mulher de Semenzato, Samara, teve de deixar a diretoria financeira e os cunhados, os cargos de gerência. Os parentes estão sendo remanejados para novos negócios.
Dois motivos fizeram a Anhanguera se interessar pela Microlins, segundo Ryon Braga, da Hoper Consultoria Educacional: "O grande potencial dos cursos livres e a necessidade de a universidade contar com uma estrutura mínima para que o MEC autorize cursos a distância."
Em suas palestras, Semenzato classifica a sociedade com o Banco Pátria como o penúltimo dos ciclos de crescimento da empresa. O último slide - que ele acrescentou com dificuldade, porque não tem familiaridade com o Power Point - registra que o melhor momento da Microlins ainda está por vir.
Novos cursos
Sucroalcooleiro: dividido em três módulos, com duração de oito meses, para formar operários de base para usinas de cana-de-açúcar, como operadores de centrífuga e auxiliar de destilaria.
Petróleo e Gás: dura em média 10 meses e forma profissionais para atuar em empresas terceirizadas pela Petrobrás que trabalham na perfuração de poços, logística, transporte e distribuição. O operário sai capacitado para trabalhar como auxiliar de plataformista.
Logística: forma profissionais de base para atuar em empresas de transporte e na indústria.
Apagão de mão de obra qualificada
Com a carência de profissionais adequados às funções, empresas reveem conceitos e estratégias de contratação.
O mercado de trabalho no Brasil está em ebulição. Economia aquecida, aumento da massa salarial, do número de contratações, inflação controlada, expansão do crédito e perspectivas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de até 5% nos próximos anos explicam o bom momento vivido pelo País. Mas também expõem as consequências no mundo do trabalho.
Alguns setores, como o de construção civil, começam a enfrentar o chamado apagão de profissionais qualificados, no caso engenheiros, para dar conta da demanda gerada pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de eventos esportivos como a Copa do Mundo e a Olimpíada. "A situação não está mais crítica porque, pelo segundo ano consecutivo, a carreira de engenharia foi uma das mais procuradas no vestibular da Fuvest", afirma Fernando da Costa, diretor de operações da Consultoria Human Brasil.
Com a atual falta de profissionais para o preenchimento de vagas, muitas empresas têm optado por engenheiros mais velhos, com mais de 50 anos. Segundo Costa, muitos deles, aposentados, voltaram ao mercado de trabalho e hoje são mais valorizados. "Há empresas, inclusive, usando esse perfil de profissional como formador da nova geração", diz.
A indústria também enfrenta problemas para preencher suas vagas, sobretudo na área de tecnologia. A necessidade por profissionais com conhecimento diferenciado em tecnologia vem sendo suprida por tecnólogos, cujos cursos surgiram há mais ou menos cinco anos, com duração de dois ou três anos. Outra solução foi investir em trainees. "Foi a forma que encontraram para desenvolver o profissional de acordo com características desejadas", resume.
Crônico – No comércio, o consultor diz que faltam profissionais que dominem a fundo a cadeia de varejo, conheçam, por exemplo, os canais apropriados para colocar produtos em magazines e supermercados. E isso é um problema crônico e antigo no segmento, intensificado com o atual cenário econômico. Para Costa, o grande obstáculo é não existir um plano de carreira no setor, fazendo com que a profissão de vendedor seja apenas passageira, ou o primeiro emprego, como ocorre com o telemarketing.
A falta de mão de obra qualificada também tem preocupado os empresários de serviços. Pesquisa realizada em julho pela Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse) aponta que a retenção e a manutenção de profissionais é a segunda maior preocupação para 71% das empresas, perdendo para a carga tributária, com 86%. Em março, 30% dos entrevistados citaram a falta de qualificação como item a influenciar os negócios. Segundo o levantamento, a carência de trabalhadores preparados é mais frequente para preencher as vagas de comprador, vendedor, mecânico, eletricista, supervisor, gerente e motorista.
Falta fermento profissional
No Brasil, a falta de qualificação é um problema que atinge até uma das profissões mais antigas do mundo: padeiro. O presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo, Antero José Pereira, afirma que há uma carência de mão de obra qualificada na área e parte do problema é decorrente do número reduzido de escolas profissionalizantes.
Segundo ele, o piso inicial para um bom padeiro varia de R$ 1,2 mil a R$ 1,8 mil, mas dependendo da qualificação do profissional e da região do estabelecimento, um padeiro recebe em torno de R$ 2,5 mil. Hoje, um profissional capacitado sabe a receita de dezenas de tipos de pães.
É o caso do padeiro José Edson de Moraes, há sete anos na profissão. Ele trabalha na padaria Marengo, no Tatuapé, há quase seis anos e tem planos para abrir o próprio negócio. Diariamente, por um salário de R$ 2 mil por mês, põe a mão na massa para a confecção de cerca de 30 tipos de pães. "O italiano é um dos mais trabalhosos porque sua fermentação é natural. Mas é o que mais gosto de fazer", explica.
Moraes fez cursos para o aperfeiçoamento da profissão, mas acha que a prática é a melhor forma de aprender. Acostumado a manusear massas, ele dá a receita para se tornar um bom padeiro. "Ser higiênico, cumprir horários e conhecer as peculiaridades na hora de preparar a massa dos pães", conclui.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Remedios contra Amnésia eleitoral
Um mês depois do pleito de 31 de outubro, um em cada cinco eleitores já não se lembrava em quem votou para deputado estadual, federal e senador. O dado de pesquisa encomendada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode até surpreender, mas é apenas o primeiro estágio de uma "amnésia" que, quatro anos após o voto dado, deixa esquecidos cerca de 70% a 80% dos eleitores. Isto é, na eleição seguinte, sete entre dez eleitores já não se lembram em quem votaram na anterior. O apagão mental sobre os escolhidos para representar o povo e os entes federativos junto às instituições legislativas revela o baixo grau de conscientização da sociedade. E escancara a distância que separa o povo da esfera política, apesar da sensação de que cada brasileiro priva de certo conhecimento e amizade com um ou mais políticos. A impressão de proximidade entre eleitor e agente político não se traduz, porém, em compromisso sólido e duradouro entre eles. Mesmo entre votantes de comunidades distritais - municípios menores -, onde o político costuma fixar raízes profundas, a disputa entre competidores acaba corroendo as lealdades tradicionais.
Não é apenas a intensa campanha, povoada de candidatos e siglas, que contribui para apagar seu nome dos mapas cognitivos. Os brasileiros, há muito tempo, estão mudando de endereço. A população urbana soma hoje 84,35%, ante apenas 15,65% da população rural. Os desafios da vida nas cidades - a partir da precária estrutura de serviços públicos - projetam sobre a população novas demandas e atitudes e valores diferentes do passado. Nas metrópoles, os conglomerados aboletados nas periferias vivem dentro de efervescente caldeirão de pressões. Os sistemas de atendimento social são administrados pelos braços dos Poderes Executivos, que se transformam, assim, em polos centrais de atenção. Isso explica o fato de que os eleitores guardam mais na lembrança as figuras do presidente e do governador que de parlamentares. De acordo com a pesquisa do TSE, 89,7% dos votantes recordam-se do candidato à Presidência e 80,6%, do candidato ao governo estadual. Trata-se da prevalência das campanhas majoritárias sobre as proporcionais. Aquelas, com número reduzido de pleiteantes, maciças e de grande visibilidade, fazem sombra sobre estas, pulverizadas com muitas caras e múltiplas siglas. O sistema proporcional, como se sabe, faz uma eleição dispersa, muito cara e desigual. Fosse o voto distrital e em lista partidária, seria maior a proximidade entre candidato e eleitor, com campanha mais clara e escolha mais fácil.
A eleição conjunta de deputados, senadores, governadores e presidente da República embaralha o discurso, fazendo chegar à cachola do eleitor uma algaravia pasteurizada, sem cor e cheiro, de matizes difíceis de ser entendidos. A seleção de candidatos nessa barafunda, regra geral, obedece a critérios de conhecimento e proximidade com os nomes, o que eleva os candidatos majoritários ao pedestal mais elevado. A régua democrática, por conseguinte, aconselharia pleitos distintos tanto para Senado, governos estaduais e Presidência da República como para as câmaras legislativas (estadual e federal).Tal divisão teria ainda o condão de esclarecer às massas as reais funções dos representantes dos Estados (o papel do senador) e as obrigações dos representantes do povo (deputados estaduais e federais). Mais de 80% dos eleitores não sabem distinguir entre uns e outros. A voz comum é a de que os políticos são (ou deveriam ser), sem distinção, "despachantes do povo", com a obrigação de prover todo tipo de demanda, a partir das mais comezinhas, como arrumar emprego, contribuir com um adjutório aqui, uma benesse ali, principalmente para os mais carentes.
O enxugamento dos partidos é outro remédio para oxigenar o corpo político. Os 28 partidos em funcionamento, com sua dispersão, impedem a cristalização de ideários. Cinco ou seis grandes partidos seriam suficientes para oferecer ao eleitorado uma bandeja completa de propostas, compromissos e intenções a serem cumpridos nas legislaturas e nos governos. Definidos ciclos eleitorais específicos para os campos majoritário e proporcional, mudado o sistema de voto, restringido o número de siglas, diminuiria a distância entre sociedade e esfera política? Seguramente. Outros parafusos da engrenagem também devem ser apertados. A migração partidária precisa fechar seus portões. Não se defende, aqui, o engessamento eterno do político ao partido, mas a obrigatoriedade de permanecer na casa que o abrigou até o instante em que divergências doutrinárias - entre eles, pessoas físicas, e jurídicas, os partidos - justificarem a saída. Para tanto os entes partidários carecem de uma doutrina densa, clara e de fácil assimilação pelo povo. Quem se elegeu para defender uma abordagem especial e integrante do escopo partidário em áreas como saúde, segurança, educação, transportes públicos deve ter liberdade para tomar outro rumo quando a sigla se desvia do traçado original.
A tênue linha que separa oposição de situação também obscurece a decisão racional do eleitor. Os conflitos entre partidos hoje se desenvolvem em torno da meta - o poder pelo poder -, em vez da luta por defesa de políticas de Estado e métodos de ação do governo. Sob este destrambelhado desenho, a adjetivação árida, ancorada em pleonasmos acusatórios, acaba esmaecendo os substantivos. Perfis individuais tomam lugar das ideias. Fulanos e sicranos emergem à cena, sob o desvanecimento da significação de seus ciclos. Por último, confunde-se o papel de entidades organizadas da sociedade civil. Que não é o de substituir a política partidária, mas de estabelecer a intermediação dos núcleos organizados, levando suas demandas à esfera política. Se a sociedade política fosse emoldurada por esse enredo, cada ator no palco teria, nas peças eleitorais, seu nome lembrado em prosa e verso. Com direito, claro, a aplausos e apupos.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP e consultor político e de comunicação.
domingo, 26 de agosto de 2012
APAGÃO DE TALENTOS
Falta de mão de obra atrasa contratações em cidades da RMC
Grupo que reúne 40 grandes empresas da Região não consegue preencher vagas para áreas especializadas
ADRIANA PERES - REGIÃO
O Gruca (Grupo de Recursos Humanos de Campinas), formado por profissionais de Recursos Humanos de cerca de 40 grandes empresas da RMC (Região Metropolitana de Campinas), registra há um ano falta de mão de obra técnica. Só de engenheiros há cerca de 200 vagas abertas por essas empresas há oito meses. Não há mão de obra especializada mesmo com boas faculdades da área ao redor das cidades da RMC.
Segundo Miriam Patini, responsável pelas relações públicas do Gruca, após a crise internacional do ano passado, os investimentos aumentaram principalmente no setor automobilístico, que está com dificuldade de contratar trabalhadores especializados. “Queremos incentivar os estudantes a optarem por áreas técnicas na faculdade”, afirma. Entre as empresas do setor automobilístico que fazem parte do grupo estão Magneti Marelli, Eaton, Benteler.
Para Viviane Gonzalez, diretora regional do Business Partners Consulting, a região vive uma fase de “apagão de talentos”. “Está faltando mão de obra principalmente na área de engenharia e de tecnologia da informação”, aponta.
Para debater a especialização de profissionais na RMC, as duas empresas vão realizar amanha o Fórum de Sustentabilidade, com executivos da região, para discutir a importância da iniciativa privada na educação, por meio de projetos, como Programa Nacional de Educação, Empreendedorismo e Educação, Força Tarefa Educação e Amigos da Escola. O evento será no auditório do CPqD (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações).
INDAIATUBA
Programa de desenvolvimento faz balanço de resultado no ano
Indaiatuba recebeu em menos de dois anos 2.614 novas empresas, entre indústrias, comércio e serviços. As informações são das secretarias de Desenvolvimento e da Fazenda, da Prefeitura de Indaiatuba. Além de novas empresas, outras da cidade se regularizaram, motivando uma maior geração de renda e emprego.
Entre janeiro de 2009 e julho deste ano foram instaladas e regularizadas 117 indústrias, 716 empresas comerciais, 1181 prestadores de serviços.
“Esses números refletem o acolhimento que a cidade tem dado aos empreendedores, proporcionando boas condições de trabalho, infraestrutura, mão de obra especializada, malha viária e qualidade de vida”, ressalta o secretário de Desenvolvimento, Edmundo José Duarte.
A regularização e implantação do Dimpe (Distrito Industrial das Micros e Pequenas Empresas) foi um dos fatores que estimulou novas empresas na cidade.
| ADRIANA PERES
Confira as 20 melhores empresas do Brasil na categoria treinamento
SÃO PAULO – Quando inserimos a palavra “treinamento” no campo de busca da internet, somos "bombardeados" por tópicos como “conhecimento”, “habilidades”, “competências”, enfim, uma vasta gama de resultados geralmente atrelados à carreira profissional.
Esses aspectos descritos foram analisados pelo Great Place to Work para definir as melhores empresas para trabalhar no Brasil, quando o foco era a companhia que melhor treina seus funcionários.
O resultado da edição de 2010 apontou o Portal Educação como a empresa vencedora. Especializada em educação à distância desde o ano 2001, a companhia possui atualmente mais de 500 cursos livres nas mais variadas áreas e assuntos.
Análise
De acordo com a consultoria Great Place to Work, foram analisados conceitos como nível de investimento no treinamento dos funcionários nas empresas, custeio de cursos e MBA (Master Business Administration) e a profundidade na participação de profissionais nesses processos.
A primeira parte da pesquisa se deu com os gestores das empresas, que tiveram de responder sobre o nível de treinamento dado naquela companhia. Já a segunda parte foi veiculada entre os funcionários que tinham de responder sobre o tamanho do impacto dessa prática em suas vidas.
Ranking
Confira, abaixo, as 20 empresas que treinam melhor os seus funcionários:
1. Portal Educação
2. Unimed Missões
3. Visagio
4. Byofórmula - Grupo
5. JW Marriott
6. Metal Ar Engenharia
7. Laboratório Sabin
8. Google Brasil
9. Instituto Nordeste Cidadania
10. Sama S.A. - Minerações Associadas
11. Pormade Portas
12. Bradesco
13. Zema
14. Embracon
15. Scapol Distribuidora de Produtos de Higiene
16. Kimberly-Clark Brasil
17. Gazin
18. Prezunic
19. Prudential do Brasil Seguros de Vida S.A.
20. Zanzini Móveis
sábado, 26 de maio de 2012
Desemprego vai crescer com desaquecimento da economia, diz Ibre Boletim do Ibre corrobora a análise de que a maior parte dos empregos gerados está destinada aos trabalhadores mais qualificados
Por Carolina Gonçalves, Agência Brasil
Desemprego fica praticamente estável em abril, mostra pesquisa Dieese/Seade
Número de beneficiários do seguro-desemprego é maior que o de desempregados
Desemprego sobe em fevereiro e chega a 6,4%
Taxa de desemprego sobe para 10,4% em janeiro, segundo Dieese
De acordo com o Boletim Macro, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), apresentado hoje (19), no Rio de Janeiro, o desemprego no Brasil vai crescer lentamente por causa do desaquecimento da economia. De acordo com os economistas do instituto, os trabalhadores menos qualificados vão ser os mais atingidos.
Apesar da queda constante da taxa de desemprego, que passou de 7,6% em março de 2010 para 6,5% em março deste ano, o economista Rodrigo Leandro de Moura disse que a projeção é que essa trajetória se inverta, baseada em dados que mostram o aumento do desemprego em alguns setores, como a indústria.
"Boa parte dessa taxa de desemprego mais baixa está sendo movida pela geração de empregos no setor de serviços, como construção civil e comércio. Na indústria, a gente vê que o fluxo está contrário, está demitindo mais. Ainda gera emprego, mas cada vez menos. Existe uma previsão de investimento menor no setor industrial, que deve fazer a taxa subir", explicou Rodrigo.
Segundo o economista, no setor de serviços, a geração de empregos ainda vai se manter, principalmente, em função da renda média do trabalhador, que vai continuar crescendo. "As pessoas com renda mais alta começam a contratar mais serviços, deixando de fazer, por exemplo, atividades domésticas".
O boletim do Ibre corrobora a análise de que a maior parte dos empregos gerados está destinada aos trabalhadores mais qualificados. "Essa geração de empregos que ainda ocorre tem sido destinada quase totalmente para quem tem ensino secundário e, principalmente, superior. Os que estão abaixo disso quase não estão conseguindo emprego. Como os mais escolarizados ganham mais, a renda média é pressionada para cima e isso pressiona o setor de serviços que, por sua vez, pressiona a inflação", explicou o economista.
Desemprego fica praticamente estável em abril, mostra pesquisa Dieese/Seade
Número de beneficiários do seguro-desemprego é maior que o de desempregados
Desemprego sobe em fevereiro e chega a 6,4%
Taxa de desemprego sobe para 10,4% em janeiro, segundo Dieese
De acordo com o Boletim Macro, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), apresentado hoje (19), no Rio de Janeiro, o desemprego no Brasil vai crescer lentamente por causa do desaquecimento da economia. De acordo com os economistas do instituto, os trabalhadores menos qualificados vão ser os mais atingidos.
Apesar da queda constante da taxa de desemprego, que passou de 7,6% em março de 2010 para 6,5% em março deste ano, o economista Rodrigo Leandro de Moura disse que a projeção é que essa trajetória se inverta, baseada em dados que mostram o aumento do desemprego em alguns setores, como a indústria.
"Boa parte dessa taxa de desemprego mais baixa está sendo movida pela geração de empregos no setor de serviços, como construção civil e comércio. Na indústria, a gente vê que o fluxo está contrário, está demitindo mais. Ainda gera emprego, mas cada vez menos. Existe uma previsão de investimento menor no setor industrial, que deve fazer a taxa subir", explicou Rodrigo.
Segundo o economista, no setor de serviços, a geração de empregos ainda vai se manter, principalmente, em função da renda média do trabalhador, que vai continuar crescendo. "As pessoas com renda mais alta começam a contratar mais serviços, deixando de fazer, por exemplo, atividades domésticas".
O boletim do Ibre corrobora a análise de que a maior parte dos empregos gerados está destinada aos trabalhadores mais qualificados. "Essa geração de empregos que ainda ocorre tem sido destinada quase totalmente para quem tem ensino secundário e, principalmente, superior. Os que estão abaixo disso quase não estão conseguindo emprego. Como os mais escolarizados ganham mais, a renda média é pressionada para cima e isso pressiona o setor de serviços que, por sua vez, pressiona a inflação", explicou o economista.
domingo, 4 de março de 2012
Resource deve abrir mais de 1500 vagas para profissionais de TI em 2011
A Resource, integradora brasileira de soluções e serviços de TI, deve abrir, até o final do ano, cerca de 1500 vagas para profissionais de TI. Praticamente, 60% dessas vagas serão destinadas a analistas programadores DOT.Net e 25% para analistas JAVA/J2EE.
Os outros 15% serão destinados para os cargos de gerente de projetos, analista de requisitos, analista funcional, consultor especialista, analista de suporte, analista de telecomunicações, entre outros cargos. De acordo com Gilmar Batistela, presidente da Resource, a companhia está vivendo um momento de forte expansão e busca profissionais capazes de suportar as demandas previstas. “Em 2010, crescemos 70% e a expectativa para 2011 é crescer 30%, considerando apenas o crescimento orgânico”, afirma Batistela.
Segundo Carolina Martins, gerente de Recrutamento e Seleção da Resource, as oportunidades incluem profissionais de toda a cadeia de tecnologia e com conhecimentos, principalmente, em ambiente WEB (Dot.Net e Java/J2EE), Mainframe (Cobol, CICS, VSAM, DB2) e Cliente Server.
Existe também grande demanda para profissionais da área de telecomunicações com experiência em redes de dados Lan, Wan, TCP/IP, BGP, OSPF, EIGRP, roteadores e switches da Cisco, ambientes de telefonia fixa, PABX (Avaya, Siemens, Cisco, Nortel), correio de voz, Cisco Call Manager, Cisco Voice Gateway, IP Telephony, Cisco Unity, conexões entre Gateways Cisco e PABX, MGCP, CUOM - Cisco Unified Operations Manager, CTI e IVR.
Carolina explica que vagas vão surgindo no decorrer do ano, de acordo com as demandas dos projetos de TI. “Nossa previsão é preencher, efetivamente, 1500 vagas, mas podemos chegar a trabalhar com mais de 2800 perfis, em 2011”.
Perfil do profissional
Além de serem especializados nas diversas tecnologias citadas, os candidatos também precisam ter inglês ou outro idioma fluente, conhecer as principais metodologias de desenvolvimento de sistemas e ser um profissional certificado.
Carolina comenta que a oferta de profissionais no mercado ainda não acompanha o número de vagas disponíveis. “Sentimos muita dificuldade em encontrar profissionais que reúnam diversos conhecimentos necessários como língua estrangeira, formação acadêmica de primeira linha e conhecimento de negócios”, comenta a gerente de Recrutamento e Seleção.
Para resolver essa constante falta de profissionais qualificados, a Resource criou no ano passado seu próprio programa de formação de mão de obra. “A companhia deve investir cerca de R$1,5 milhão em capacitação, em um ano, para suprir sua própria demanda”, afirma Batistela.
Serviço:
Todos os profissionais, com necessidades especiais ou não, interessados por uma vaga podem enviar seu currículo pelo site: www.resource.com.br.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Conheça as carreiras mais valorizadas no momento
Com o mercado de trabalho aquecido devido ao bom momento da economia brasileira, a busca por profissionais qualificados está cada vez mais desafiante e competitiva. Diante deste cenário, que apresenta maior oferta de vagas do que profissionais capacitados e especializados para assumirem os cargos disponíveis, acontece uma supervalorização dos salários em algumas áreas, como TI, Engenharia, Finanças e Contabilidade, Marketing e Vendas.
De acordo com Hegel Botinha, diretor do Grupo Selpe Recursos Humanos, empresa de recrutamento e seleção, os profissionais qualificados com mais de cinco anos de experiência estão entre os mais assediados e disputados pelas empresas.
“Isso pode ser percebido nos salários”, afirma. Na avaliação de Botinha, a captação de profissionais para trabalhar na área de TI cresce cada vez mais e estes são destaques entre os mais bem remunerados. “Recebem acima da média, principalmente aqueles que apresentam visão generalista e estratégica, sendo essas algumas exigências do mercado”, explica.
Já o mercado de Engenharia precisa de engenheiros especializados em todos os setores, seja na indústria, na mineração ou na construção civil devido o momento do mercado. E para enfrentar a escassez de profissionais preparados e não inflacionar os salários, as empresas do setor estão investindo em programas de estágio e de trainee como uma forma de garimpar os talentos.
“Os profissionais recém-formados e com pouca experiência geralmente iniciam na empresa com o salário de R$ 4 mil a R$ 5 mil, em média, podendo galgar salários mais altos e outros cargos posteriormente”, afirma o diretor do Grupo Selpe.
Na área Financeira e Contábil, os profissionais que apresentam conhecimentos técnicos e específicos, além de fluência no inglês, estão sendo mais valorizados financeiramente.
“Este mercado requer profissionais com experiência entre cinco e oito anos, com remuneração na média de R$ 8 mil a R$12 mil dependendo do porte da organização e das responsabilidades a serem assumidas”, destaca.
Além disso, o aquecimento da economia e o crescimento do mercado consumidor têm proporcionado a valorização dos profissionais que atuam na área de Vendas e Marketing. “A forma de remunerar vem mudando e as empresa estão investindo mais em remuneração variável para os profissionais dessa área”, explica.
Segundo o especialista, para conseguir atrair e reter estes talentos, as empresas precisam atuar de forma estratégica e ter um posicionamento diferente no que se refere à política de RH.
“Com o mercado em alta demanda para profissionais muito requisitados, é necessário oferecer uma remuneração atrativa, pacote de benefícios diferenciados, sem deixar de oferecer oportunidades de desenvolvimento, plano de carreira e desafios na função”, sugere.
RMC gera 7% das vagas de todo o Sudeste
Região registrou, no mês passado, saldo de emprego, contratações menos demissões, de 4.902 admissões
A RMC (Região Metropolitana de Campinas) registrou no mês passado saldo de emprego (contratações menos demissões) de 4.902 vagas, quase 7% de toda a geração de postos formais do Sudeste (71.095 das 152.091 vagas geradas em todo o País). Foi o quarto melhor janeiro da série histórica para a região, elaborada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O saldo de emprego de janeiro deste ano perdeu para os de 2010 (6.058), 2008 (5.398) e 2005 (5.060).
Mesmo com a queda de 19,08% em janeiro deste ano em relação ao anterior, o Observatório do Trabalhado de Campinas, ligado á Secretaria de Trabalho e Renda de Campinas, prevê a manutenção da dinâmica no emprego em 2011 no conjunto dos 19 municípios que formam a RMC, com exceção de Holambra que não teve os dados divulgados ontem pelo Caged/MTE (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego).
Os setores que tiveram os maiores saldos no mês passado na RMC foram serviços (2.731), indústria de transformação (1.821) e construção civil (620).
“A industrial regional busca ainda suprir as demissões realizadas no período da crise econômica mundial”, analisou o economista Laerte Martins, do Observatório do Trabalho. Campinas foi a quarta cidade em geração de emprego no Estado (veja quadro). Para Edmundo José Duarte, secretário de Desenvolvimento de Indaiatuba, a tendência para os próximos meses é aumentar o saldo positivo na cidade por causa da abertura de um novo shopping e do terminal intermodal.
“Apesar da mudança de metodologia do Caged, Nova Odessa teve saldo positivo em janeiro, um mês atípico”, disse o coordenador municipal de Desenvolvimento, Dimas Starnini.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Maior qualificação pode significar discriminação no trabalho
Um diploma universitário, de mestrado, doutorado, e de especialização pode diminuir as chances de um candidato numa entrevista de emprego. De acordo com uma pesquisa apresentada na Faculdade de Direito (FD) da USP, qualificações que deveriam ser consideradas um diferencial positivo para o mercado de trabalho podem fazer com que um empregado sofra humilhações ou mesmo perca seu trabalho por ser mais qualificado do que seus superiores.
Nem sempre diplomas e títulos significam sucesso nas entrevistas de emprego
Segundo o pesquisador Jorge Cavalcanti Boucinhas Filho, este tipo de discriminação pode existir em pelo menos três momentos diferentes: no momento da contratação, quando o candidato à vaga tem maiores conhecimentos do que os necessários para o cargo; no decorrer do contrato de trabalho quando ele está começando a se destacar e, por isso, seu superior fica incomodado; e, em terceiro lugar, quando o empregado é despedido de forma discriminatória.
Em 2008, Boucinhas defendeu a tese Discriminação por sobrequalificação, na FD, sob a orientação do professor Antônio Rodrigues de Freitas Júnior. Por meio de entrevistas, o pesquisador comprovou a realidade de sua tese. “Em uma delas, a formação de um professor de História, com mestrado em Ciências Sociais, foi preterida por escolas de ensino médio porque seu “curriculum” era superior ao necessário e suas explicações de nível elevado poderiam confundir os alunos”, lembra, citando outro caso em que um economista de Natal, no Rio Grande do Norte, teve de omitir sua graduação em Economia, conforme aconselhou um amigo, para conseguir um trabalho como corretor de imóveis.
Discriminação e prática ilícita Boucinhas ressalta que “uma das características mais perversas da discriminação por sobrequalificação é que ela não é baseada em preconceitos ou estereótipos, mas gerada por questões financeiras ou de temor que o chefe tem de ser substituído pelo empregado.”
“Um fato muito comum em Universidades privadas é a forma de contenção de gastos com o corpo docente. Como a redução de salários é proibida pela Constituição, a instituição promove o esvaziamento dos cargos de alto nível de especialização e não contrata mais professores para aquela determinada faixa salarial”, descreve, ressaltando que “depois cria um novo cargo para contratar professores menos especializados e com salários mais baixos.”
De acordo com o pesquisador, “o interessante não é apenas notar a discriminação em cada caso, mas saber que a reação da maior parte de pessoas que fica sabendo de casos similares, ou sofrem na pele a mesma situação, considera a atitude do empregador como imoral e nunca como ilícita. Afinal, é o empregador quem manda e desmanda em sua empresa”.
Na leitura do jurista, considerando o conceito de discriminação “qualquer tratamento desigual baseado em um critério não justificado, como por exemplo o da qualificação superior ao cargo, consiste em prática discriminatória vedada tanto pela Convenção 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) quanto pela legislação específica brasileira, a Lei 9029/95, que trata da vedação das práticas discriminatórias.”
O que fazer?
O advogado alerta que, em casos que ocorra a discriminação, há algumas providencias jurídicas que podem ser tomadas. “Quando a pessoa é discriminada no momento do recrutamento, pode mover uma ação por perdas e danos por prática discriminatória e pleitear por uma indenização. Se, no entanto, a discriminação acontecer durante o curso do contrato de trabalho, além da indenização, pode pedir, a exemplo, o reenquadramento em um cargo condizente com sua formação, caso a empresa possua um plano de cargos e carreiras. Já se a discriminação culminar no término do contrato de trabalho, cabe o pedido de indenização e a possibilidade de reintegração no emprego.”
“Infelizmente, não há como se garantir que o trabalhador que mova uma ação por discriminação, assim como, quaisquer ações trabalhistas não possa ser alvo de uma lista negra (prática nefasta ainda utilizada em alguns setores da economia) que traz a listagem de pessoas que moveram ações trabalhistas e, por isso, saem prejudicadas na hora de serem chamadas para uma entrevista de emprego”, lamenta Boucinhas. Mas, segundo ele, deixar que isto continue a ocorrer leva à perpetuação de mais um tipo de discriminação. (Agência USP de Notícias)
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Páscoa deve criar 70 mil vagas temporárias, diz entidade
Número é 10,5% a mais que o registrado no ano passado (63.300).
Sudeste deve ser região que mais vai contratar: previsão é de 35.840 vagas.
A Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) divulgou nesta segunda-feira (7) que a expectativa para a Páscoa deste ano é que sejam abertas 70 mil vagas temporárias em todo o Brasil, 10,5% a mais que o registrado no ano passado (63.300). Segundo o levantamento encomendado ao Ipema (Instituto de Pesquisa Manager), 28% dos trabalhadores contratados deverão permanecer no emprego após o término do contrato, representando trabalho efetivo para 19,6 mil brasileiros. Jovens sem experiência deverão preencher 22% das vagas abertas. O período da Páscoa só perde para o Natal no número de contratações, ficando à frente do Dia das Mães.
Neste ano, a Páscoa será comemorada no final de abril, o que, de acordo com Vander Morales, presidente da Asserttem, favorece as vendas de chocolate. “Quanto mais longe de janeiro, mais distante das despesas de início do ano, que comprometem o orçamento e fazem com que os consumidores repensem seus gastos”, explica.
De olho na possibilidade do aumento no consumo de ovos de Páscoa, as indústrias de chocolate aceleraram a produção e prometem diversificação das linhas de produtos, o que já se refletiu na contratação adiantada de temporários. Segundo Morales, em algumas indústrias de chocolate, a seleção de candidatos começou em setembro do ano passado, gerando emprego temporário para cerca de 25 mil pessoas até o momento.
“No comércio, o processo de contratações começou no início do ano e deverá se estender até a segunda quinzena de março”, afirma a diretora de Comunicação da Asserttem, Jismália de Oliveira Alves. Segundo ela, este ano, o promotor de vendas deverá ser fundamental em lojas e supermercados, uma vez que 80% dos produtos da Páscoa são lançamentos. “Cabe a ele apresentar e explicar as novidades aos clientes para incentivar a compra”.
No ranking das regiões do país, a região Sudeste deve ser a que mais vai contratar. A previsão é de 35.840 vagas - 21.217 delas no estado de São Paulo. Em seguida vêm as regiões Nordeste (13.685) - 4.361 delas na Bahia; Sul (12.600) - 4.697 no Rio Grande do Sul; Centro-Oeste (4.466) - 2.149 em Goiás; e Norte (3.367) - 1.281 em Rondônia.
Perfil das vagas
A indústria será responsável por criar 60% do total de vagas temporárias do período. As funções são de auxiliar de produção, auxiliar de expedição, motorista, entregador, auxiliar de cozinha, promotor de venda, estoquista e operador de empilhadeira. Terão mais chances os candidatos acima de 18 anos, com ensino médio completo e facilidade para trabalhar em grupo. Experiência anterior pode ser um diferencial. Homens deverão representar 55% dos contratos. A remuneração ficará entre R$ 600 e R$ 1,5 mil.
O comércio deverá ser responsável por 40% das contratações desta Páscoa. As vagas são para balconista, vendedor, degustador, demonstrador e repositor. Serão mais requisitadas as pessoas na faixa etária entre 18 e 30 anos, com ensino médio completo, criatividade, organização e bom relacionamento com o público. Mulheres devem ficar com 55% das vagas. Experiência anterior não é pré-requisito. A remuneração deverá variar entre R$ 600 e R$ 900.
Primeiro trimestre é a melhor época para encontrar um estágio no Brasil
Os meses de janeiro a março são a melhor época para se conseguir uma oportunidade de estágio. São chamados de "Temporada de Estágios". Os números do Brasil revelam uma expectativa de 210 mil vagas.
Está aberta a temporada de estágios. De janeiro a março são 210 mil vagas, 20% a mais do que o mesmo período do ano passado. “Houve um reaquecimento, no início do ano as empresas estão se reestruturando e contratando mais estagiários até para suportar essa demanda”, explica Erick Sperduti, analista de seleção.
Vaga tem, mas faltam interessados. Isso porque muitos candidatos que se inscrevem num programa de estágio só planejam voltar a trabalhar na volta às aulas ou depois do carnaval, em março. Com isso, algumas empresas não conseguem preencher as vagas.
Mesmo uma empresa que remunera bem, R$ 800 mais comissão sobre as vendas, que costuma dobrar o valor no fim do mês, está com dificuldades de encontrar um estagiário da área de administração. “Ele está perdendo uma oportunidade, pois ele vai entrar aqui e se desenvolver, então a gente só precisa que ele tenha o comprometimento e a iniciativa de estar aqui”, declara Ariane Traverzin, gerente comercial.
Tem candidato que é selecionado, mas na hora da entrevista desaparece. “Se ele já está faltando num processo seletivo, imagine quando ele iniciar um estágio ou trabalho na empresa.”, ressalta Sperduti.
Lei estágio:
- os contratos de estágio têm duração máxima de dois anos;
- a jornada de trabalho é de seis horas diárias;
- os estagiários têm direito a remuneração mensal, o bolsa auxílio;
- transporte;
- seguro contra acidentes;
- folga semanal
- direito a férias de 30 dias depois de um ano de trabalho na empresa.
Fonte: Abre - Agência Brasileira de Emprego e Estágio
O problema da falta de estagiário no mercado também tem outra explicação, a falta de qualificação.
Na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, faltam candidatos até para os estágios de nível técnico. As vagas mais difíceis de serem preenchidas são para técnicos em eletrônica, eletroeletrônica e para a área administrativa. Uma empresa está à procura de dois estagiários há um mês e, mesmo oferecendo bolsa-auxílio de R$ 600 mais benefícios, não consegue preencher as vagas.
Se você quer começar a carreira por um estágio, administração, comunicação e informática são as áreas que mais contratam. Mas se a intenção é ganhar mais, atenção para as áreas de engenharia, estatística e matemática.
No Ceará, uma experiência deu certo para a empresa e agora para um ex-estagiário. Em Fortaleza, Israel começou a estagiar numa corretora de seguros há um ano. Nesta semana foi contratado pela empresa. Agora ele tem mesa, ramal e até computador pessoal. “O estagiário inicialmente tem que acreditar que será contratado e com a dedicação, compromisso, isso leva crer que a empresa vai reconhecer seu trabalho e por conseqüência a contratação imediata”, declara Hermeto Aguiar, corretor de seguros.
Dados de Estágio no Brasil
Os meses de janeiro a março são a melhor época para se conseguir uma oportunidade de estágio. São chamados de "Temporada de Estágios". Os números do Brasil, total, revelam uma expectativa de 210 mil vagas, ou seja, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.
Ensino Superior
Anualmente, ingressam no ensino superior 1,5 milhão e se formam 800 mil, o que equivale a 53,3 % do total de alunos. Ou seja, quase metade deles não concluem ou abandonam o curso, na sua maioria por falta de condições financeiras.
Esses números provam a importância do estágio, pois contribui para auxiliar o futuro profissional a custear seu curso e, principalmente, é a porta de entrada para uma nova carreira, já que ele aplica na prática o conteúdo aprendido em sala de aula.
Balanço Comparativo:
Vagas oferecidas no 1o. trimestre, chamado de "A temporada de estágios"
Em 2007: 200 mil vagas
Em 2008: 220 mil vagas
Em 2009: 156 mil vagas.
Em 2010: 175 mil vagas
Em 2011: 210 mil vagas (um crescimento de 20%)
Pensando em número total de vagas por nível Superior e Médio/Médio Técnico - Dados da Abres
2007: 200 mil vagas, sendo 130 mil para alunos do superior e 70 mil para médio e médio técnico
2008: 220 mil vagas, sendo 143 mil para alunos do superior e 77 mil para médio e médio técnico
2009: 156 mil vagas, sendo 110 mil para alunos do superior e 46 mil para médio e médio técnico
2010: 175 mil vagas, sendo 140 mil para alunos do superior e 35 mil para médio e médio técnico
2011: 210 mil vagas, sendo 170 mil para alunos do superior e 40 mil para médio e médio técnico.
O Número de estagiários no Brasil, segundo da Abres:
2007: 1 milhão de estagiários, sendo 650 mil do superior e 350 mil do médio e técnico
2008: 1,1 milhão de estagiários, sendo 715 mil do superior e 385 mil do médio e técnico
2009: 900 mil estagiários, sendo 650 mil do superior e 250 mil do médio e técnico
2010/2011: 1 milhão estagiários, sendo 740 mil do superior e 260 mil do médio e técnico
Considerando os dados apresentados, temos:
Houve um crescimento de 20% na oferta de novas vagas na Temporada de Estágios 2011. Sendo um crescimento de 21% no nível superior e de 4% no nível médio e médio técnico. Esse aumento menor é resultado da limitação do artigo 17 da lei de estágio para a contratação de estudantes do nível médio.
Os números ainda são menores que 2008, antes da lei ser sancionada.
A expectativa da Abres é um crescimento no total de estagiários no Brasil durante 2011, devido a uma expansão da economia e, principalmente, um amadurecimento da lei de estágios. Logo quando foi sancionada, houve um "apagão de novas vagas", mas com a publicação de uma "Nova Cartilha Esclarecedora sobre A Lei do Estágio", pelo Ministério do Trabalho e Emprego, dia 23 de novembro de 2010, as principais dúvidas foram sanadas e as empresas voltaram a dar oportunidades para os jovens.
Atualmente, os estagiários têm direito a:
Bolsa-Auxílio
Auxílio-Transporte
Recesso Remunerado
Carga Horária de 6h diárias (30h semanais) - alunos do médio, médio técnico e superior
Tempo máximo: 2 anos na empresa
Seguro contra acidentes pessoais
DICAS ÚTEIS
Logo após o Jornal Hoje, Carmen Alonso, gerente de treinamentos do Nube, Núcleo Brasileiro de Estágios, participou de um bate-papo e orientou os internautas a aproveitarem as oportunidades de começo de ano. Veja os melhores momentos dessa conversa.
Experiência
Falta qualificação. Isso vale para todos os profissionais que estão no mercado. Uma dica que damos para começar é investir na fase de preparação. Investia em leitura, procure ampliar a cultura geral, veja revistas e livros. Quando for participar de um processo, conheça um pouco a realidade da empresa. Procure realmente caprichar no seu conteúdo. Estude na faculdade, cumpra os trabalhos. A vida acadêmica é um ensaio da vida corporativa. Veja o professor como um possível cliente ou futuro chefe que estará te avaliando com metas e te dará um feedback sincero. Não estude só matérias que você goste, procurar também estudar as que outras que fazem parte do seu curso. Servem para aprender atividades que você não domina muito. Nós usamos a sigla CHA: Conhecimento, Habilidade e Atitude. Busque os conhecimentos que você precisa ter, o saber prático que são as habilidades, além da atitude de ir buscar.
Currículo
Existe um campo que fala das informações complementares. Ali é super válido mencionar trabalhos acadêmicos que foram premiados, iniciação científica, monitorias, trabalhos voluntários, trabalho em grêmios ou empresas juniores, ter participado de comissão de formatura. Tudo isso é válido pois mostra que você teve que desenvolver competências para cumprir esses outros trabalhos.
Temporadas de estágio
Janeiro até março é a primeira temporada. Muitas empresas têm jovens que se formam ou conseguem aprovação de orçamento para mais vagas. A segunda temporada começa em julho e vai até setembro, uma temporada que contempla os programas de estágio. Nessas temporadas o mercado está aquecido, mas também têm vagas durante todo o ano.
Ensino médio
É fundamental que se faça o estágio. Muitos jovens não se dedicam à atividade corporativa enquanto fazem seu caminho acadêmico. É preciso saber conciliar os dois.
Exigências
Carga horária máxima de 6 horas diárias e 30 semanais. A bolsa-auxílio e as férias, chamada de recesso remunerado, são obrigatórias. Tempo máximo de dois anos na mesma empresa se a faculdade for de 4 anos. Relatório mensal de atividades para ver se está sendo compatível com o que aprende na faculdade. O maior ganho que o estagiário tem, a princípio, não é o financeiro. É a aprendizagem. Tem que colocar isso na balança e ver se vale a pena, apesar do valor da bolsa-auxílio nem sempre ser bom.
Assista ao vídeo - http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/02/primeiro-trimestre-e-melhor-epoca-para-encontrar-um-estagio-no-brasil.html
Falta de mão de obra qualificada é maior problema para empresários da construção
A falta de mão de obra qualificada é o principal problema da construção civil do país, segundo sondagem feita pela Confederação Nacional Indústria (CNI) com 375 empresas do setor. Segundo o levantamento, 68,4% dos empresários do ramo apontam a dificuldade em contratar empregados aptos a trabalhar em obras como um dos três maiores entraves da atividade.
Nas grandes empresas, o problema é mais crítico. No levantamento da CNI, realizado entre os dias 3 e 20 janeiro, 85,4% das empresas consultadas apontaram a falta trabalhadores qualificados como um de seus principais problemas. Entre as pequenas, 61,5% dos empresários ouvidos reclamaram da falta de mão de obra qualificada.
Esses dados foram divulgados hoje (31) e se referem aos três últimos meses do ano passado. De acordo com o gerente executivo da Unidade de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, a escassez de mão de obra é causada pelo crescimento acelerado do setor da construção combinado com a pequena capacidade de formação de profissionais para a atividade.
“Houve um crescimento muito forte e um descolamento entre demanda por mão de obra e a quantidade de trabalhadores qualificados”, afirmou Fonseca, em entrevista coletiva promovida para a apresentação dos resultados da sondagem.
Para ele, os dados preocupam porque as dificuldades para contratação vêm aumentando. Também porque isso pode impactar nos custos da construção e comprometer resultados do setor. “Isso pode reduzir a velocidade do crescimento”, disse Fonseca.
A falta de trabalhadores qualificados, por exemplo, era apontada como um dos principais problemas da construção por 53% dos empresários há um ano - um crescimento de quase 15 pontos percentuais no período. Ao mesmo tempo, o percentual de empresários que consideram o custo da mão de obra como um entrave do setor cresceu de 17% para 27,4% – aumento de 10 pontos percentuais.
Independentemente disso, a sondagem mostrou que a maioria das empresas trabalhou durante todo ano de 2010 em ritmo de atividade acima do usual e com número de empregados crescente. A expectativa para os próximos meses também é de contratações.
Depois da falta de mão de obra qualificada, a carga tributária é o segundo maior entrave para a construção civil, na opinião do empresariado.
Executivo brasileiro ganha mais que americano, diz revista
Dirigentes que trabalham em São Paulo receberam, em média, R$ 1 milhão em 2010
Do R7
Os executivos brasileiros ganham mais que seus pares nos Estados Unidos, na Inglaterra, em Cingapura e em Hong Kong, de acordo com pesquisa da AESC (associação de recrutadores de executivos, na sigla em inglês), divulgada em reportagem publicada nesta quinta-feira (27) pelo site da revista britânica The Economist.
Usando outra pesquisa, realizada pela consultoria brasileira Dasein Executive Search, a matéria afirma que a AESC descobriu que os executivos e diretores ganharam mais grana em São Paulo – “a capital brasileira dos negócios” - em 2010 que os funcionários que exercem a mesma função em Nova York e Londres.
As pesquisas compararam as bases salariais, embora os bônus no Brasil também sejam generosos, segundo David Braga da Dasein. A comparação não leva em conta o custo de contratação no Brasil, cujos impostos da folha de pagamento estão entre os mais altos do mundo.
Os presidentes de empresas brasileiras em São Paulo receberam, em média, mais de R$ 1 milhão (US$ 600 mil), enquanto em Nova York eles ganham pouco mais de R$ 923 mil (US$ 550 mil), mesmo patamar de Londres, segundo a pesquisa da Dasein.
Uma das razões para o crescimento dos vencimentos dos executivos é a falta de pessoal especializado para todos os níveis, segundo a revista.
Brasil, China e Índia observam um forte aumento do nível de emprego nos últimos anos, mas, de acordo com a consultoria Manpower, a incompatibilidade entre a procura e a oferta de vagas é mais forte no Brasil, onde 64% dos executivos reportam dificuldades para encontrar postos – contra 40% da China e 16% da Índia.
Executivos com bagagem técnica são especialmente escassos no Brasil. A descoberta de grandes quantidades de petróleo e os planos de ampliação da infraestrutura evidenciam que a demanda por profissionais está aumentando, mas o Brasil forma 35 mil engenheiros por ano, enquanto a Índia forma 250 mil e China, 400 mil.
A força do real coloca o Brasil artificialmente nas primeiras posições das listas mundiais que comparam pagamentos. Mas, mesmo em reais, o salário dos executivos ultrapassa a casa dos dois dígitos no ano, segundo Edilson Camara da empresa de recrutamento Egon Zehnder.
Dirigentes de empresas da China e da Índia colhem ganhos semelhantes, mas com uma base menor. As multinacionais, segundo a The Economist, que costumavam implantar suas sucursais da América Latina em Miami, Buenos Aires e México estão mudando as filiais para São Paulo.
A onda de aquisições de empresas menores por corporações estrangeiras e a operação de empresas brasileiras no exterior estão fazendo crescer a demanda por gerentes com experiência internacional.
A solução para resolver o problema da falta de gente especializada é alimentar os talentos internos, diz o Alexander Triebnigg, que comanda as operações da Novartis – uma farmacêutica suíça - no Brasil.
Os brasileiros costumam ser leais, o que, segundo ele, significa que as empresas com os planos de desenvolvimento de carreira são menos suscetíveis à perda de talentos. Entretanto, essa lealdade, segundo a reportagem, tende a inflacionar o mercado.
- Se você quer fazer um brasileiro a trocar de emprego, você tem que oferecer a ele muito dinheiro. Na China, os executivos trocam de emprego por apenas um pouco mais do que ganham.
Muitas empresas estão procurando profissionais de direção fora do Brasil, mas a criminalidade em São Paulo – que, segundo a matéria, está mais segura do que antes, mas ainda possui o dobro da taxa de assassinatos de Nova York – e a necessidade de compreender e falar português afastam interessados.
Mesmo as maiores empresas brasileiras não são capazes de atrair os profissionais mais ambiciosos, explica Edilson Camara.
- Alguns profissionais nem querem escutar sobre a complexidade e o tamanho de algumas empresas brasileiras das quais eles nunca ouviram falar.
Os maiores beneficiados da guerra por talentos do Brasil são os gerentes brasileiros que trabalham no exterior, segundo a matéria.
O representante da Dasein afirma que realizou a pesquisa de salários para tentar entender o porquê de receber cerca de dez currículos por dia de brasileiros que vivem em outros países e estão pensando em voltar para casa.
Seis em cada dez empresas de construção civil reclamam da falta de mão de obra no setor
Atividade continuou a crescer, mas falta de pessoal diminuiu ritmo de produção
Vinicius Albuquerque, do R7
Seis em cada dez empresas de construção civil reclamam da falta de mão de obra especializada no setor, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (31) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) com base no levantamento do último trimestre do ano passado – que compreende os meses de outubro a dezembro.
Com isso, o indicador que mede a produção da indústria caiu de 52 para 51 pontos, apesar de ainda se situar acima dos 50 pontos - o que indica expansão do setor. Apesar da perda de ritmo da economia, para este ano também há uma perspectiva otimista, com os empresários da construção de olho nas obras para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
No período, 68% das empresas apontaram a falta de trabalhadores como o maior problema na indústria de construção. A queixa é maior entre as grandes companhias, sendo que 85,4% destas apontaram este como o principal problema que impediu um crescimento maior do setor.
Segundo Renato Fonseca, gerente da pesquisa da CNI, a falta de mão de obra reflete um período em que a construção civil sofreu com poucos investimentos no setor.
- Conforme a indústria vai parando, os profissionais qualificados vão mudando de emprego. E isso é difícil de repor já que os trabalhadores qualificados se recolocaram em outras áreas e ainda não há novas pessoas qualificadas para contratar.
No ano de 2008, no auge da crise, o setor da indústria foi um dos mais prejudicados com a diminuição do consumo por parte dos brasileiros.
Na ocasião, o governo lançou uma série de medidas para manter a construção civil aquecida, que envolveu desde a redução dos impostos, como o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) com o lançamento de programa de incentivo à habitação, ou o Minha Casa, Minha Vida, voltado à população de baixa renda.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Pesquisa: 69% das empresas já rejeitaram candidatos por causa das redes sociais
Mentir qualificações é o principal motivo para não-contratação. 47% dos recrutadores realizam pesquisas sobre o entrevistado nas redes

De acordo com uma pesquisa realizada pela Reppler, uma consultoria especializada em gerenciamento de imagens nas mídias sociais, 69% dos recrutadores norte-americanos já rejeitaram um candidato devido a informações nos perfis de redes sociais como Facebook, LinkedIn e Twitter. A empresa entrevistou 300 profissionais de RH.
O estudo afirma que mentir sobre as qualificações é a principal razão pela qual os recrutadores desistiram de contratar o candidato, seguida de postagem de fotos e comentários inapropriados, como frases negativas a respeito do antigo chefe, por exemplo. A falta de habilidade em se comunicar nas redes sociais também faz parte do ranking.
O monitoramento do conteúdo compartilhado nas redes sociais deve ser constante, já que um bom perfil pode garantir uma contratação. Segundo a pesquisa, 68% dos ouvidos já contrataram um profissional devido à boa imagem passada em suas contas.
Outras razões que levaram os recrutadores a contratar após a análise dos perfis nas mídias sociais são: criatividade, boa comunicação, boas referências e prêmios recebidos pelo candidato, além das qualificações profissionais do currículo estarem inclusas em seus respectivos perfis.
A maioria dos recrutadores recorre às redes sociais no começo da seleção. 47% afirmaram que, após o recebimento do currículo, realizam uma pesquisa através dos links fornecidos pelos candidatos. O Facebook é utilizado por 73% dos entrevistados, enquanto 53% preferem o Twitter e 48% o LinkedIn.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Reppler, uma consultoria especializada em gerenciamento de imagens nas mídias sociais, 69% dos recrutadores norte-americanos já rejeitaram um candidato devido a informações nos perfis de redes sociais como Facebook, LinkedIn e Twitter. A empresa entrevistou 300 profissionais de RH.
O estudo afirma que mentir sobre as qualificações é a principal razão pela qual os recrutadores desistiram de contratar o candidato, seguida de postagem de fotos e comentários inapropriados, como frases negativas a respeito do antigo chefe, por exemplo. A falta de habilidade em se comunicar nas redes sociais também faz parte do ranking.
O monitoramento do conteúdo compartilhado nas redes sociais deve ser constante, já que um bom perfil pode garantir uma contratação. Segundo a pesquisa, 68% dos ouvidos já contrataram um profissional devido à boa imagem passada em suas contas.
Outras razões que levaram os recrutadores a contratar após a análise dos perfis nas mídias sociais são: criatividade, boa comunicação, boas referências e prêmios recebidos pelo candidato, além das qualificações profissionais do currículo estarem inclusas em seus respectivos perfis.
A maioria dos recrutadores recorre às redes sociais no começo da seleção. 47% afirmaram que, após o recebimento do currículo, realizam uma pesquisa através dos links fornecidos pelos candidatos. O Facebook é utilizado por 73% dos entrevistados, enquanto 53% preferem o Twitter e 48% o LinkedIn.
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