Onde estão os Protestantes?

Os “evangélicos” estão perdendo a referência do que é pecado!

Tudo é relativo, forma de interpretação ou experiências pessoais. A palavra do Senhor é menos importante que a necessidade humana.


2º Timóteo 4:3 e 4

Porque virá tempos em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando-se as fabulas.

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sexta-feira, 17 de junho de 2011

John Knox

John Knox (Haddington, East Lothian, 1514 — Edimburgo, 24 de novembro de 1572) foi um religioso reformador escocês que liderou uma reforma religiosa na Escócia segundo a linha calvinista.
Seu lugar e data de nascimento continuam a ser debatidos, sendo Gifford Gate, nas proximidades da cidade de Haddington (20 quilômetros a leste de Edimburgo) o mais provável local.
Seu pai William Knox, de boa família, sem ser especialmente distinta, tinha combatido na Batalha de Flodden e era natural do condado de Haddington. A mãe chamava-se Sinclair.
Recebeu influências de um espírito liberal, no que toca à educação, que animaram a igreja escocêsa mesmo antes da Reforma Religiosa Protestante. Apesar de alguns estudiosos fazerem referência a ele como semi-analfalbeto, Knox prosseguiu os seus estudos na Universidade de Glasgow, onde o nome "John Knox" figura entre os matriculados em 1522 ou em St. Andrews, onde se afirma que tenha sido aluno do celebrado John Major, nativo como Knox da região escocesa de East Lothian, e um dos maiores académicos dos seu tempo. Major esteve em Glasgow em 1522 e em St. Andrews em 1531. Quanto tempo permaneceu na universidade é incerto. Nunca teve aspirações a ser um académico celebrado como seus contemporâneos George Buchanan e Alesius.
Não há sequer provas de que se tenha graduado. Parece ser um facto que dominava o latim e cultivava o estudo, o que está bem atestado com a seu conhecimento dos textos de São Agostinho e de São Jerónimo. Aprendeu grego e hebreu num período posterior, como indicado na sua escrita. Foi ordenado padre antes de 1540, quando seu estatuto de padre foi mencionado pela primeira vez. Até 1543 Knox ainda se mantinha sob o comando de Roma. Até esta altura, no entanto, ele parece ter dado aulas privadas em vez de ter obrigações paroquiais. Na altura em que ele assinou oficialmente como padre, ele já teria estado empregue (um cargo que ocupou por vários anos) como tutor da família de Hugh Douglas em Longniddry, em East Lothian, educando também o filho de um nobre da vizinhança, John Cockburn, de Ormiston. Ambos os nobres tinham, tal como como Knox, já neste tempo uma inclinação positiva em relação às novas doutrinas da igreja. Um documento assinado a 27 de Março desse ano, guardado no castelo de Tyninghame, prova-o.
Conversão ao Protestantismo
Knox professou pela primeira vez a fé protestante em finais de 1545. Antes disso já tinha mostrado sinais de simpatia por essas ideias, sem o ter declarado explicitamente. De acordo com Thomas Guillaume Calderwood, nativo de East Lothian, a Ordem de Blackfriars em 1543, foi a primeira a "dar ao Sr. Knox um cheirinho da verdade". A sua mudança de opinião original tem sido atribuída ao seu estudo de Agostinho e Jerónimo, na sua juventude, como referido.
Na verdade, dos primeiros 30 anos de sua vida pouco se sabe. Muito influenciado por George Wishart, começou a ser seu seguidor em 1546, ano em que Wishart foi queimado como herege. Este erudito foi provavelmente o instrumento imediato da sua conversão pois havia retornado, após um período de expulsão, em 1544, e morreu no cadafalso, vítima última e ilustre do cardeal Beaton. Entre outros lugares onde pregou as doutrinas reformadoras protestantistas, Wishart havia estado em East Lothian em Dezembro de 1545, e aí Knox deve tê-lo conhecido. Pode-se dizer que o entusiasmo quase juvenil de Knox pela doutrina o teria comovido. Knox seguiu-o incansavelmente como guarda-costas, e carregaria uma espada, disposto a usar para defender Wishart dos emissários do cardeal que atentassem contra sua vida. Na noite em que prederam Wishart, Knox foi impedido de partilhar com ele a captividade, e assim, muito provavelmente, o mesmo destino.
A seguinte frase de Wishart a seus amigos é bem conhecida: "Não, regressem para as vossas crianças. Um é suficiente para o sacrifício" ou seja ("Nay, return to your bairns [pupils]. One is sufficient for a sacrifice.")
No ministério de St. Andrews
O perseguidor de Wishart, o cardeal Beaton, foi assassinado naquele mesmo ano e Knox se uniu aos assassinos no castelo de Santo André, mas foi capturado por franceses e forçado a servir em suas naves de galés. Depois de solto, em 1549, viajou para a Inglaterra protestante. Knox foi chamado pela primeira vez ao ministério de St. Andrews, que durante toda a sua vida estaria ligado intimamente à sua carreira. Parece não ter havido qualquer ordenação regular. Obviamente, já tinha sido ordenado padre da Igreja de Roma.
No continente europeu 1554-1559
Ofereceram-lhe o bispado de Rochester mas declinou, sabendo que o reinado de Eduardo VI seria curto, e haveria uma volta inevitável ao catolicismo com Maria, sua irmã e herdeira. Escapou portanto quando ela subiu ao trono como Maria I Tudor. Outros bispos não tiveram a mesma sorte. Depois de viajar para Dieppe e Frankfurt, mudou-se para Genebra. Ali começou sua admiração pela disciplina e pela teologia de João Calvino. Em 1554, em Genebra, aceitou, em acordo com João Calvino, uma posição na Igreja Inglesa de Frankfurt.
Na Escócia
Numa curta viagem à Escócia, em 1555-1556 ajudou a preparar o novo movimento que culminaria na rebelião contra a França e contra Roma. Assim que Elizabeth subiu ao trono inglês, pediu licença para voltar, o que não foi concedido, pois tinha perorado contra todas as mulheres no Governo em seu libelo« First Blast of the Trumpet against the Monstrous Regiment of Women»!
Em 1559 estava de volta, e depois de um sermão que resultou na pilhagem de casas religiosas, atribuiu as desordens à multidão de canalhas, não aos «irmãos». Durante esse ano, entusiasmado, apoiou os «Lords of the Congregation» em sua rebelião contra a Regente Maria de Guise. De agosto de 1559 até morrer, foi o ministro da Alta Igreja de Edimburgo ou Santo Egídio (St. Giles, High Kirk of Edinburgh) tendo importante papel em 1560 na introdução do protestantismo pelo Parlamento reformista. Os manifestos de 1560 têm maior contribuição de Knox do que qualquer outro indivíduo e a Confissão foi muito importante para a nova Igreja em sues declarações sobre a fé. O culto mudou para sempre pela Liturgia de Knox, ou Livro da Ordem Comum (the Book of Common Order) que ordenava serviços religiosos na língua local e colocar a Palavra como ponto central de tudo. Instruções para a comunidade protestante foram dadas no seu Livro de Disciplina (Book of Discipline) que incluía tópicos sobre educação geral, providências para ajudar os pobres, idosos e doentes e mais cooperação entre Igreja e Estado.
1561
Quando a Rainha Maria Stuart retornou à Escócia, teve numerosas entrevistas com ela (apenas registradas por ele) que foram tempestuosas. Knox concordou com o assassinato de Riccio mas quando os assassinos não conseguiram tomar o poder, deixou Edimburgo para Ayrshire e foi passar alguns meses na Inglaterra. Depois que a Rainha foi derrubada, voltou, popular com os regentes do jovem rei Jaime VI, mas os partidários de Maria o obrigaram a retornar a Santo André por algum tempo.
Em sua «History of the Reformation» Knox fornece, historicamente, o sabor de tais tempos, e seus dados biográficos. Era menos sombrio do que é pintado e mais anglófilo, pois sua primeira esposa foi inglesa e seus dois filhos foram enviados à Inglaterra ser ali educados. Exagera sua importância nos acontecimentos da Reforma, pois outras narrações contemporâneas não lhe atribuem grande papel, mas sua «História» é mencionada entre as obras mais importantes sobre a história da Igreja na Escócia.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Knox

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Charles Haddon Spurgeon

Charles Haddon Spurgeon, comumente referido como C. H. Spurgeon (19 de junho de 1834 — 31 de janeiro de 1892), foi um pregador Batista Reformado, nascido em Kelvedon, Essex na Inglaterra.
Converteu-se ao cristianismo em janeiro de 1850, aos quinze anos de idade. Aos dezesseis, em 1851, pregou seu primeiro sermão; no ano seguinte tornou-se pastor de uma igreja batista em Waterbeach, Condado de Cambridgeshire (Inglaterra). Em 1854 Spurgeon, então com vinte anos, foi chamado para ser pastor na capela de New Park Street, Londres, que mais tarde viria a chamar-se Tabernáculo Metropolitano, transferindo-se para novo prédio.
Desde o início do ministério, seu talento para a exposição dos textos bíblicos foi considerado extraordinário. E sua excelência na pregação nas Escrituras Bíblicas lhe deram o título de O Príncipe dos Pregadores, em sua vida, Spurgeon pregou para cerca de 10.000.000 pessoas.
Histórico
A família de Spurgeon, escapando da perseguição contra os protestantes perpetrada por Carlos V e Filipe II, fugiu para a Inglaterra.
Após um período de dúvidas e angustias, aos 15 anos, aceitou Jesus como Salvador. Após a conversão, Spurgeon começou a distribuir folhetos nas ruas e a ensinar a Bíblia na escola dominical para crianças em Newmarkete Cambridge. Suas pregações eram tão eletrizantes e intensas que, dois anos depois de seu primeiro sermão, Spurgeon, então com 20 anos, foi convidado a assumir o púlpito da Igreja Batista de Park Street Chapel, em Londres, antes pastoreada pelo teólogo John Gill. O desafio, entretanto, era imenso.
Localizada em uma área metropolitana, Park Street Chapel havia sido uma das maiores igrejas da Inglaterra. No entanto, naquele momento, o edifício, com 1.200 lugares, contava com uma platéia de pouco mais de cem pessoas. O sermão inaugural de Spurgeon, naquela enorme igreja, ocorreu em 18 de dezembro de 1853. Havia ali um grupo de fiéis que nunca cessou de orar por um avivamento. No início, eu pregava somente a um punhado de ouvintes. Contudo, não me esqueço da insistência das suas orações. As vezes, parecia que eles rogavam até verem a presença de Jesus ali para abençoá-los. Assim desceu a bênção, a casa começou a se encher de ouvintes e foram salvas dezenas de almas, lembrou Spurgeon alguns anos depois. Nos anos que se seguiram, o templo, antes vazio, não suportava a audiência, que chegou a dez mil pessoas, somada a assistência de todos os cultos da semana. O número de pessoas era tão grande que as ruas próximas à igreja se tomaram intransitáveis. Logo, as instalações do templo ficaram inadequadas, e, por isso, foi construído o grande Tabernáculo Metropolitano, com capacidade para 12 mil ouvintes. Mesmo assim, de três em três meses, Spurgeon pedia às pessoas, que tivessem assistido aos cultos naquele período, que se ausentassem a fim de que outros pudessem estar no templo para conhecer a Palavra.
Muitas congregações, um seminário e um orfanato foram estabelecidos. Com o passar do tempo, Charles Spurgeon se tornou uma celebridade mundial. Recebia convites para pregar em outras cidades da Inglaterra, bem como em outros países como França, Escócia, Irlanda, País de Gales e Holanda. Spurgeon pregava não só em reuniões ao ar livre, mas também nos maiores edifícios de 8 a 12 vezes por semana.
Segundo uma de suas biografias, o maior auditório em que pregou continha, exatamente, 23.654 pessoas: este imenso público lotou o The Crystal Palace, de Londres, no dia 7 de outubro de 1857, para ouvi-lo pregar por mais de duas horas.
Casou-se em 20 de setembro de 1856 com Susannah Thompson e teve dois filhos, os gêmeos não-idênticos Thomas e Charles. Fazíamos cultos domésticos sempre; quer hospedados em um rancho nas serras, quer em um suntuoso quarto de hotel na cidade. E a bendita presença do Espírito Santo, que muitos crentes dizem ser impossível alcançar, era para nós a atmosfera natural. Vivíamos e respirávamos nEle, relatou, certa vez, Susannah.
A importância de Charles Haddon Spurgeon como pregador só encontra parâmetros em seus trabalhos impressos. Spurgeon escreveu 135 livros durante 27 anos (1865-1892) e editou uma revista mensal denominada A Espada e a Espátula. Seus vários comentários bíblicos ainda são muito lidos.
Até o último dia de pastorado, Spurgeon batizou 14.692 pessoas. Na ocasião em que ele morreu - 11 de fevereiro de 1892 -, seis mil pessoas leram diante de seu caixão o texto de sua conversão, Isaías 45.22a: Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os termos da terra.
Alguns dos trabalhos escritos mais conhecidos de Charles Haddon Spurgeon:
  • All of Grace — editado em português sob o título Tudo pela Graça
  • Miracles and Parables of Our Lord — três volumes
  • Spurgeon’s Morning and Evening — livro de leituras devocionais diárias
  • The Sword and The Trowel — revista mensal editada por Spurgeon
  • The Treasury of David — comentário em vários volumes sobre os Salmos
  • Ver Universidade Spurgeon

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Spurgeon Testemunhando Sobre sua Conversão

Às vezes penso que eu poderia ter continuado nas trevas e no desespero até agora, se não fosse a bondade de Deus em mandar uma nevasca num domingo de manhã, quando eu ia a um certo local de culto. Dobrei uma esquina, e cheguei a uma pequena Igreja Metodista Primitiva. Umas doze ou quinze pessoas estavam ali presentes. Eu tinha ouvido falar dos metodistas primitivos, e que eles cantavam tão alto que davam dor de cabeça às pessoas; mas isso não me importou. Eu queria saber como poderia ser salvo.
O ministro não tinha vindo nessa manhã; suponho que foi impedido pela neve. Por fim, um homem muito magro, um sapateiro, ou alfaiate, ou algo do gênero, subiu ao púlpito para pregar. Pois bem, é bom que os pregadores sejam instruídos, mas esse homem era realmente ignorante. Ele foi obrigado a ficar grudado no texto pela simples razão de que tinha muito pouco para dizer. O texto era – “OLHAI PARA MIM, E SEREIS SALVOS, VÓS, TODOS OS TERMOS DA TERRA” (Isaías 45.22).
Ele nem sequer pronunciou corretamente as palavras, mas isso não teve importância. Ali estava, pensei eu, um vislumbre de esperança para mim nesse texto.
O pregador começou assim: “Esta passagem é de fato muito simples. Ela diz: “Olhai”. Ora, olhar não custa nada. Ela não manda, levantar o pé ou o dedo; é só “Olhai”. Bem, ninguém precisa cursar faculdade para aprender a olhar. Você pode ser o maior tolo, e, todavia, pode olhar. Ninguém precisa ganhar mil (libras) por ano para olhar. Qualquer um pode olhar; até uma criança pode olhar.
Mas depois o texto diz: “Olhai para mim”. “Ai!”, disse ele no linguajar comum de Essex, “muitos de vocês ficam olhando para si mesmos, mas não adianta olhar ali. Vocês nunca encontrarão conforto em si mesmo. Alguns dizem que olham para Deus o Pai. Não, olhem para Ele posteriormente. Jesus Cristo diz: “Olhai para Mim”. Alguns de vocês dizem: “Temos que esperar pela operação do Espírito”. Vocês não têm que fazer nada disse nesse momento. Olhem para Cristo. O texto diz: “Olhai para Mim”.
Depois o bom homem seguiu o seu texto desta maneira: “Olhai para Mim; eu estou suando grandes gotas de sangue. Olhai para Mim; eu estou pendurado na cruz. Olhai para Mim; eu estou morto e sepultado. Olhai para Mim; ressuscitei. Olhai para Mim; subi ao céu. Olhai para Mim; estou sentado à direita do Pai. Ó, pobre pecador, olha para Mim! Olha para Mim!”.
Tendo conseguido esticar sua fala por uns dez minutos, acabou-lhe a corda. Então ele olhou para mim, embaixo da galeria e, posso dizer, havendo tão poucas pessoas presentes: ele sabia que eu era um estranho.
Fixando seu olhar em mim, como se conhecesse todo o meu coração, disse: “Jovem, você parece estar em miseráveis condições”. Bem, eu estava miserável, mas não estava acostumado a ouvir do púlpito observações sobre a minha aparência pessoal. Contudo, foi um golpe certeiro, atingiu o alvo. Ele continuou: “E você estará sempre em miserável situação – miserável na vida e miserável na morte – se não obedecer ao meu texto; mas, se lhe obedecer agora, neste momento, será salvo”. A seguir, levantando as mãos, gritou como só um metodista primitivo o poderia fazer: “Jovem, olhe para Jesus Cristo. Olhe! Olhe! Olhe! Você não tem que fazer nada senão olhar e viver!”
De pronto enxerguei o caminho da salvação. Não sei o que mais ele disse – não prestei muita atenção nisso – eu estava por demais possuído por aquele só pensamento.
Eu estivera esperando ter que fazer cinquenta coisas, mas quando ouvi aquela palavra, “Olhe!”, que encantadora palavra me pareceu! Oh, olhei quanto pude, até parecer ter perdido meus olhos!
Ali e naquela hora a nuvem sumiu, as trevas foram embora rolando, e naquele momento eu vi o sol. Eu bem que poderia ter me levantado naquele instante e cantado com o mais entusiasta deles sobre o precioso sangue de Cristo e sobre a fé singela que olha somente para Ele. Oh, se alguém me tivesse dito isto antes: “Crê em Cristo, e serás salvo!” Contudo, tudo isso fora ordenado sabiamente, e agora posso dizer –
“Desde que pela fé as ondas eu vi,
Supridas por Teu sangue, a escorrer,
O amor que redime, este é meu tema,
E o será até quando eu morrer…”.
Que dia feliz, quando encontrei o Salvador e aprendi a agarrar-me aos Seus amados pés, dia jamais esquecido por mim!… Ouvi a Palavra de Deus, e aquele precioso texto me levou à cruz de Cristo. Posso testificar que a alegria daquele dia é totalmente indescritível. Eu podia ter saltado, eu podia ter dançado; não houve, contudo, nenhuma expressão fanática, o que estaria fora da preservação da alegria daquela hora. Muitas ocasiões de experiência cristã têm ocorrido desde aquela, mas nunca houve uma que tivesse aquela hilariedade, o esplendente deleite que aquele dia teve.
Achei que poderia ter saltado do assento em que estava sentado e ter gritado com o mais frenético daqueles irmãos metodistas… “Estou perdoado! Estou perdoado! Um momento da graça! Um pecador salvo pelo sangue!”. Meu espírito viu suas cadeias feitas em pedaços, senti que eu era uma alma emancipada, que eu era um herdeiro do céu, um pecador perdoado, aceito em Jesus Cristo, arrancado do barro imundo e do horrível poço, com meus pés firmados sobre uma rocha e com o meu andar estabelecido…
Entre as dez e meia, hora em entrei naquela capela, e meio dia e meia, quando estava de volta em casa, que mudança tinha ocorrido sobre mim! Simplesmente por olhar para Jesus eu tinha sido libertado do desespero, e fui levado a um estado mental tão jubiloso que, quando me viram em casa, disseram-me: “Aconteceu alguma coisa maravilhosa com você”, e eu estava ansioso para contar-lhes tudo. Oh, houve alegria naquela casa aquele dia, quando todos ouviram que o filho mais velho tinha encontrado o Salvador e que sabia que fora perdoado”!
(Fonte: “Spurgeon, Uma Nova Biografia”, Arnold A. Dallimore, Ed. PES, pp. 38-41)