Onde estão os Protestantes?
Os “evangélicos” estão perdendo a referência do que é pecado!
Tudo é relativo, forma de interpretação ou experiências pessoais. A palavra do Senhor é menos importante que a necessidade humana.
2º Timóteo 4:3 e 4
Porque virá tempos em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando-se as fabulas.
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
OS 10 ERROS MAIS COMUNS NA APRESENTAÇÃO DO PREÇO
Márcio Miranda – Workshop Seminários Práticos – www.workshop.com.br
Cada parte do processo da venda tem suas peculiaridades e dificuldades. Em todas elas podem ser cometidos erros que, dependendo da gravidade, poderão destruir um trabalho de muito tempo. Por isso quero chamar sua atenção para uma das etapas que eu como negociador, considero suscetível a falhas importantes - estou me referindo à apresentação do preço.
Para a grande maioria dos vendedores o preço é apenas um número elaborado de forma a atender determinados objetivos e parâmetros colocados pelas partes envolvidas. Mas os negociadores enxergam algo mais além de um simples número. O preço embute percepção de valor que por sua vez, tem profunda relação com o estado emocional de quem decide a compra.
Ao apresentar o preço, fique atento para os seguintes pontos:
1. NÃO COLOQUE TODO PESO DO NEGÓCIO NO PREÇO
A grande maioria dos vendedores administra o preço como sendo o fator mais importante do processo e compra e venda. A experiência, no entanto, mostra que o preço é mais importante na mente do endedor do que na mente do cliente.
2. NÃO PENSE QUE OS CLIENTES PENSAM COMO VOCÊ
Os vendedores projetam nos clientes suas idéias, sentimentos e emoções. Por isso, tendem a acreditar que os clientes pensam e agem como eles. Um vendedor que está sem dinheiro tende a pensar que todos estão sem dinheiro! Só que isso não é verdade! Cada pessoa está em um estágio diferente e é
impulsionada pelos seus próprios motivos. Você poderá ter o foco totalmente orientado para o preço na hora de fechar uma compra. Já para o seu cliente o preço poderá ser apenas mais um dos fatores a ser analisado ou até mesmo algo a não ser considerado.
Cada um de nós tende a interpretar o mundo de acordo com a sua interpretação, bagagem emocional e poder que acredita ter.
3. NÃO DEIXE TRANSPARECER A IDÉIA DE QUE SEUS PREÇOS SÃO MUITO ALTOS
Muitas vezes a comunicação corporal contradiz o que está sendo dito através de palavras. É exatamente por esse motivo que as pessoas, quando não estão sendo sinceras ou estão faltando à verdade, evitam olhar nos olhos dos interlocutores. Se você não acreditar que o seu produto vale o que por ele está pedindo, o seu corpo acompanhará o seu pensamento e ficará mais difícil convencer os clientes a pagarem o preço pedido.
4. NÃO TENHA MEDO DE FALAR DO PREÇO
Estudo recente mostrou que:
· 94% dos vendedores não falam sobre o preço até serem questionados pelos clientes;
· 44% dos vendedores mudam de assunto quando questionados sobre o preço;
· 33% não dizem o preço de forma clara e audível, preferindo escrever ou apontar.
Quando demonstra medo ou insegurança na hora de informar o preço você passa ao cliente a idéia de que está escondendo alguma coisa. Você não acha que o cliente vai pensar que você está inseguro dizer o seu nome quando alguém pergunta? Não tem. Pois aja da mesma forma quando perguntarem o preço.
5. CUIDADO COM A FORMA QUE VOCÊ ADOTA PARA APRESENTAR O PREÇO
Na hora de apresentar o preço seja direto. Você consegue perceber alguma diferença nas formas abaixo?
· O preço deste aparelho é 100
· Nós estamos vendendo este aparelho por 100
· O nosso preço normal é 100
· O nosso preço de tabela é 100
A primeira é direta. O preço é “X” e pronto. É a recomendada porque não deixa margem para o cliente
pensar que poderá existir negociação. Na segunda, quando você diz: “nós estamos vendendo…”, pode
ser interpretado como – o preço até agora era 100, mas pode mudar…
Nas outras duas as palavras “normal” e “tabela” deixam no ar a idéia de que o preço normal é 100,
mas é possível fugir da normalidade.
6. NÃO DIGA NADA QUE PASSE A IDÉIA DE QUE O SEU PREÇO É ALTO
Existem formas de se comunicar ou até algumas frases feitas que, mesmo sendo ditas em tom de
brincadeira, devem ser evitadas. Veja alguns exemplos:
· “Vou dizer o preço. Prefere saber sentado ou em pé?”
· “O melhor que eu posso fazer é…”
· “Você está pronto para saber o preço?”
· “Eu sei que o meu preço não é barato, mas…”
· “Quer saber por que o meu produto é mais caro?”
7. NÃO DIGA NADA QUE PASSE A IDÉIA DE QUE O SEU PREÇO É NEGOCIÁVEL
Tanto você como o cliente sabem que os preços são negociáveis. Mas só use essa alternativa quando
não tiver outra. A partir do momento em que você acena com a possibilidade de dar um desconto, os
números começam a cair na mente do cliente. Então não diga coisas como:
· “O meu preço é 100. Está bom pra você?”
· “O meu preço normal é 100. Mas, se você for comprar mesmo…
· “Para mim vender para a sua empresa é questão de honra”
· “Nós somos parceiros há muito tempo. Não é qualquer coisa que vai nos separar”
· “Eu preciso aumentar as vendas para a sua empresa”
8. NÃO DIGA NADA QUE LEVE O CLIENTE A PESQUISAR PREÇO
Muitos vendedores, e até empresas, orientam o cliente a pesquisar preço – “Se você achar mais barato volte aqui que nós cobrimos”. Você acha que o cliente não vai usar o seu preço para barganhar?
Quantos clientes você já não perdeu adotando essa tática? Pode acreditar que foram muitos. Você mesmo mandou o cliente para os braços do seu inimigo. Então, não diga nada parecido com:
· O nosso preço é o mais barato da região
· Eu o desafio a encontrar um preço mais barato na praça
· O nosso produto tem benefícios que os outros não têm
· O nosso preço é esse porque nós somos fabricantes
· Você pode pesquisar por aí que não vai encontrar preço igual ao nosso
9. NÃO INCENTIVE OS CLIENTES A CONTESTAREM O SEU PREÇO
Alguns vendedores adotam táticas suicidas que induzem o cliente a contestar o preço. Você não deve incentivá-los. Os clientes já são suficientemente criativos para arrumar formas de se defender. Então,evite dizer coisas do tipo:
· Então me diga quanto eu devo cobrar?
· O que eu preciso fazer para vender para a sua empresa?
· Você pagaria 100 por este produto?
· Estou fazendo este preço para um teste. Depois voltamos a negociar, ok?
· Você está pensando comprar da gente este ano, não está? Pois, dependendo do pedido
posso dar um desconto maior.
10. NÃO DEIXE O CLIENTE PERCEBER QUE VOCÊ ESTÁ DESESPERADO PARA VENDER
Muitos vendedores, acreditando que conseguirão sensibilizar os clientes, utilizam táticas que apelam para a emoção. Esse método pode funcionar uma vez ou outra, mas você não deve confiar na boa vontade de todo cliente. A grande maioria vai usar essa sua franqueza como fraqueza para tirar de você
tudo que puderem. Afinal “business is business”, você não acha? Então evite frases como:
· Você precisa me ajudar
· Preciso fechar a minha quota ainda hoje
· Só tenho esta semana para fechar a quota do trimestre
· Se você aumentar o pedido em 10% saio daqui com a quota do mês fechada
· Se eu sair daqui sem o pedido fechado o meu gerente vai me matar
· Sou novo nesta região e preciso da sua ajuda para me firmar
· Você precisa me ajudar a ganhar o leite das crianças
Não pense que se corrigir estes 10 erros terá eliminado todos os problemas relativos ao preço. Mas que
você terá dado um enorme passo para se transformar em um negociador de respeito, isso eu garanto.
sábado, 24 de novembro de 2012
Adote 6 hábitos para evitar problemas no dia a dia
De olho no mercado
Adote 6 hábitos para evitar problemas no dia a dia
Para sobreviver no mundo do empreendedorismo é preciso ser, ao mesmo tempo, disciplinado e arrojado. E as duas coisas só vêm com prática e algum planejamento. É aí que certos hábitos podem ajudar.
Mesmo o mais inovador dos empreendedores tem alguns hábitos que o ajudam a avançar sempre. A lista abaixo é de apenas algumas sugestões que podem tornar seu cotidiano menos trabalhoso, mas com o tempo de estrada você mesmo criará suas próprias regras.
Tenha a vida planilhada
A manutenção de planilhas pode dar um tremendo trabalho, mas ela ainda são o melhor jeito e o mais barato de ter controle sobre a quantas anda a empresa. Crie planilhas para o pagamento de fornecedores, de funcionários, de material disponível em seu estoque. Isso ajuda a prever eventuais problemas (como um feriado em que as pessoas comprarão mais carne e cerveja, se você for dono de mercado), e agir preventivamente. O ideal é começar com excel, planilha das mais simples e fáceis de encontrar no mercado, e depois, se for o caso, evoluir para programas específicos.
Controle o fluxo de dinheiro
As boas assessorias contábeis oferecem softwares financeiros para você cuidar do controle pessoalmente, mas, se pilotar o caixa da empresa não for a sua, tenha um contador ou assessoria contábil de confiança. O importante é ter mapeado não apenas quanto dinheiro entra e sai, mas também quando isso acontecerá. Aqui também vale tratar a questão da conta da empresa: para evitar confusão, é melhor que seja apenas uma, e que você tenha controle de saques e depósitos. Crie códigos que você consiga identificar depois, como “saída R$ X para pagamento fornecedor Y, 20/12/10”.
Arrume fornecedores de confiança
Isso quase não precisa ser dito, mas é bom frisar. Em caso de problemas com fornecedores, o cliente não vai entender o seu lado, mas sim, o dele, cliente. Cheque se a empresa de quem você compra tem um histórico de reclamações e se eles dão conta de entregar os produtos no prazo e nas condições prometidas. Do contrário, vá experimentando com outros fornecedores até eventualmente achar um que o agrade.
Contrate quem você possa demitir
Isso vale principalmente se você emprega ou pretende trabalhar com parentes. A primeira coisa a se perguntar, seja parente, ou namorado, ou amigo, é: você considera essa pessoa de fato competente? É o caso de se perguntar se a pessoa com quem você tem alguma relação
a) possui o perfil necessário para o tipo de negócio; e
b) se você pode demiti-la; ou
c) mudá-la de função caso ela não atenda às expectativas.
Se a resposta for não para as três perguntas, converse com quem for preciso para dar um jeito na situação. Tenha em mente que o risco e as dívidas serão suas em caso de fracasso.
Transforme crises em oportunidades
Com o devido cálculo do custo-benefício, uma crise real ou aparente pode se tornar ótima chance de mostrar sua cara e de tornar visível seu negócio. Até porque, como regra, crises não têm data para acabar. Use a situação do câmbio, por exemplo: se o dólar está em baixa, talvez seja a hora de você importar melhor maquinário para seu negócio. Caso a tendência seja de alta, ou você se programa para exportar ou cheque se não há no mercado local produto similar ao que você quer de fora.
Saiba quando e para onde expandir e encolher
Isso se aplica principalmente nestes tempos de crise e pós-crise, em que cada parte do mundo está num estágio. Uma crise é boa hora para pensar em enxugar custos, racionalizando processos, e firmar novas alianças. Sozinho ou com um parceiro, procure identificar quem são os novos investidores, o que eles buscam e de que forma você pode atuar com sua empresa para atender a essa demanda. Para ficar em um exemplo aplicável tanto ao Brasil quanto a outros países, um mercado que tende a crescer é o de produtos sustentáveis. O leque de oportunidades aí é grande, e abrange desde as chamadas energias limpas a ecobags e materiais de construção sustentáveis.
Andrés Bruzzone Comunicação
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Apagão de mão de obra preocupa CEOs brasileiros
por Felipe Dreher
50% dos presidentes de empresas nacionais acusam falta de profissionais qualificados como fator que impactará negócios nos próximos anos
O momento brasileiro evoca otimismo nesse período de retomada econômica. Mas o crescimento, em muitos casos, traz consigo aspectos dolorosos e algumas barreiras a vencer. Pelo visto, o que tem tirado o sono dos empresários brasileiros é força de trabalho.
Metade dos 66 presidentes brasileiros que responderam a quarta edição do Global CEO Study, pesquisa realizada pela IBM, acusam falta de mão de obra qualificada como grande obstáculo para o sucesso de suas companhias nos próximos anos.
"Apagão de profissionais é uma das dores do crescimento. Educação é um dos pontos mais frágeis e precisa de muito foco nos próximos anos. Existe competição pelos recursos formados", corrobora José Antonio Fay, presidente da BRFoods.
Dentre os fatores que terão grande impacto nas suas organizações em cinco anos, os CEOs brasileiros participantes do estudo listam, além de escassez de talentos, pontos referentes à sustentabilidade e ciclos mais curtos de mercado (70%).
"O novo ambiente econômico aponta para maior volatilidade", reforça Ricardo Gomez, líder de serviços em consultoria da IBM para a América Latina, citando que a crise econômica de 2007 trouxe mudanças que vieram para ficar. "Não voltaremos ao que tínhamos antes", avalia.
Marcos de Marchi, presidente da Rhodia América Latina acrescenta: "O momento [do Brasil] é bom, mas daqui pra frente não poderemos crescer apenas capitalizando as qualidades". Isso significa mudanças importantes para ganhar em competitividade.
Para ajudar a enfrentar esses novos cenários que se desenham, a provedora de TI mapeou empresas que chama de "alto desempenho" (que registram apenas 6% de diferença entre complexidade de mercado esperada e habilidade que possuem para gerenciar isso).
Segundo Gomez, companhias com esse perfil encaram a complexidade de três maneiras: liderança criativa, reinvenção do relacionamento com clientes e desenvolvimento da eficiência operacional.
"Em ambientes mais voláteis a empresas precisam de um processo de inovação sólido e criar vínculos emocionais entre produtos dentro de uma comunicação de múltiplas vias para ser competitiva", reflete Otto von Sothen, presidente da divisão de alimentos da Pepsico do Brasil.
O Global CEO Study 2010 mostra que as mudanças planejadas para o modelo operacional esperada no Brasil para os próximos cinco anos encontram-se principalmente em processo, uma questão já resolvida em companhias classificadas como de alto desempenho, que pretendem focar na experiência dos clientes.
Aliás, companhias de grande performance tem como característica o pensamento global e compreensão do uso de parcerias para formação de um ecossistema.
A pesquisa global ouviu 1.541 líderes de empresas, de 60 países e 33 segmentos de mercado entre setembro de 2009 e janeiro de 2010.
Ele lucra com apagão de mão de obra
Fundador da Microlins quer aproveitar escassez de profissionais qualificados no País para dobrar o número de escolas em cinco anos
Naiana Oscar - O Estado de S.Paulo
A escola está em campanha. No teto da recepção, balões coloridos e, na parede, um cartaz em verde e amarelo com letras gritantes: "A profissão do brasileiro é ser vencedor. Cresça com o Brasil!" A meta da equipe de vendas da Microlins é fazer pelo menos cinco matrículas por minuto em um dos 40 cursos que oferece em todo o País. A maior rede de ensino profissionalizante do Brasil quer aproveitar o apagão de mão de obra qualificada para crescer e até se instalar no exterior. Na cabeça do fundador, José Carlos Semenzato, o projeto é perfeitamente possível.
Assim que começou a se falar de pré-sal, Copa do Mundo, Olimpíada e etanol, o empresário ordenou que sua equipe tratasse de desenvolver novos produtos. Os cursos rápidos de petróleo e gás, setor sucroalcooleiro e logística já estão com turmas abertas e não têm concorrentes de peso. É tudo básico e barato para atingir o público-alvo da Microlins - a classe C - e dar a esses estudantes a possibilidade de se tornarem operários.
Até 2011, o grupo pretende colocar os pés no exterior. As negociações já começaram com investidores do México, Angola e Argentina. Em cinco anos, a meta é dobrar o número de unidades e chegar a 2 mil escolas no território nacional. "É o nosso melhor momento e vamos aproveitá-lo para, em três anos, nos tornarmos a maior escola profissionalizante do mundo", diz o empresário, que fala com jeito de quem está dando uma palestra. "Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno" é uma de suas frases habituais.
Trajetória. Parece mesmo que ele aplicou o ditado em sua trajetória empreendedora, iniciada no município de Lins (SP), no início dos anos 90. Filho de um mestre de obras e de uma dona de casa, Semenzato concluiu apenas o ensino médio, fez um curso técnico de informática e começou a dar aulas particulares numa padaria, usando o computador do caixa. Tinha 18 anos.
Antes, aos 13, vendia coxinhas feitas pela mãe. "Sem saber, começava ali uma carreira de sucesso", diz, sem modéstia, ao contar que, com o dinheiro, conseguiu comprar um Fusca para a família. Chegou a trabalhar também como analista de sistemas, mas sabia que nada disso faria com que atingisse sua grande meta: ser rico. Semenzato diz que, desde criança, imaginava que teria casa com piscina, carrão, barco, fazenda e uma conta bancária recheada. Hoje, a Microlins fatura R$ 400 milhões por ano.
A primeira escola, exclusivamente de informática, foi aberta em 1991, na edícula de uma casa alugada em Lins. Três anos e muitos contratos de leasing de computadores depois, Semenzato já era dono de 17 unidades próprias. "Eu não tinha capital inicial, comecei do zero fazendo dívida nos bancos", lembra. Com o Plano Real, o valor da parcela dos cursos caiu e o dos contratos disparou. Os oficiais de Justiça levaram carro, móveis, eletrodomésticos. Parecia o fim.
Mas foi o começo. Para não perder as escolas, Semenzato foi atrás de investidores que quisessem tocar as unidades e virou, oficialmente, um franqueador. Em 1997, quando tinha uma rede de 45 lojas, decidiu ampliar o leque de cursos para além da informática. Começou com um curso de práticas administrativas e estourou com a formação de técnico em telecomunicação - profissional que se tornou requisitado com a privatização das teles. Em menos de um ano, o número de escolas quase triplicou.
Potencial. Agora, com mil unidades em 500 cidades, a Microlins tem chances de dar outro salto. Um estudo recente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) indicou que o Brasil terá de qualificar 15 milhões de profissionais nos próximos cinco anos. "A rede do Semenzato tem potencial, mas o crescimento precisa ser sustentável", diz Adir Ribeiro, consultor de franchising e professor da Fundação Getúlio Vargas.
A rede também precisa enfrentar as dúvidas sobre a qualidade dos cursos. Em 2009, a Microlins ocupou a 18.ª posição na lista de empresas com mais reclamações do Procon-SP.
Mais do que um empresário do setor educacional, Semenzato é um vendedor. Seu mérito, dizem no mercado, é vender cursos como o McDonald"s vende Big Mac. A seu favor está a capilaridade - vantagem que levou a rede a fechar parcerias com empresas como Totvs, HSBC e Pão de Açúcar. Elas alugam a estrutura das franquias para treinar funcionários em locais distantes da sede.
No dia a dia, Semenzato faz questão de acompanhar de perto os contratos de marketing e o número de matrículas registradas na rede. Quando não está na sede da empresa em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, o empresário monitora o desempenho dos franqueados pelo BlackBerry. Também usa o aparelho para compartilhar mensagens com seus 270 seguidores do Twitter (comemora sempre que ganha mais um). Lê e-mails freneticamente e tenta respondê-los em, no máximo, uma hora. Se é bronca, chega a enviar cópia para mais de 100 pessoas.
Mas as metas não são atingidas só com esse tipo de pressão. Funcionários que batem as vendas são recompensados com prêmios, como motos e viagens. Para os seis gerentes que mais se destacaram em abril, a premiação foi passar "um fim de semana com o presidente". Eles voaram no King Air do empresário e passearam na BMW e no Porsche Cayenne do patrão. À noite, Semenzato ofereceu um jantar em casa, com degustação de queijos e vinhos - selecionados entre os 1,2 mil de sua adega. "Eles não acreditavam que eu era de carne e osso", lembra.
Vaidoso e apreciador do luxo, o empresário diz que tem procurado se expor menos. Está tentando levar uma vida mais simples para não causar má impressão aos investidores. "Já tive seis BMWs na garagem, coleção de relógios e outras coisinhas." Disse que agora está se controlando e justificou o Rolex comprado em janeiro. "Gosto de me dar um presente quando fecho um novo negócio." O acessório é lembrança do contrato firmado com a Casa do Sorvete Jundiá, terceira maior do segmento no Brasil.
Em 2008, presenteou-se com um Porsche Carrera 911 para comemorar a sociedade com o Banco Pátria, que controla a Anhanguera, instituição particular de ensino superior. Os banqueiros investiram R$ 50 milhões na Microlins para comprar 30% das ações e profissionalizar a gestão. A mulher de Semenzato, Samara, teve de deixar a diretoria financeira e os cunhados, os cargos de gerência. Os parentes estão sendo remanejados para novos negócios.
Dois motivos fizeram a Anhanguera se interessar pela Microlins, segundo Ryon Braga, da Hoper Consultoria Educacional: "O grande potencial dos cursos livres e a necessidade de a universidade contar com uma estrutura mínima para que o MEC autorize cursos a distância."
Em suas palestras, Semenzato classifica a sociedade com o Banco Pátria como o penúltimo dos ciclos de crescimento da empresa. O último slide - que ele acrescentou com dificuldade, porque não tem familiaridade com o Power Point - registra que o melhor momento da Microlins ainda está por vir.
Novos cursos
Sucroalcooleiro: dividido em três módulos, com duração de oito meses, para formar operários de base para usinas de cana-de-açúcar, como operadores de centrífuga e auxiliar de destilaria.
Petróleo e Gás: dura em média 10 meses e forma profissionais para atuar em empresas terceirizadas pela Petrobrás que trabalham na perfuração de poços, logística, transporte e distribuição. O operário sai capacitado para trabalhar como auxiliar de plataformista.
Logística: forma profissionais de base para atuar em empresas de transporte e na indústria.
Apagão de mão de obra qualificada
Com a carência de profissionais adequados às funções, empresas reveem conceitos e estratégias de contratação.
O mercado de trabalho no Brasil está em ebulição. Economia aquecida, aumento da massa salarial, do número de contratações, inflação controlada, expansão do crédito e perspectivas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de até 5% nos próximos anos explicam o bom momento vivido pelo País. Mas também expõem as consequências no mundo do trabalho.
Alguns setores, como o de construção civil, começam a enfrentar o chamado apagão de profissionais qualificados, no caso engenheiros, para dar conta da demanda gerada pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de eventos esportivos como a Copa do Mundo e a Olimpíada. "A situação não está mais crítica porque, pelo segundo ano consecutivo, a carreira de engenharia foi uma das mais procuradas no vestibular da Fuvest", afirma Fernando da Costa, diretor de operações da Consultoria Human Brasil.
Com a atual falta de profissionais para o preenchimento de vagas, muitas empresas têm optado por engenheiros mais velhos, com mais de 50 anos. Segundo Costa, muitos deles, aposentados, voltaram ao mercado de trabalho e hoje são mais valorizados. "Há empresas, inclusive, usando esse perfil de profissional como formador da nova geração", diz.
A indústria também enfrenta problemas para preencher suas vagas, sobretudo na área de tecnologia. A necessidade por profissionais com conhecimento diferenciado em tecnologia vem sendo suprida por tecnólogos, cujos cursos surgiram há mais ou menos cinco anos, com duração de dois ou três anos. Outra solução foi investir em trainees. "Foi a forma que encontraram para desenvolver o profissional de acordo com características desejadas", resume.
Crônico – No comércio, o consultor diz que faltam profissionais que dominem a fundo a cadeia de varejo, conheçam, por exemplo, os canais apropriados para colocar produtos em magazines e supermercados. E isso é um problema crônico e antigo no segmento, intensificado com o atual cenário econômico. Para Costa, o grande obstáculo é não existir um plano de carreira no setor, fazendo com que a profissão de vendedor seja apenas passageira, ou o primeiro emprego, como ocorre com o telemarketing.
A falta de mão de obra qualificada também tem preocupado os empresários de serviços. Pesquisa realizada em julho pela Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse) aponta que a retenção e a manutenção de profissionais é a segunda maior preocupação para 71% das empresas, perdendo para a carga tributária, com 86%. Em março, 30% dos entrevistados citaram a falta de qualificação como item a influenciar os negócios. Segundo o levantamento, a carência de trabalhadores preparados é mais frequente para preencher as vagas de comprador, vendedor, mecânico, eletricista, supervisor, gerente e motorista.
Falta fermento profissional
No Brasil, a falta de qualificação é um problema que atinge até uma das profissões mais antigas do mundo: padeiro. O presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo, Antero José Pereira, afirma que há uma carência de mão de obra qualificada na área e parte do problema é decorrente do número reduzido de escolas profissionalizantes.
Segundo ele, o piso inicial para um bom padeiro varia de R$ 1,2 mil a R$ 1,8 mil, mas dependendo da qualificação do profissional e da região do estabelecimento, um padeiro recebe em torno de R$ 2,5 mil. Hoje, um profissional capacitado sabe a receita de dezenas de tipos de pães.
É o caso do padeiro José Edson de Moraes, há sete anos na profissão. Ele trabalha na padaria Marengo, no Tatuapé, há quase seis anos e tem planos para abrir o próprio negócio. Diariamente, por um salário de R$ 2 mil por mês, põe a mão na massa para a confecção de cerca de 30 tipos de pães. "O italiano é um dos mais trabalhosos porque sua fermentação é natural. Mas é o que mais gosto de fazer", explica.
Moraes fez cursos para o aperfeiçoamento da profissão, mas acha que a prática é a melhor forma de aprender. Acostumado a manusear massas, ele dá a receita para se tornar um bom padeiro. "Ser higiênico, cumprir horários e conhecer as peculiaridades na hora de preparar a massa dos pães", conclui.
50% dos presidentes de empresas nacionais acusam falta de profissionais qualificados como fator que impactará negócios nos próximos anos
O momento brasileiro evoca otimismo nesse período de retomada econômica. Mas o crescimento, em muitos casos, traz consigo aspectos dolorosos e algumas barreiras a vencer. Pelo visto, o que tem tirado o sono dos empresários brasileiros é força de trabalho.
Metade dos 66 presidentes brasileiros que responderam a quarta edição do Global CEO Study, pesquisa realizada pela IBM, acusam falta de mão de obra qualificada como grande obstáculo para o sucesso de suas companhias nos próximos anos.
"Apagão de profissionais é uma das dores do crescimento. Educação é um dos pontos mais frágeis e precisa de muito foco nos próximos anos. Existe competição pelos recursos formados", corrobora José Antonio Fay, presidente da BRFoods.
Dentre os fatores que terão grande impacto nas suas organizações em cinco anos, os CEOs brasileiros participantes do estudo listam, além de escassez de talentos, pontos referentes à sustentabilidade e ciclos mais curtos de mercado (70%).
"O novo ambiente econômico aponta para maior volatilidade", reforça Ricardo Gomez, líder de serviços em consultoria da IBM para a América Latina, citando que a crise econômica de 2007 trouxe mudanças que vieram para ficar. "Não voltaremos ao que tínhamos antes", avalia.
Marcos de Marchi, presidente da Rhodia América Latina acrescenta: "O momento [do Brasil] é bom, mas daqui pra frente não poderemos crescer apenas capitalizando as qualidades". Isso significa mudanças importantes para ganhar em competitividade.
Para ajudar a enfrentar esses novos cenários que se desenham, a provedora de TI mapeou empresas que chama de "alto desempenho" (que registram apenas 6% de diferença entre complexidade de mercado esperada e habilidade que possuem para gerenciar isso).
Segundo Gomez, companhias com esse perfil encaram a complexidade de três maneiras: liderança criativa, reinvenção do relacionamento com clientes e desenvolvimento da eficiência operacional.
"Em ambientes mais voláteis a empresas precisam de um processo de inovação sólido e criar vínculos emocionais entre produtos dentro de uma comunicação de múltiplas vias para ser competitiva", reflete Otto von Sothen, presidente da divisão de alimentos da Pepsico do Brasil.
O Global CEO Study 2010 mostra que as mudanças planejadas para o modelo operacional esperada no Brasil para os próximos cinco anos encontram-se principalmente em processo, uma questão já resolvida em companhias classificadas como de alto desempenho, que pretendem focar na experiência dos clientes.
Aliás, companhias de grande performance tem como característica o pensamento global e compreensão do uso de parcerias para formação de um ecossistema.
A pesquisa global ouviu 1.541 líderes de empresas, de 60 países e 33 segmentos de mercado entre setembro de 2009 e janeiro de 2010.
Ele lucra com apagão de mão de obra
Fundador da Microlins quer aproveitar escassez de profissionais qualificados no País para dobrar o número de escolas em cinco anos
Naiana Oscar - O Estado de S.Paulo
A escola está em campanha. No teto da recepção, balões coloridos e, na parede, um cartaz em verde e amarelo com letras gritantes: "A profissão do brasileiro é ser vencedor. Cresça com o Brasil!" A meta da equipe de vendas da Microlins é fazer pelo menos cinco matrículas por minuto em um dos 40 cursos que oferece em todo o País. A maior rede de ensino profissionalizante do Brasil quer aproveitar o apagão de mão de obra qualificada para crescer e até se instalar no exterior. Na cabeça do fundador, José Carlos Semenzato, o projeto é perfeitamente possível.
Assim que começou a se falar de pré-sal, Copa do Mundo, Olimpíada e etanol, o empresário ordenou que sua equipe tratasse de desenvolver novos produtos. Os cursos rápidos de petróleo e gás, setor sucroalcooleiro e logística já estão com turmas abertas e não têm concorrentes de peso. É tudo básico e barato para atingir o público-alvo da Microlins - a classe C - e dar a esses estudantes a possibilidade de se tornarem operários.
Até 2011, o grupo pretende colocar os pés no exterior. As negociações já começaram com investidores do México, Angola e Argentina. Em cinco anos, a meta é dobrar o número de unidades e chegar a 2 mil escolas no território nacional. "É o nosso melhor momento e vamos aproveitá-lo para, em três anos, nos tornarmos a maior escola profissionalizante do mundo", diz o empresário, que fala com jeito de quem está dando uma palestra. "Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno" é uma de suas frases habituais.
Trajetória. Parece mesmo que ele aplicou o ditado em sua trajetória empreendedora, iniciada no município de Lins (SP), no início dos anos 90. Filho de um mestre de obras e de uma dona de casa, Semenzato concluiu apenas o ensino médio, fez um curso técnico de informática e começou a dar aulas particulares numa padaria, usando o computador do caixa. Tinha 18 anos.
Antes, aos 13, vendia coxinhas feitas pela mãe. "Sem saber, começava ali uma carreira de sucesso", diz, sem modéstia, ao contar que, com o dinheiro, conseguiu comprar um Fusca para a família. Chegou a trabalhar também como analista de sistemas, mas sabia que nada disso faria com que atingisse sua grande meta: ser rico. Semenzato diz que, desde criança, imaginava que teria casa com piscina, carrão, barco, fazenda e uma conta bancária recheada. Hoje, a Microlins fatura R$ 400 milhões por ano.
A primeira escola, exclusivamente de informática, foi aberta em 1991, na edícula de uma casa alugada em Lins. Três anos e muitos contratos de leasing de computadores depois, Semenzato já era dono de 17 unidades próprias. "Eu não tinha capital inicial, comecei do zero fazendo dívida nos bancos", lembra. Com o Plano Real, o valor da parcela dos cursos caiu e o dos contratos disparou. Os oficiais de Justiça levaram carro, móveis, eletrodomésticos. Parecia o fim.
Mas foi o começo. Para não perder as escolas, Semenzato foi atrás de investidores que quisessem tocar as unidades e virou, oficialmente, um franqueador. Em 1997, quando tinha uma rede de 45 lojas, decidiu ampliar o leque de cursos para além da informática. Começou com um curso de práticas administrativas e estourou com a formação de técnico em telecomunicação - profissional que se tornou requisitado com a privatização das teles. Em menos de um ano, o número de escolas quase triplicou.
Potencial. Agora, com mil unidades em 500 cidades, a Microlins tem chances de dar outro salto. Um estudo recente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) indicou que o Brasil terá de qualificar 15 milhões de profissionais nos próximos cinco anos. "A rede do Semenzato tem potencial, mas o crescimento precisa ser sustentável", diz Adir Ribeiro, consultor de franchising e professor da Fundação Getúlio Vargas.
A rede também precisa enfrentar as dúvidas sobre a qualidade dos cursos. Em 2009, a Microlins ocupou a 18.ª posição na lista de empresas com mais reclamações do Procon-SP.
Mais do que um empresário do setor educacional, Semenzato é um vendedor. Seu mérito, dizem no mercado, é vender cursos como o McDonald"s vende Big Mac. A seu favor está a capilaridade - vantagem que levou a rede a fechar parcerias com empresas como Totvs, HSBC e Pão de Açúcar. Elas alugam a estrutura das franquias para treinar funcionários em locais distantes da sede.
No dia a dia, Semenzato faz questão de acompanhar de perto os contratos de marketing e o número de matrículas registradas na rede. Quando não está na sede da empresa em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, o empresário monitora o desempenho dos franqueados pelo BlackBerry. Também usa o aparelho para compartilhar mensagens com seus 270 seguidores do Twitter (comemora sempre que ganha mais um). Lê e-mails freneticamente e tenta respondê-los em, no máximo, uma hora. Se é bronca, chega a enviar cópia para mais de 100 pessoas.
Mas as metas não são atingidas só com esse tipo de pressão. Funcionários que batem as vendas são recompensados com prêmios, como motos e viagens. Para os seis gerentes que mais se destacaram em abril, a premiação foi passar "um fim de semana com o presidente". Eles voaram no King Air do empresário e passearam na BMW e no Porsche Cayenne do patrão. À noite, Semenzato ofereceu um jantar em casa, com degustação de queijos e vinhos - selecionados entre os 1,2 mil de sua adega. "Eles não acreditavam que eu era de carne e osso", lembra.
Vaidoso e apreciador do luxo, o empresário diz que tem procurado se expor menos. Está tentando levar uma vida mais simples para não causar má impressão aos investidores. "Já tive seis BMWs na garagem, coleção de relógios e outras coisinhas." Disse que agora está se controlando e justificou o Rolex comprado em janeiro. "Gosto de me dar um presente quando fecho um novo negócio." O acessório é lembrança do contrato firmado com a Casa do Sorvete Jundiá, terceira maior do segmento no Brasil.
Em 2008, presenteou-se com um Porsche Carrera 911 para comemorar a sociedade com o Banco Pátria, que controla a Anhanguera, instituição particular de ensino superior. Os banqueiros investiram R$ 50 milhões na Microlins para comprar 30% das ações e profissionalizar a gestão. A mulher de Semenzato, Samara, teve de deixar a diretoria financeira e os cunhados, os cargos de gerência. Os parentes estão sendo remanejados para novos negócios.
Dois motivos fizeram a Anhanguera se interessar pela Microlins, segundo Ryon Braga, da Hoper Consultoria Educacional: "O grande potencial dos cursos livres e a necessidade de a universidade contar com uma estrutura mínima para que o MEC autorize cursos a distância."
Em suas palestras, Semenzato classifica a sociedade com o Banco Pátria como o penúltimo dos ciclos de crescimento da empresa. O último slide - que ele acrescentou com dificuldade, porque não tem familiaridade com o Power Point - registra que o melhor momento da Microlins ainda está por vir.
Novos cursos
Sucroalcooleiro: dividido em três módulos, com duração de oito meses, para formar operários de base para usinas de cana-de-açúcar, como operadores de centrífuga e auxiliar de destilaria.
Petróleo e Gás: dura em média 10 meses e forma profissionais para atuar em empresas terceirizadas pela Petrobrás que trabalham na perfuração de poços, logística, transporte e distribuição. O operário sai capacitado para trabalhar como auxiliar de plataformista.
Logística: forma profissionais de base para atuar em empresas de transporte e na indústria.
Apagão de mão de obra qualificada
Com a carência de profissionais adequados às funções, empresas reveem conceitos e estratégias de contratação.
O mercado de trabalho no Brasil está em ebulição. Economia aquecida, aumento da massa salarial, do número de contratações, inflação controlada, expansão do crédito e perspectivas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de até 5% nos próximos anos explicam o bom momento vivido pelo País. Mas também expõem as consequências no mundo do trabalho.
Alguns setores, como o de construção civil, começam a enfrentar o chamado apagão de profissionais qualificados, no caso engenheiros, para dar conta da demanda gerada pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de eventos esportivos como a Copa do Mundo e a Olimpíada. "A situação não está mais crítica porque, pelo segundo ano consecutivo, a carreira de engenharia foi uma das mais procuradas no vestibular da Fuvest", afirma Fernando da Costa, diretor de operações da Consultoria Human Brasil.
Com a atual falta de profissionais para o preenchimento de vagas, muitas empresas têm optado por engenheiros mais velhos, com mais de 50 anos. Segundo Costa, muitos deles, aposentados, voltaram ao mercado de trabalho e hoje são mais valorizados. "Há empresas, inclusive, usando esse perfil de profissional como formador da nova geração", diz.
A indústria também enfrenta problemas para preencher suas vagas, sobretudo na área de tecnologia. A necessidade por profissionais com conhecimento diferenciado em tecnologia vem sendo suprida por tecnólogos, cujos cursos surgiram há mais ou menos cinco anos, com duração de dois ou três anos. Outra solução foi investir em trainees. "Foi a forma que encontraram para desenvolver o profissional de acordo com características desejadas", resume.
Crônico – No comércio, o consultor diz que faltam profissionais que dominem a fundo a cadeia de varejo, conheçam, por exemplo, os canais apropriados para colocar produtos em magazines e supermercados. E isso é um problema crônico e antigo no segmento, intensificado com o atual cenário econômico. Para Costa, o grande obstáculo é não existir um plano de carreira no setor, fazendo com que a profissão de vendedor seja apenas passageira, ou o primeiro emprego, como ocorre com o telemarketing.
A falta de mão de obra qualificada também tem preocupado os empresários de serviços. Pesquisa realizada em julho pela Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse) aponta que a retenção e a manutenção de profissionais é a segunda maior preocupação para 71% das empresas, perdendo para a carga tributária, com 86%. Em março, 30% dos entrevistados citaram a falta de qualificação como item a influenciar os negócios. Segundo o levantamento, a carência de trabalhadores preparados é mais frequente para preencher as vagas de comprador, vendedor, mecânico, eletricista, supervisor, gerente e motorista.
Falta fermento profissional
No Brasil, a falta de qualificação é um problema que atinge até uma das profissões mais antigas do mundo: padeiro. O presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo, Antero José Pereira, afirma que há uma carência de mão de obra qualificada na área e parte do problema é decorrente do número reduzido de escolas profissionalizantes.
Segundo ele, o piso inicial para um bom padeiro varia de R$ 1,2 mil a R$ 1,8 mil, mas dependendo da qualificação do profissional e da região do estabelecimento, um padeiro recebe em torno de R$ 2,5 mil. Hoje, um profissional capacitado sabe a receita de dezenas de tipos de pães.
É o caso do padeiro José Edson de Moraes, há sete anos na profissão. Ele trabalha na padaria Marengo, no Tatuapé, há quase seis anos e tem planos para abrir o próprio negócio. Diariamente, por um salário de R$ 2 mil por mês, põe a mão na massa para a confecção de cerca de 30 tipos de pães. "O italiano é um dos mais trabalhosos porque sua fermentação é natural. Mas é o que mais gosto de fazer", explica.
Moraes fez cursos para o aperfeiçoamento da profissão, mas acha que a prática é a melhor forma de aprender. Acostumado a manusear massas, ele dá a receita para se tornar um bom padeiro. "Ser higiênico, cumprir horários e conhecer as peculiaridades na hora de preparar a massa dos pães", conclui.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
APAGÃO PROFISSIONAL - Falta trabalhador qualificado para sustentar o crescimento
Jorge Cunha - CFO (Chief Financial Officer) da BDO
Falta gente qualificada para ocupar as vagas que, em virtude do forte crescimento econômico, começam a sobrar no País. A informação está presente em estudo feito pela Fundação Dom Cabral com as 76 maiores companhias do Brasil, divulgado pela imprensa no último final de semana.
De acordo com o levantamento, os setores mais afetados são os de construção civil, indústria naval, automobilístico, ferroviário, moveleiro, de transportes e serviços, siderúrgico e metalúrgico. Sessenta e sete por cento das empresas consultadas pelos pesquisadores disseram ser “muito difícil” contratar funcionários.
Por um lado, o Brasil ainda amarga um índice de 8 milhões de desempregados; de outro, sobram vagas. O que existe, portanto, é um descompasso entre “aquilo que sobra” - uma grande massa de pessoas sem qualificação e, não raro, analfabetas funcionais - e “aquilo que falta”: gente bem preparada. E não se trata apenas de encontrar candidatos com o certificado de conclusão de um curso superior. Para o profissional moderno ter alguma chance de sucesso no competitivo cenário globalizado, ele deve se mostrar apto a lidar com os novos apelos do mercado, com as novas tecnologias e com a necessidade constante de rever métodos e conceitos.
A falta de mão-de-obra capaz de atender essa ampla gama de exigências pode sufocar os planos brasileiros de crescer mais de 5% ao ano. Ao lado da infraestrutura deficitária, do sistema tributário paquidérmico, da burocracia exagerada e da legislação trabalhista draconiana, o fenômeno que está sendo chamado de “apagão profissional” representa um gargalo importante. É muito mais caro para uma empresa se instalar num país onde, por pressuposto, ela terá de captar funcionários no exterior, bancando salários atraentes e benefícios que motivem uma pessoa qualificada a empreender uma mudança tão grande.
Vale lembrar que, ao contrário do que ocorria algumas décadas atrás, não são somente os profissionais em cargos de comando que devem dispor de atributos como visão estratégica e capacidade de gerenciamento. Hoje, as pirâmides organizacionais não são tão rígidas. A cúpula ficou pequena demais para processar o enorme volume de informações e a abrangência dos conhecimentos requeridos em um cenário cada vez mais complexo. Dessa forma, surgiram novas posições, paralelas às de gerência e direção, em geral ocupadas por técnicos e especialistas que traçam diretrizes e coordenam projetos específicos.
Dentro desse espírito florescem e se disseminam, com êxito, os conceitos de descentralização, autonomia, iniciativa, proatividade, senso crítico, criatividade e pensamento sistêmico. Incentivar a formação de pessoas com perfil adequado a essa gama de desafios deve ser, desde já, uma das prioridades brasileiras. Na verdade, estamos atrasados nessa jornada: o “apagão da mão-de-obra” vem sendo debatido, há tempos, por estudiosos, pesquisadores, políticos, empresários e executivos. Não fizemos quase nada a respeito, e agora urge correr atrás do prejuízo.
domingo, 4 de março de 2012
Resource deve abrir mais de 1500 vagas para profissionais de TI em 2011
A Resource, integradora brasileira de soluções e serviços de TI, deve abrir, até o final do ano, cerca de 1500 vagas para profissionais de TI. Praticamente, 60% dessas vagas serão destinadas a analistas programadores DOT.Net e 25% para analistas JAVA/J2EE.
Os outros 15% serão destinados para os cargos de gerente de projetos, analista de requisitos, analista funcional, consultor especialista, analista de suporte, analista de telecomunicações, entre outros cargos. De acordo com Gilmar Batistela, presidente da Resource, a companhia está vivendo um momento de forte expansão e busca profissionais capazes de suportar as demandas previstas. “Em 2010, crescemos 70% e a expectativa para 2011 é crescer 30%, considerando apenas o crescimento orgânico”, afirma Batistela.
Segundo Carolina Martins, gerente de Recrutamento e Seleção da Resource, as oportunidades incluem profissionais de toda a cadeia de tecnologia e com conhecimentos, principalmente, em ambiente WEB (Dot.Net e Java/J2EE), Mainframe (Cobol, CICS, VSAM, DB2) e Cliente Server.
Existe também grande demanda para profissionais da área de telecomunicações com experiência em redes de dados Lan, Wan, TCP/IP, BGP, OSPF, EIGRP, roteadores e switches da Cisco, ambientes de telefonia fixa, PABX (Avaya, Siemens, Cisco, Nortel), correio de voz, Cisco Call Manager, Cisco Voice Gateway, IP Telephony, Cisco Unity, conexões entre Gateways Cisco e PABX, MGCP, CUOM - Cisco Unified Operations Manager, CTI e IVR.
Carolina explica que vagas vão surgindo no decorrer do ano, de acordo com as demandas dos projetos de TI. “Nossa previsão é preencher, efetivamente, 1500 vagas, mas podemos chegar a trabalhar com mais de 2800 perfis, em 2011”.
Perfil do profissional
Além de serem especializados nas diversas tecnologias citadas, os candidatos também precisam ter inglês ou outro idioma fluente, conhecer as principais metodologias de desenvolvimento de sistemas e ser um profissional certificado.
Carolina comenta que a oferta de profissionais no mercado ainda não acompanha o número de vagas disponíveis. “Sentimos muita dificuldade em encontrar profissionais que reúnam diversos conhecimentos necessários como língua estrangeira, formação acadêmica de primeira linha e conhecimento de negócios”, comenta a gerente de Recrutamento e Seleção.
Para resolver essa constante falta de profissionais qualificados, a Resource criou no ano passado seu próprio programa de formação de mão de obra. “A companhia deve investir cerca de R$1,5 milhão em capacitação, em um ano, para suprir sua própria demanda”, afirma Batistela.
Serviço:
Todos os profissionais, com necessidades especiais ou não, interessados por uma vaga podem enviar seu currículo pelo site: www.resource.com.br.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Sua Propaganda está Alcançando o Alvo
Você está frustrado com a quantidade de prospects que sua publicidade está trazendo para o seu negócio?
Talvez você não esteja atingindo o alvo pretendido. Primeiro você deve determinar o seu mercado alvo. O anúncio deve, então, oferecer uma solução para esse público alvo.
Semelhante ao jogador que sabe fazer o gol, mas não escolheu o campo correto. O anúncio que visa o que seu cliente pretende, consegue enviar a mensagem correta?
Vamos começar com a determinação do seu destino. O quanto você sabe sobre seus clientes potenciais para que gostem de usar seu produto ou serviço? Quantos anos eles têm? Qual é o seu nível de renda? O que eles fazem para o entretenimento? Onde eles estão localizados? O que eles leem? Quanto mais você souber sobre eles, melhor você poderá desenvolver um anúncio para alcançá-los.
A maioria dos seus clientes potenciais está à procura de uma de duas coisas – tempo ou dinheiro.
Existem 4 tipos de clientes neste modelo:
1. O primeiro tipo está procura economizar dinheiro e tempo. A mãe solteira pode se enquadrar nesta categoria.
2. O segundo tipo pode não ter uma preocupação com o tempo, mas precisa de formas de economizar dinheiro. Às vezes alguém recém-contratado, sem filhos, pode estar nesta categoria.
3. O terceiro tipo não tem uma preocupação com dinheiro, mas precisa de mais tempo. Famílias com renda dupla e executivos podem ser desta categoria.
4. O quarto tipo não tem limitações de dinheiro ou tempo para suas decisões de compra. Esta poderia seu uma categoria emergente.
A que tipo de cliente seu produto ou serviço irá ajudar? O seu alvo são aqueles que têm o dinheiro, mas têm pouco tempo? Ou será o contrário? Seja mais preciso, não tente atingir a todos com uma estratégia.
Antes de determinar o tipo de cliente que você deseja atingir, é uma boa ideia parar e se perguntar o que impulsiona você. É a economia de tempo ou economizar dinheiro? Muitas vezes nós inconscientemente, criamos nossa estratégia de marketing para o que queremos e não para o cliente.
A melhor publicidade é o seu "tiro certo" no seu mercado alvo, quanto mais você for capaz de maximizar o seu orçamento de marketing.
Tenha muito sucesso!
Robson Dal Bó
Talvez você não esteja atingindo o alvo pretendido. Primeiro você deve determinar o seu mercado alvo. O anúncio deve, então, oferecer uma solução para esse público alvo.
Semelhante ao jogador que sabe fazer o gol, mas não escolheu o campo correto. O anúncio que visa o que seu cliente pretende, consegue enviar a mensagem correta?
Vamos começar com a determinação do seu destino. O quanto você sabe sobre seus clientes potenciais para que gostem de usar seu produto ou serviço? Quantos anos eles têm? Qual é o seu nível de renda? O que eles fazem para o entretenimento? Onde eles estão localizados? O que eles leem? Quanto mais você souber sobre eles, melhor você poderá desenvolver um anúncio para alcançá-los.
A maioria dos seus clientes potenciais está à procura de uma de duas coisas – tempo ou dinheiro.
Existem 4 tipos de clientes neste modelo:
1. O primeiro tipo está procura economizar dinheiro e tempo. A mãe solteira pode se enquadrar nesta categoria.
2. O segundo tipo pode não ter uma preocupação com o tempo, mas precisa de formas de economizar dinheiro. Às vezes alguém recém-contratado, sem filhos, pode estar nesta categoria.
3. O terceiro tipo não tem uma preocupação com dinheiro, mas precisa de mais tempo. Famílias com renda dupla e executivos podem ser desta categoria.
4. O quarto tipo não tem limitações de dinheiro ou tempo para suas decisões de compra. Esta poderia seu uma categoria emergente.
A que tipo de cliente seu produto ou serviço irá ajudar? O seu alvo são aqueles que têm o dinheiro, mas têm pouco tempo? Ou será o contrário? Seja mais preciso, não tente atingir a todos com uma estratégia.
Antes de determinar o tipo de cliente que você deseja atingir, é uma boa ideia parar e se perguntar o que impulsiona você. É a economia de tempo ou economizar dinheiro? Muitas vezes nós inconscientemente, criamos nossa estratégia de marketing para o que queremos e não para o cliente.
A melhor publicidade é o seu "tiro certo" no seu mercado alvo, quanto mais você for capaz de maximizar o seu orçamento de marketing.
Tenha muito sucesso!
Robson Dal Bó
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