Onde estão os Protestantes?

Os “evangélicos” estão perdendo a referência do que é pecado!

Tudo é relativo, forma de interpretação ou experiências pessoais. A palavra do Senhor é menos importante que a necessidade humana.


2º Timóteo 4:3 e 4

Porque virá tempos em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando-se as fabulas.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A PERSISTÊNCIA

Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios, empenha as jóias da própria esposa.
Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, dizem-lhe que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido.
O homem desiste? Não!
Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o tachavam de "visionário".
O homem fica chateado? Não!
Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele.
Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída.
O homem se desespera e desiste? Não!
Reconstrói sua fábrica mas, um terremoto novamente a arrasa.
Essa é a gota d'água e o homem desiste? Não!
Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família.
Ele entra em pânico e desiste? Não!
Criativo, ele adapta um pequeno motor a sua bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas "bicicletas motorizadas". A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria.
Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país.
Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria.
Encurtando a história: hoje a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada no mundo inteiro.
Tudo porque o Senhor Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.
Portanto, se você adquiriu a mania de viver reclamando, pare com isso! O que sabemos é uma gota d'água. O que ignoramos é um oceano.
Lembre-se, nosso dia não se acaba ao anoitecer e sim começa sempre amanhã, não se desanime, vamos acordar todo dia como se tivéssemos descobrindo um mundo novo.
" Autor  desconhecido "

Saiba tudo sobre resiliência e veja por que as empresas preferem os resilientes

É a competência do momento. Livros, jornais e revistas deixaram um pouco o tema liderança de lado - cá entre nós, já estava ficando cansativo - e passaram a falar de resiliência.
Elástico e silicone. Por incrível que pareça, essas palavras têm tudo a ver com os profissionais. Explica-se: o termo resiliência provém do latim, do verbo resilire, que significa "voltar para trás" ou "voltar ao estado natural". Historicamente, a noção de resiliência foi primeiramente utilizada pela Física e pela Engenharia, que entendia que a palavra significava "propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora da deformação elástica".
A explicação é do consultor organizacional Eduardo Carmello, diretor da Entheusiasmos Consultoria em Talentos Humanos e autor do livro "Resiliência - A transformação como ferramenta para construir empresas de valor", da Editora Gente. Ele conta que o conceito se desenvolveu e, hoje, as empresas enxergam resiliência como algo muito mais amplo.
"As pessoas escutam de seus chefes ou lêem em algum lugar que elas precisam ser resilientes, mas não entendem o que isso significa. Quando procuram no dicionário, encontram a definição que diz que resiliência é o poder de recuperação, a capacidade de suportar pressão. Com isso, elas entendem que precisam ser passivas. Mas resiliência não é isso", conta.
Afinal, o que é resiliência?
Carmello explica que resiliência é a capacidade de:
- Promover as mudanças necessárias para atingir seus objetivos e os da empresa;
- Manter as competências e habilidades, mesmo diante das adversidades;
- Antecipar crises, prever adversidades e se preparar para elas;
- Ter firmeza de propósito e manter a integridade.
"O profissional resiliente tem três principais características: ele é antenado no mercado e detecta os sinais de oportunidades, frente a mudanças ou adversidades, sem ficar só olhando para o lado ruim da situação; ele consegue entregar o que promete; e ele é capaz de promover mudanças estratégicas e entender seu valor", afirma Carmello.
Por que as empresas preferem os resilientes?
"A maioria dos profissionais, cerca de 80%, segundo pesquisas, tem suas competências diminuídas frente a um ambiente de tensão ou de mudança", sublinha o especialista. Para quem não consegue imaginar a dimensão do problema, vale a pena enfatizar os inúmeros riscos aos quais as empresas estão submetidas. Entrada de novos concorrentes no mercado, enfraquecimento do dólar - o que prejudica as exportações -, alta da inflação, saída de funcionários em posições estratégicas, para citar apenas alguns.
Carmello ainda lembra que, no mundo empresarial, a cada dez projetos de mudança, apenas um dá certo. "O resiliente não espera a crise acontecer para fazer algo, ele se antecipa às mudanças, porque está sempre ligado para o que acontece no mercado, fora da empresa. É o que mais se espera dos profissionais hoje. Se você acha que, nos últimos dez anos, muita coisa mudou, é porque não sabe o que irá acontecer nos próximos dez".
Em outras palavras, espera-se que os profissionais sejam protagonistas e agentes das mudanças no mercado. "Será que, de fato, ninguém esperava a crise no setor imobiliário americano? Será que o dólar mais fraco era imprevisível? Muitos dizem que a crise financeira que atinge os Estados Unidos não chegará ao Brasil, mas não é certeza. A verdade é que o mercado financeiro é muito imaturo. Por conta de especulações, as pessoas entram em pânico e daí surge a crise. Não é alarmismo, mas o resiliente se prepara para a realidade do mercado".
Como cultivar a resiliência
No livro "Resiliência - A transformação como ferramenta para construir empresas de valor", o consultor dá algumas dicas de como se tornar um profissional resiliente. Comece se questionando:
- No momento em que o obstáculo apareceu, você caminhava para alcançar o quê?
- Você está alinhado a algum processo ou desafio estratégico?
- Você procura olhar para a verdadeira dimensão da realidade, transformando a tensão e o foco de energia não em adversidade, mas em um propósito maior?
- O que você considera como adversidade?
- O que você está fazendo com relação às adversidades?
- Que tipo de postura você adota: enfrentar a situação ou se desviar do problema? (seja sincero na resposta)
- O que você pode fazer para promover o crescimento e o fortalecimento da empresa?
Agora, analise a seguinte situação, para avaliar seu nível de resiliência: o gás explodiu e queimou a casa inteira:
Nível 1 de resiliência: recuperando-se de traumas:
- Atitude: Não se antecipou ao acidente nem à conseqüência dele.
- Resposta resiliente: "Eu não consegui, no momento, ativar recursos ou competências necessárias para controlar o acidente, mas saí vivo de lá".
Nível 2: tornando-se mais flexível, leve e consistente:
- Atitude: Conseguir agir bem diante do grau de exigência da conseqüência, mesmo sem ter se antecipado à situação.
- Resposta resiliente: "Eu consigo agir antes que a conseqüência se torne desastrosa".
Nível 3: Crescer, mesmo em ambiente de mudança e adversidade:
- Atitude: Necessidade de ampliar recursos para lidar com o alto nível de exigências das conseqüências em razão de não ter se antecipado à situação.
- Resposta resiliente: "Eu consigo construir competência a tempo de minimizar o impacto da conseqüência, ou seja, recorro a amigos, chamo os bombeiros, isolo materiais inflamáveis etc."
Nível 4: Antecipando acontecimentos e transformando a realidade:
- Atitude: Antecipar-se para que, frente à situação, nada de errado aconteça, talvez nem a própria situação venha a acontecer.
- Resposta resiliente: "Eu me antecipo à situação, evitando que ela aconteça e obtendo total controle sobre a situação e/ou a conseqüência dela".

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Veja quando a demissão pode ser uma benção

"A demissão é uma perda que ocorre por meio da rejeição. O profissional que acabou de ser demitido cultiva sentimentos parecidos com os de outras situações que envolvem perdas inesperadas, como a morte de um ente querido ou o fim de um relacionamento", explica o coach Ricardo Melo.
No entanto, nem tudo está perdido. Na verdade, existem algumas situações em que a demissão é uma benção, que pode direcionar o profissional para o caminho certo.
O coach cita uma: "Muitas pessoas estão preparadas para novos desafios, mas se sentem amarradas às empresas, porque já se acostumaram com os colegas, com as atividades desempenhadas e com as situações que se apresentam no dia-a-dia. Ou seja, elas se acomodaram e deixaram de crescer. Mesmo que se sintam infelizes, não mudam de emprego. Mas comodismo não combina com carreira", garante.
Frente a um cenário desses, a demissão é bem-vinda, ainda que inesperada. Outra situação em que o corte é benéfico ocorre muito com os profissionais mais jovens, que, quando não se conhecem bem e ainda nem decidiram que área desejam seguir, acabam topando qualquer trabalho.
Isto é, eles aceitam trabalhos só para "experimentar" a área ou porque ouviram falar que determinada empresa é legal. Mas, não necessariamente, o emprego aceito é a cara deles. E não é de hoje o preceito de que apenas se destacam nas empresas aqueles que fazem o que de fato gostam.
Fazer o que gosta é vital
Falando nisso, é importante dizer: muitas demissões acontecem porque o profissional não faz o que gosta ou exerce funções para as quais não tem aptidão e talento. E, quando o trabalho é maçante, as chances de errar se multiplicam. "É aquela história, se está indo para um lugar que gosta e o pneu fura, você tem paciência para trocá-lo, mas, se está indo para um lugar contra sua vontade, o nível de determinação para trocar o pneu é menor", explica Melo.
Sendo assim, a demissão não deve ser vista como algo negativo sempre, pois esta pode ser a chance de o profissional encontrar seu caminho. Uma vez no caminho certo, as chances dele ser bem-sucedido aumentam. "Existem várias formas de enxergar a demissão e uma delas é como um recomeço", garante.
"Em qualquer situação de perda, as pessoas precisam trabalhar o que chamo de resignificação. Elas devem dar um significado positivo à situação que, em um primeiro momento, parece ruim, sem se colocar no papel de vítimas ou se deixar levar pela queda da auto-estima".
Clareando a confusão
A demissão é um momento muito confuso, que implica queda na confiança que o profissional tem em si. Algumas pessoas até ficam deprimidas e sem incentivo para seguir em frente. Mas o coach preparou algumas dicas para não se deixar abater e contornar a situação:
- Coloque no papel tudo o que aprendeu até então, tanto os pontos positivos quanto os negativos. "Às vezes, repetimos nossos erros porque nos esquecemos deles. Nosso inconsciente tende à repetição, porque buscamos os caminhos que conhecemos, ainda que sejam ruins", comenta Melo;
- Se cuide emocionalmente e não se sinta rejeitado ou infeliz por conta do desligamento;
- Elabore um plano de ação. "Você não planejava a demissão, mas já que aconteceu, reflita sobre o que deu errado e o motivo da demissão. Será que foi algum traço do seu comportamento ou política da empresa? Pensando nisso, tente melhorar seus pontos fracos. Essa atitude, no longo prazo, irá gerar uma grande diferença";
- Por último, procure um trabalho que seja a sua cara. Esta é sua chance de começar do zero e ter uma carreira de sucesso.

Uso de trajes corretos pode abrir portas

**Fonte: Globo online
Marcos Alves Consultora da Sigbol Fashion da dicas de ternos e gravatas
A roupa certa no lugar certo pode abrir varias portas. No ambiente
corporativo, o visual conta bastante na hora de contratar e promover um
funcionario. Por isso, o profissional deve pensar bem antes de tirar uma
roupa do armario. Na hora de escolher o traje, tenha em mente qual o tipo de
evento, o horario que ele vai ser realizado e siga as regras basicas da
etiqueta - na qual voce deve levar em conta, para cada tipo de
acontecimento, a cor do terno e da meia, o numero de botões do paleto, o
tipo de colarinho e nó da gravata. Detalhes que fazem toda a diferença.
De acordo com Roberta Bourguignon, o mais importante na hora de escolher um
terno é estar atento ao caimento e ao tecido. Esses detalhes que
determinam a qualidade da roupa.
- Os modelos variam relativamente pouco e as diferengas ficam sempre por
conta do caimento, que pode ser mais solto ou mais ajustado ao corpo, do
tamanho das ombreiras e do número de botões do paleto - explica a professora
do curso de personal stylist, da escola de moda Sigbol Fashion.
Segundo Roberta, em reuniões, almoços executivos e entrevistas de emprego, o
profissional deve optar por ternos de cores que transmitam seriedade, como
azul-marinho, cinza e preto.
- As gravatas com estampas vibrantes ou desenhos são proibidas e a meia deve
sempre combinar com a cor do terno ou do sapato.
*Confira as dicas sob medida de personal stylists:*
Na hora de escolher um terno, principalmente, é importante observar o
caimento e o tecido, afirma Roberta Bourguignon, professora de curso de
personal stylist. Confira outras dicas sob medida:
*Happy hour*
O happy hour não exige terno. Mas como as pessoas costumam ir direto do
trabalho, o terno acaba sendo a roupa que faz parte desse momento de
diversão. Então, a sugestão  tirar o palets e a gravata.
Entrevista retirada do site:
http://www.zap.com.br/empregos/dicas-materias-empregos/como-se-preparar-para-uma-entrevista/Default.aspx?mat=4842

Um conto corporativo!

Todos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz.
O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.
E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora. A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.
Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial. A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía : "há muita gente nesta empresa". E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?
A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.
Moral da história:
Tenho certeza que você está pensando: "já vi esse filme em algum lugar!"

"Envelhecer" no emprego pode levar à demissão

A demissão é a principal fonte de desculpas para quem é pego de surpresa. Em vez de se perguntar se cometeram erros ou se podem melhorar no futuro, os ex-empregados tendem a citar a idade e a falta de treinamento oferecido pela empresa como razões que as levaram para a rua. Essa é a avaliação de Jefferson Motta Mendes, diretor da Vivali, editora eletrônica que fornece conteúdos para treinamento.
Enquanto estão na função, em vez de usar a alavancagem que a internet permite, se manter antenado com o mundo , fazer cursos on-line ou baixar e-books vinculados à profissão, muitos dos futuros demitidos preferem se distrair com joguinhos e trocas inconseqüentes de mensagens.
Ou seja, são partidários do "deixa a web me levar". Até serem substituídos por profissionais que se mantiveram "jovens" ao investir na atualização por conta própria.
Jefferson Motta diz que não acredita mais na desculpa de que o mercado não contrata "velhos de quarenta anos". Segundo ele, "o mercado substitui profissionais 'envelhecidos' de qualquer idade por outros que usam a tecnologia disponível para se atualizar".
Ficar brincando com computador, "deixar a web te levar", em vez de investir no que a tecnologia tem, é, além de perda de tempo, um risco muito grande de ser ultrapassado por outros concorrentes que estão em casa, nas lan houses e nas bibliotecas se aprimorando. Via internet.
A Vivali disponibiliza reciclagem profissional on-line e e-books. Seus principais clientes são profissionais médicos, autônomos, operadores e corretores da Bolsa de Valores, que investem cada segundo disponível para aprimorar seus conhecimentos.
Os internautas com menos de 50 anos são os que mais acessam o aprendizado on-line. Segundo Jefferson Motta , 37% dos que interagem com a Vivali têm entre 21 e 30 anos; 35%, entre 31 e 40 anos; 25%, entre 41 e 50%. As pessoas com mais de 50 anos respondem por 3% dos acessos e downloads de cursos ou e-books.
Ou seja, muitos profissionais acumulam experiência na função, mas se deixam "envelhecer" num mercado altamente competitivo, que muda e se recicla à uma velocidade espantosa. "Alguns cursos das principais entidades médicas brasileiras disponibilizados pela Vivali são retirados do ar antes de completar um ano, por serem considerados desatualizados", afirma.
Enquanto perdem o foco, os profissionais são vítimas de um "envelhecimento acelerado" dentro das corporações e nas respectivas funções. "Após a demissão, diante do espelho, o ex-empregado tenta se justificar alegando que a empresa não investiu em treinamento".
Mas a maioria, quando tinha crachá, só fazia cursos presenciais ou pela internet quando era obrigado pela empresa, constata o diretor da Vivali.
A fonte da juventude profissional, diz Jefferson Motta, está no computador de mesa de cada pessoa que ainda tem um crachá.
A empresa, afirma, vê mais vantagem na substituição de quem "envelhece" na função por um profissional mais agressivo, que soube se motivar e aprender e se manter "jovem".
E só vai manter o novo funcionário nos seus quadros se perceber que ele ou ela continua a investir na própria reciclagem. "Se cochilar e não aproveitar atualizações profissionais disponíveis dentro e fora do ambiente internet, a substituição é fulminante", avisa o diretor da Vivali.
Marco Roza dirige o projeto "Conhecimento Virtual" ( http://www.conhecimentovirtual.com.br ). Acesse o site e descubra que "o essencial você já sabe".

domingo, 4 de novembro de 2012

Mudanças entre empresas concorrentes: ir e vir requer atenção e jogo de cintura

Seu trabalho foi finalmente reconhecido e sua fama ultrapassou os muros da empresa em que trabalha. Quando menos esperava, recebeu um convite para trabalhar na concorrente. O salário é maior, mas o que ponderar para dizer um 'sim'?
De acordo com o sócio da Search Consultoria em Recursos Humanos, Marcelo Braga, quando faz mudança entre empresas, a maioria dos profissionais pensa na remuneração, o que está errado: a chance de crescimento e o ambiente de trabalho devem ser analisados.
No caso específico de uma empresa concorrente, ainda tem um ponto a ser considerado. "A pessoa já entende do negócio e sabe que fará o que gosta. Mas, qual o momento que a concorrente está vivendo. É de manutenção do negócio? De crescimento ou de diminuição do ritmo?", indagou Braga.
Depois de responder a esta pergunta, analise qual o seu perfil profissional. Isso porque, segundo o sócio da consultoria, imagine a seguinte situação: você é uma pessoa que adora novidades, que está sempre criando, mas a empresa está num processo de manutenção das atividades, sem previsão de crescimento e, além disso, é conservadora. É provável que a troca não o agrade.
Decidiu que vai mudar: como comunicar?
Se você decidiu que realmente vai mudar para a concorrente, diga o mais rápido possível para a empresa em que trabalha. "Informe o chefe imediato. Se fecha o contrato e demora a comunicar, deixa insegurança na empresa atual: estava aqui com contrato fechado, será que passava informações? Avise no primeiro momento que puder".
Chegada na empresa: o fluxo de informações
Se vai mudar de empresa, cuidado com as informações que têm em mãos. "A ética está acima de tudo. Se vai para a concorrente, não quer dizer que tem que carregar tudo para ela".
Mesmo porque, segundo Braga, o recém-contratado pode ficar mal visto. Afinal, você acaba de chegar na empresa e já abre as informações daquela em que trabalhava: quem garante de que não irá fazer isso com a companhia atual?
Por isso, é prática do mercado que as empresas exijam, dos profissionais de ponta, que assinem um contrato no qual eles são obrigados a guardar sigilo sobre determinados dados. Quando são cargos mais técnicos, pode ser que a empresa não esteja em risco e, então, ela não faz este tipo de acordo.
Não se acostumou: quer voltar para a empresa?
Você decidiu que queria sair, mas, depois de um tempo, achou vantajoso voltar para a empresa na qual trabalhava: como é vista esta prática no mercado? "Algumas vezes isso acontece, mas não é recomendável", explica Braga.
Para quem recontratou, fica a impressão de que a pessoa foi a mando da empresa para buscar algumas informações. Além disso, quem havia contratado acaba se sentido usado. Mesmo assim, existem situações justificáveis. É o caso de, por exemplo, a companhia em que está passar por problemas e ter que readequar o quadro de funcionários. Depois disso, passa por um processo de recuperação e, então, resolve trazê-lo novamente.
Contratar do concorrente: prática entre executivos
De acordo com Braga, a contratação de um funcionário pelo concorrente é mais comum quando se fala em cargos executivos. "Quanto maior o cargo, menos técnico é o profissional e mais conhecimento de negócios ele tem. Conhece o mercado, a concorrência", diz o sócio da consultoria, complementando que essas informações são as que fazem a diferença.

Motivar da forma certa é essencial

Uma premissa essencial no ambiente corporativo é que todos querem crescer, tanto empresários, quanto funcionários. Baseado nesse princípio é possível dizer que a motivação é um dos principais critérios que devem existir numa empresa.
O consultor nas áreas de liderança, motivação e vendas, Wilson Mileris, destaca a importância de saber como motivar e quais os meios para conseguir os melhores resultados. "Existem algumas formas clássicas como: a motivação pelo medo, que utiliza como base a punição e, para um líder que sabe aplicá-la, apresenta resultados importantes. A grande pergunta é a seguinte: será que essa forma funciona? Muitas vezes sim. O desafio é escolher o corretivo adequado.
Tirar alguma coisa que uma pessoa gosta é uma dessas formas. O indivíduo responderá a esse estímulo imediatamente. Porém, todo estímulo externo gera comportamentos temporários. Outra forma adotada é por meio do incentivo, que utiliza o prêmio como base. Ela promove menos agressões. Entretanto, envereda por um caminho que é chamado de 'círculo-vicioso'. Isto é, a melhora do prêmio é sempre esperada, caso contrário o efeito é cessado tornando-se algo temporário".
Além dessas duas maneira, existe outra que é a mais eficiente. Mileris explica que a estratégia mais adequada é a adoção de um sistema que proporcione o “círculo-virtuoso”. Para tanto, é necessário buscar uma forma de motivação que gere comportamentos permanentes. E esse objetivo só pode ser alcançado caso as pessoas busquem valores internos que proporcionem real mudança de atitude conhecida como automotivação.
Em um ambiente empresarial, a forma de motivação ideal é esta última. "Motivar funcionários pelo medo faz apenas com que eles temam seus superiores e passem a produzir menos e criar menos, graças ao medo de alguma punição. Por incentivo também não é eficaz, pois eles apenas responderão aos estímulos que os apeteçam e, entre muitos funcionários, nem todos querem o mesmo. Além disso, vai ficando cada vez mais difícil contentar o colaborador e, gradualmente, tudo requererá algum prêmio. Já com a automotivação, o funcionário responderá aos próprios estímulos e produzirá cada vez mais, para ficar satisfeito consigo mesmo, independente de gratificações ou punições. A automotivação é a chave para o sucesso. Aquele empresário que conseguir formar um grupo de automotivados terá uma vantagem competitiva importante", especifica o consultor.
Mas como fazer para conciliar os objetivos dos funcionários e da empresa? Mileris responde que a melhor forma de se fazer isso é compatibilizar as metas de ambos. Ou seja, a instituição deve conhecer as metas pessoais de cada colaborador, para, desta forma, saber quais são suas ambições e desejos. Para isso, é importante abrir uma discussão com todos, para que as metas da empresa sejam alcançadas ao mesmo tempo em que as pessoais, de cada um, também sejam. "Com isto, o funcionário mantém-se automotivado, pois sabe que não está trabalhando somente por números impostos pela empresa, mas também trabalha sabendo que está atingindo suas metas pessoais".
Outra grande dica para obter sucesso com os colaboradores é a existência de um canal de comunicação aberto entre os vendedores e o lojista, por exemplo. Mileris argumenta que, a partir desse momento, devem surgir idéias para que todos trabalhem juntos, em busca dos próprios objetivos e dos objetivos da empresa. No momento de propor campanhas, deve-se mostrar aos funcionários o quão importantes eles são para o próprio sucesso e o quão são fundamentais, também, para trazer o sucesso à empresa.
"O principal motivo para o fracasso de uma loja está no fato de a gerência não se basear em estatísticas. Um bom gerente não faz novos pedidos de mercadorias sem primeiro verificar como foi a venda delas no passado. No entanto, muitos gestores ainda conduzem seus vendedores pela intuição e não pela razão. Raramente têm metas. Eles não sabem se os vendedores têm bom desempenho, e esses, por sua vez não sabem o que se espera deles. Ou o varejista dirige sua loja orientado para metas ou não. E as metas têm que ser escritas. Quando as metas não são escritas no papel, não se estabelece um compromisso. Deve haver padrões mínimos de desempenho em vendas, para que um vendedor continue a trabalhar em sua loja. O principal inibidor de compras, em qualquer loja, é o mau-humor do pessoal que atende o cliente em qualquer fase do processo. O “clima” propício para a conquista de clientes fiéis é construído muito mais por prestatividade e sorrisos do que por qualquer recurso de decoração, iluminação, tecnologia ou preços baixos", exemplifica Mileris.
O consultor explica que, o primeiro requisito essencial a todo homem, para encontrar uma vida digna de ser vivida, é ter atitude mental positiva. O trabalho que se realiza tem a dimensão do conceito que se faz dele: penitência ou satisfação. Deve-se encarar o trabalho como um universo, não como uma colcha de retalhos de funções rotineiras. "Todo trabalho tem uma dimensão humana. Trate, pois, de dar-lhe significados. Muito mais do que uma maneira de ganhar a vida, qualquer atividade profissional presta serviço a alguém. Ter consciência de que ele contribui para o crescimento dos outros é a inspiração que acrescenta um pouco de ritmo ao próprio trabalho. É fundamental que o empresário aprenda os mecanismos da motivação para transferir esse aprendizado aos seus comandados. Ele precisa ter metas bem claras em todas as áreas da vida para que, associadas com uma atitude mental positiva, gere automotivação. Esta é a postura ideal de todo gestor bem-sucedido".

Como estar bem preparado para uma negociação salarial

Por Cláudio Moraes - www.administradores.com.br

Em primeiro lugar, não tenha medo. É comum tocarmos no assunto e visualizar na expressão facial do candidato o tamanho do impacto que este tema proporciona .Salário é um dos itens do contrato de trabalho e, inevitavelmente, terá que ser abordado em algum momento. Logicamente o ideal é que não seja de imediato, no início da entrevista, pois aparenta ao entrevistador ser este o único interesse na reunião. Espere até que o entrevistador toque no assunto. Ele também não terá como deixar de chegar nesse ponto e essa postura facilitará sua entrada no tema. Mas caso ele não diga nada, pergunte, ainda que de forma sutil, por exemplo, se existe uma faixa salarial definida para o cargo.
Este formato de pergunta proporcionará a você não apresentar sua pretensão de forma equivocada, ou seja, se tinha como planos receber em torno de R$ 2.000,00 e o entrevistador lhe apontou que a faixa salárial definida para o cargo é de R$ 3.500,00 você conseguiu deixar de cometer um grande erro, pois teve tempo para analisar os fatos antes de apresentar sua condição. Esta pergunta também fará com que os profissionais com uma pretensão acima da média apontada ,caso possuam real interesse de fazer parte da empresa ,possam reformular sua proposta.
Quando entrar neste item, é normal que o entrevistador questione qual a sua pretensão salarial. Claro que todos nós queremos um bom salário, mas lembre-se que o bom senso é fundamental. Faça uma analise de seu perfil em paralelo ao mercado. Informações como média salarial condicionada por empresas do mesmo segmento da que está sendo entrevistado certamente poderão facilitar nesta hora.
Caso não esteja trabalhando, baseie-se em sua última remuneração, flexibilizando algo em torno de 10% a 15%, para cima ou para baixo, dependendo de sua faixa salarial e momento atual. Para quem não está trabalhando, começar com o mesmo salário do emprego anterior já é bastante interessante. Portanto, é adequado pedir a mesma faixa salarial. Se a vaga oferecida tiver um salário de mais de 15% menor do que o seu salário anterior, pese muito bem todos os aspectos para não correr o risco de encontrar algo melhor pouco tempo depois e sair da empresa o que poderá "queimar o seu filme". Essa é uma situação que costuma marcar negativamente o profissional no mercado. Não se esqueça de levar em consideração todo o pacote de remuneração, incluindo PLR e benefícios. Coloque no papel todos os seus gastos mensais e veja em que você poderá economizar com os benefícios oferecidos pela empresa. Nem sempre o salário maior é mais atrativo do que um pouco menor porém com uma política de benefícios mais agressiva . Eu vejo inúmeros executivos dizendo que ganham x, e que por menos que este x ele não trabalha. E às vezes este x está em uma forma de contratação que não proporciona nenhum beneficio e este nem sempre consegue enxergar tamanha diferença. Eu chamo esta condição de" miopia salárial".
Caso esteja trabalhando, a situação muda um pouco, pois você está numa posição bem mais confortável. Ainda assim, é necessário ter bom senso na hora de definir qual a faixa salarial que você irá pedir, pois "subir demais no pedestal" pode acabar a negociação logo em seu início. Ainda que você saiba que em seu emprego atual sua faixa salarial possa estar defasada, dificilmente alguém consegue um acréscimo de mais de 50% em relação ao salário atual. Seja inteligente.
É fundamental que você esteja seguro do valor que está pedindo, ou seja, que consiga demonstrar que possui competências adequadas para o cargo e o salário em questão. Apresente os últimos resultados obtidos e diferenciais que o tornem um profissional com o valor do salário pretendido. Boa sorte.
* Cláudio Moraes é diretor da D"Moraes Recursos Humanos ( www.dmoraes.com.br )

Cuidado com os burros motivados - Roberto Shinyashiki

CuLtIvE   a   InTeLigÊnciA ! 
Entrevista com Roberto Shinyashiki
A revista ISTO É publicou esta entrevista de Camilo Vannuchi. O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
'Cuidado com os burros motivados'
Em 'Heróis de Verdade', o escritor combate a supervalorização das aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.
ISTO É - Quem são os heróis de verdade?
Roberto Shinyashiki -- Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter  carro importado, viajar de primeira classe.
O mundo define que poucas pessoas deram certo.
Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes.
E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.
Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu à pena, porque não conseguiu ter o carro, nem a casa maravilhosa.
Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa, possa se orgulhar da mãe.
O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes.
Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.
São pessoas que sabem pedir desculpas e admitiram que erraram.
ISTO É -- O Sr. citaria exemplos?
Shinyashiki --  Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia.
Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis.
Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.
Acho lindo  quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito '100% Jardim Irene'.
É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes.
O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana.
Em países como o Japão, a Suécia e a Noruega, há mais suicídio do que homicídio.
Por que tanta gente se mata?
Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher, que embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa  décadas em um emprego, que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.
ISTO É -- Qual o resultado disso?
Shinyashiki -- Paranóia e depressão cada vez mais precoce.
O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão  aparece.
A única coisa que prepara uma criança para o futuro, é ela poder ser criança.
Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças  serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas.
Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo..
ISTO É - Por quê?
Shinyashiki -- O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento.
É contratado o sujeito com mais marketing pessoal.
As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência.
Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas  palavras.
Disse que ela não parecia demonstrar interesse.
Ela me respondeu estar muito interessada, mas como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um   emprego na contabilidade, e não de relações públicas.
Contratei-a na hora.
Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.
ISTO É -- Há um script estabelecido?
Shinyashiki -- Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um  presidente de multinacional no programa 'O Aprendiz'?
- Qual é seu defeito?
Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal:
- Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.
É exatamente o que o Chefe quer escutar.
Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido?
É contratado quem é bom em conversar, em fingir.
Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse:
'Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir'.
Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor!
ISTO É -- Temos um modelo de gestão  que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki -- Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade  de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e  não se preocupam com o conhecimento.
Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.
Cuidado com os burros motivados.
Há muita gente motivada fazendo besteira.
Não adianta você assumir uma função, para a qual não está preparado.
Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão.
Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso, para o qual eu não estava preparado.
Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia.
O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.
ISTO É -- Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki -- Falta às pessoas a verdadeira auto-estima.
Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.
Antes, o ter conseguia substituir o ser.
O cara mal-educado  dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.
Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser, nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer.
As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. 
E poucos são  humildes para confessar que não sabem.
Há muitas mulheres solitárias no Brasil, que preferem dizer que é melhor assim.
Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.
ISTO É -- Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki -- Isso vem do vazio que sentimos.
A gente continua  valorizando os heróis.
Quem vai salvar o Brasil? O Lula.
Quem vai  salvar o time? O técnico.
Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.
O problema é que eles não vão salvar nada!
Tive um professor de filosofia que dizia:
'Quando você quiser entender a essência do ser
humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham'. Pode parecer incrível, mas a  rainha Elizabeth também tem diarréia.
Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.
A gente tem de parar de procurar super-heróis, porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.
ISTO É -- O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki -- Exatamente.. A gente não é super-herói nem  superfracassado.
A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza.
Não há nada de errado nisso.
Hoje, as pessoas estão questionando o Lula, em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram.
A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.
ISTO É -- Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki -- Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente.
Há várias coisas que eu queria e não consegui.
Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos.
Com uma criança especial, eu aprendi que,  ou eu a amo do jeito que ela é, ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que  fosse.
Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo.
O resto  foram apostas e erros.
Dia desses apostei na edição de um livro, que não deu certo.
Um amigão me perguntou:
'Quem decidiu publicar esse livro?'
Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir..
ISTO É - Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki -- O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as  pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.
São três fraquezas:
A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança.
Os Beatles foram  recusados por gravadoras e nem por isso desistiram.
Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.
Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.
O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.
ISTO É -- Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki -- A sociedade quer definir o que é certo. São quatro  loucuras da sociedade..
A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se eles não tivessem significados individuais.
A segunda loucura é:
Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é:
Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura:
Você tem de fazer as coisas do jeito certo. 
Jeito certo não existe.
Não há um caminho único para se fazer as coisas.
As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade  não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz, enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou  indo à praia ou ao cinema..  
Quando era recém-formado em São Paulo , trabalhei em um hospital de pacientes terminais.
Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz:
'Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei à vida inteira, agora  eu quero aproveitá-la e ser feliz'.
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado  muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.
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Sorria sempre, mesmo quando ainda não tiver motivos para isso. Sorrir ilumina a alma

Podia falar da importância de sorrir no processo de libertação das endorfinas e dos mecanismos que desencadeia algumas reações fisiológicas, de que acionamos 72 músculos para franzir a testa e apenas 14 para sorrir (no mínimo rejuvenesce) e outras teorias, mas não me interessa muito dissecar algo que é sempre melhor sentir em sua plenitude.
Você já percebeu que a maioria dos sorrisos começa perto de outro sorriso!
O sorriso é uma das características que nos distingue. Um simples sorriso pode deixar-nos tão felizes... Incutir-nos esperança, ajudar-nos a sonhar e a vencer os obstáculos diários que a vida teima em colocar enviesados em nosso caminho, enfim, um sorriso espontâneo, caloroso, sincero digno da expressão de contentamento, contagia-nos e transporta-nos para outra dimensão... Um sorriso pode ser um salubre remédio contra aqueles dias cinzentos, o sustentáculo da felicidade que queremos alcançar...
O sorriso traduz, geralmente, um estado de alma; é um convite a entrar na intimidade de alguém, a participar do que lhe é íntimo. É por isso que o homem é o único animal que sorri, e como é dotado de inteligência e vontade pode sorrir quando tudo vai bem ou sorrir mesmo quando as coisas não corram tão bem – tudo se resume à harmonia interior.
Sorrir é no mínimo um ato de respeito e empatia com o próximo, pois através dele reconhecemos o outro como pessoa. Com um sorriso sincero podemos mudar o mundo, colocando o amor, respeito, autoconfiança e esperança no centro da vida humana ao invés do egoísmo ou o interesse pessoal.
O poder do sorriso é grande, e saber sorrir é algo de muito importante. Antoine de Saint-Exupéry diz: "No momento em que sorrimos para alguém, descobrimo-lo como pessoa, e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele".
A atração do sorriso é indiscutível, onde há alguém sorrindo sempre haverá alguém por perto. O sorriso é algo que pluraliza e multiplica as relações. Ao contrário, quando se aproxima de alguém com a expressão facial séria, normalmente os filhos entram para os seus quartos, ou colaboradores não saem de seu ambiente de trabalho e a conversa pára por ali. Desnecessariamente ninguém se aproxima de alguém com a face séria ou que pareça estar aborrecido com algo, se o sorriso atrai, ao contrário pode-se dizer que sua falta repele.
Mesmo quando a vida está sendo dura; mesmo sendo difícil, é preciso sorrir.
Vivemos sempre tão ocupados que mal olhamos para as outras pessoas, mesmo aquelas que nos são caras, mesmo as de nossa família; mal olhamos para nós mesmos. A sociedade está organizada de tal modo que, mesmo tendo tempos de lazer, não sabemos aproveitá-lo para entrar em contato conosco.
Inventamos milhares de formas de desperdiçar esse tempo precioso: ligamos a TV, falamos ao telefone, saímos á esmo de carro para ir a qualquer lugar e com isso vamos nos afastando de nós mesmos cada vez mais.
A princípio você pode achar difícil sorrir, e nesse caso deve considerar o porquê. Sorrir significa nossa essência, que estamos sendo nós mesmos, que estamos tendo soberania sobre o nosso destino, que não estamos mergulhados no esquecimento interior.
Ludwig Wittgenstein, que muitos consideram o filósofo mais profundo do século XX em uma das suas Investigações Filosóficas disse “Uma boca sorridente só sorri num rosto humano”. Neste caso o humano não se refere á espécie, mas ao lado despojado das mascaras, falsidades e interesses, á total honestidade de sentimentos. Não existem falsos sorrisos, estes se comparam as dentaduras ou implantes de cabelo, pois, são facilmente reconhecíveis pela sua artificialidade.
Em 1967, um jovem investigador, Paul Ekman, fez uma pesquisa exaustiva sobre o sorriso. Chegou à conclusão que no ser humano, a mímica é produzida por 42 músculos faciais e que existem 19 maneiras diferentes de sorrir, mas apenas uma única forma é verdadeira.
O sorriso ilumina a alma, pois permite que a luz penetre na escuridão interior que cada um de nós carrega em um pedaço do seu ser, ajudando assim a diminuir as sombras e medos interiores.
Voce já observou o quanto às crianças sorriem, em qualquer local ou para qualquer pessoa que se dirigem sempre estão sorriso. Do mesmo modo observe como as pessoas depois de adultas ainda sorriem despretensiosamente para os cães e as crianças, parece que ainda existem resquícios em nossos corações para alimentar este sorriso espontâneo.
Mas você deve estar se questionando: Será que esse cidadão mora no mesmo mundo do que eu? Ou em algum mundo paralelo junto com a Alice, o Gato Risonho, a Lagarta, Lebre Maluca e o Chapeleiro Louco da obra “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Carroll. Em que mundo eu estou vivendo? Será que é o mesmo mundo que o resto das pessoas?
Como será possível alguém sorrir perante os sofrimentos da vida? Quando somos vitimados por doenças graves ou acidentes que nos mutilam?
Como sorrir quando o desemprego bate a sua porta, causando transtornos financeiros?
Como sorrir diante da morte de um parente querido ou um amigo íntimo?
Como sorrir, quando somos incompreendidos no meio em que vivemos, dentro do próprio lar, nos ambientes de trabalho?
Segundo a yoguine indiana Dadi Gulzar se você quiser trazer amor e equilíbrio em sua vida, em seus relacionamentos e em seu mundo, procure manter a meta de praticar três coisas com as pessoas que encontram durante o dia, sejam membros da família ou colegas de trabalho. Primeira sempre encontrá-las com um sorriso na face. Todos vocês sabem como sorrir? Mesmo se alguém estiver com alguma atitude de raiva ou agressividade, ainda assim procurem manter o seu sorriso. Procurem aquietá-lo com um sorriso bastante pacífico. Não reajam, apenas sorriam e acalmem essa pessoa que está irritada. Isto irá ajudá-la. Segunda coisa é sempre dar felicidade a quem vocês encontrarem e terceira é manter seu coração feliz. Observe que as duas ultimas metas derivam da primeira, se voce não conseguir praticar a primeira meta, será praticamente impossível atingir as demais, enfim o sorriso é o segredo, afinal o segundo o ditado popular “O sorriso é o espelho da alma”.
O técnico Koide Yoshio, da maratonista japonesa Takahashi Naoko, que conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Sidney em 2000, ensinou a maratonista o seguinte:
"Nunca faça cara feia, treine sorrindo". Sempre que se deparar com algum sofrimento, sorria para ele. Pense que poderia ser pior e agradeça por isso. Caso contrário estará inibindo as suas qualidades e possibilidades de superação. O melhor de você só poderá ser extraído dentro de um estado harmônico criado pelo sorriso, jamais de um modo carrancudo, tenso ou embravecido.
O Sorriso é a expressão mais bonita que o ser humano tem, nos traz forças e esperanças, é linguagem universal, tem reflexos por toda parte.
Aceitar ou não é uma questão de opção, mudar ou não é uma questão de querer, fazer ou não é uma questão de atitude.
Sorrir é uma questão de atitude, depende exclusivamente de você.
Suce$$o - Nós Acreditamos em você

Matando um Leão por dia

Da redação:www.administradores.com.br

Você dá mais importância para seu trabalho que para sua família? Cuida da sua saúde? Pratica esportes? Leva trabalho para casa? Se sua resposta for "sim" para essas perguntas, pode se considerar um workholic e cuidado: sua qualidade de vida pode estar ameaçada pelo seu trabalho.
São inúmeras as pesquisas feita por grupos de médicos que indicam que empresário têm mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares que outras pessoas da mesma idade e com cargos de menor responsabilidade. A grande maioria desses empreendedores mantém hábitos nada saudáveis e estão muito propensos a desenvolver doenças graves no futuro.
Um desses levantamentos, feito por um grupo de pesquisadores do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, em 2006, constatou que 70% dos executivos têm sobrepeso, 62% são sedentários, 52% possuem taxas altas de colesterol, 27% apresentam índices altos de triglicérides, 23% acumulam gordura no fígado, 18% bebem mais que o recomendável e 17% sofrem de hipertensão. O Hospital realizou o estudo com 400 presidentes de empresas brasileiras.
Muito desses problemas são ocasionados devido ao alto nível de estresse que essas pessoas vivem. A maioria pode ser evitado. A primeira medida é diminuir o ritmo de trabalho. O Workaholism, o "vicio" pelo trabalho, tem se tornado cada dia mais constante entre os empresário e até entre pessoas comuns. Uma prática imperceptível mas que pode virar doença.
De acordo com o recente lançamento da PubliFolha, "O Executivo em Harmonia", alguns traços que caracterizam um workaholic são: perfeccionismo obsessivo, alta necessidade de controle, comprometimento irracional com trabalho, desejo excessivo de agradar outras pessoas e forte tendência a pôr as necessidades delas em primeiro lugar.
Os autores do livro, três especialistas em saúde e comportamento, James Campbell Quick, Cary L. Cooper e Jonathan D. Quick, identificaram cinco fatores de risco para a saúde de executivos: além do Workaholism, há o perigo da estafa, depressão e ansiedade; inatividade física; hábitos alimentares não saudáveis e o abuso de fumo,
Para muitos empresários, parece impossível conciliar a vida profissional com alguns cuidados básicos com a saúde. Mas saber dosar o dia-a-dia estressante com hábitos mais saudáveis é a chave para melhorar a qualidade de vida de qualquer profissional e não fazer da simples rotina um dia de cão.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Aprenda a Vender

Uma das frases mais infelizes proferidas por Peter Drucker, o badalado guru internacional de administração, é: "Marketing é tudo aquilo que se faz numa empresa para tornar vendas desnecessárias". Provavelmente, Drucker se referia ao esforço de pré-venda, mas levaram sua idéia ao extremo.
Ninguém acha mais necessário vender à moda antiga, mostrando os detalhes do produto, suas funções e qualidades, ou respondendo às perguntas dos clientes. Para quê? Segundo a lógica vigente, com um bom diretor de marketing a empresa contratará uma brilhante agência de propaganda, que elaborará uma fantástica campanha de televisão, que por sua vez fará a cabeça dos consumidores, que arrombarão as portas dos supermercados, pegarão o produto direto da prateleira e o levarão sem questionamento ao caixa para o devido pagamento. Não há mais necessidade de vendedor. E a próxima etapa da estratégia já está em curso: eliminar até o supermercado ou o "ponto-de-venda" e passar a "vender" tudo pela internet. Nem o contato com o cliente será mais necessário.
Noventa e nove por cento dos sites de comércio eletrônico nem foto de seus produtos oferece – no máximo uma 3 por 4, feita de um lado só. Eles não têm telefone para tirar dúvidas antes da compra. É de propósito, pois não querem lhe vender nada, só querem que você compre tudo. Quando existe o telefone, não existe a telefonista. Em seu lugar, computadores, que mandam você apertar 1, 2, 3, 4 ou 5 para falar com ninguém. Mesmo as lojas especializadas, que vendem todos os produtos de um segmento específico, simplesmente disponibilizam uma enorme variedade de alternativas concorrentes, mas a maioria dos vendedores não tem a menor idéia das diferenças entre elas. Eles torcem para que "vendas sejam desnecessárias" e para que você não faça nenhuma pergunta complicada.
As empresas se esqueceram de como vender seus produtos e muitas delegaram essa função a uma empresa terceirizada de CRM (ou seja, de relacionamento com clientes). Rebaixaram o diretor de vendas ao nível de subgerente, confiaram nas promessas do marketing científico e da propaganda.
Estamos no caminho errado. Precisamos voltar a valorizar as equipes de vendas como se fazia no passado, voltar a contratar pessoas que saibam vender e não somente tirar pedidos.
Talvez essa seja a razão da queda da publicidade na maioria dos jornais e na televisão. Nem nossos comerciais sabem mais vender o produto, só sabem criar emoções, sensações positivas, marcas "amigas" ou "socialmente responsáveis". Vender o produto é hoje considerado démodé. A impressão que o consumidor tem é a de que todo produto é exatamente igual, o que muda são as "emoções" escondidas nos anúncios. Vende-se um estilo de viver, uma atitude perante a vida, mas o produto em si, nem pensar. Eu já ouvi, de um famoso publicitário, que empresas não deveriam mais vender o seu produto, mas sim a sua responsabilidade social. "Tem muito mais emoção", disse ele. A que ponto chegamos!
Por isso tem tanto consumidor confuso por aí, por isso há tanta gente postergando consumo, sem saber que produto comprar, como decidir entre as dezenas de alternativas, sem a informação necessária para avaliar.
Sempre recomendo aos filhos dos meus amigos que façam um curso de técnicas de vendas, qualquer que seja a profissão que pretendam seguir. Aqueles cursos bem pé-no-chão, dados antigamente a vendedores de enciclopédias. Recomendo também que façam um estágio numa loja de varejo para sentir o que é colocar a barriga num balcão. Saber vender e se vender é absolutamente essencial na vida. Costumo dizer que tímidos são aqueles que não aprenderam a se vender. Chatos são aqueles que se vendem demais. Se você é tímido, não se preocupe, um bom curso de técnicas de vendas resolverá o problema. Se você é um chato, não há solução.
Se a sua empresa não está crescendo, talvez o problema não seja a política econômica do ministro Palocci, a taxa de juros ou o câmbio. Provavelmente você é mais um daqueles que se esqueceram de que vendas é tudo aquilo que é preciso fazer para que uma venda seja concretizada.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
Editora Abril, Revista Veja, edição 1902, ano 38, nº 17, 27 de abril de 2005, página 18

Você está despedido!

Você é diretor de uma indústria de geladeiras. O mercado vai de vento em popa e a diretoria decidiu duplicar o tamanho da fábrica. No meio da construção, os economistas americanos prevêem uma recessão, com grande alarde na imprensa. A diretoria da empresa, já com um fluxo de caixa apertado, decide, pelo sim, pelo não, economizar 20 milhões de dólares. Sua missão é determinar onde e como realizar esse corte nas despesas.
Esse é o resumo de um dos muitos estudos de caso que tive para resolver no mestrado de administração, que me marcou e merece ser relatado. O professor chamou um colega ao lado para começar a discussão. O primeiro tem sempre a obrigação de trazer à tona as questões mais relevantes, apontar as variáveis críticas, separar o joio do trigo e apresentar um início de solução.
"Antes de mais nada, eu mandaria embora 620 funcionários não essenciais, economizando 12 200 000 dólares. Postergaria, por seis meses os gastos com propaganda, porque nossa marca é muito forte. Cancelaria nossos programas de treinamento por um ano, já que estaremos em compasso de espera. Finalmente, cortaria 95% de nossos projetos sociais, afinal nossa sobrevivência vem em primeiro lugar". É exatamente isso que as empresas brasileiras estão fazendo neste momento, muitas até premiadas por sua "responsabilidade social".
Terminada a exposição, o professor se dirigiu ao meu colega e disse:
-Levante-se e saia da sala.
-Desculpe, professor, eu não entendi - disse John, meio aflito.
-Eu disse para sair desta sala e nunca mais voltar. Eu disse: PARA FORA! Nunca mais ponha os pés aqui em Harvard.
Ficamos todos boquiabertos e com os cabelos em pé.
Nem um suspiro. Meu colega começou a soluçar e, cabisbaixo, se preparou para deixar a sala. O silêncio era sepulcral.
Quando estava prestes a sair, o professor fez seu último comentário:
-Agora vocês sabem o que é ser despedido. Ser despedido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas simplesmente porque um bando de prima-donas em Washington meteu medo em todo mundo. Nunca mais na vida despeçam funcionários como primeira opção. Despedir gente é sempre a última alternativa.
Aquela aula foi uma lição e tanto. É fácil despedir 620 funcionários como se fossem simples linhas de uma planilha eletrônica, sem ter de olhar cara a cara para as pessoas demitidas. É fácil sair nos jornais prevendo o fim da economia ou aumentar as taxas de juros para 25% quando não é você quem tem de despedir milhares de funcionários nem pagar pelas conseqüências. Economistas, pelo jeito, nunca chegam a estudar casos como esse nos cursos de política monetária.
Se você decidiu reduzir seus gastos familiares "só para se garantir", também estará despedindo pessoas e gerando uma recessão. Se todas as empresas e famílias cortarem seus gastos a cada previsão de crise, criaremos crises de fato, com mais desemprego e mais recessão. A solução para crises é reservas e poupança, poupança previamente acumulada.
O correto é poupar e fazer reservas públicas e privadas, nos anos de vacas gordas para não ter de despedir pessoas nem reduzir gastos nos anos de vacas magras, conselho milenar. Poupar e fazer caixa no meio da crise é dar um tiro no pé. Demitir funcionários contratados a dedo, talentos do presente e do futuro, é suicídio.
Se todos constituíssem reservas, inclusive o governo, ninguém precisaria ficar apavorado, e manteríamos o padrão de vida, sem cortar despesas. Se a crise for maior que as reservas, aí não terá jeito, a não ser apertar o cinto, sem esquecer aquela memorável lição: na hora de reduzir custos, os seres humanos vêm em último lugar.
Stephen Kanitz
Artigo Publicado na Revista Veja, edição 1726

Saiba como transformar um mau negócio em sucesso

Vendas que se arrastam por meses e não se concretizam; negociações feitas com ansiedade, por parte do vendedor ou do comprador, que culminam em falta de informação e erros que afetam a comissão da empresa ou do vendedor. Esses são apenas alguns exemplos de um mau negócio. Afinal, qual vendedor nunca se viu em tal situação? Para um profissional de vendas, fugir dessa experiência é praticamente impossível.
Isso porque o mau negócio ronda a vida dos vendedores e têm origem nas mais diversas situações, mas, principalmente na interpretação errônea sobre o papel do vendedor dentro das empresas. De um lado, os profissionais acreditam que a sua única função é trazer novos pedidos. Do outro, as empresas mantêm a idéia de que o vendedor deve apenas trazer lucros. Soma-se a isso a percepção do vendedor de que, apesar de estar claro que a negociação é ruim, o cliente é importante e que mantê-lo pode beneficiar a empresa, de alguma maneira.
“Insistir num mau negócio é tolice sempre, mas buscar uma solução capaz de transformar a negociação numa venda efetiva e lucrativa para ambas as partes - empresa e cliente - é o caminho a ser perseguido”, explica Dominic de Souza, especialista em vendas e autor do livro “Como Vender seu Produto ou Serviço como algo concreto”.
Para Souza, o ideal não é desistir de uma venda, tento em vista todo o esforço que já foi feito, ou ainda com base no desafio que o vendedor tem que vencer a cada conquista de um cliente. Sendo assim, se um mau negócio foi detectado, é hora do “walk away”, terminologia conhecida no mundo das vendas e que significa “tempo de recuar” para avaliar a situação, detectar erros do processo que estão prejudicando a negociação e saná-los para dar continuidade à venda ou, de fato, renegociar, que nada mais é do que recomeçar.
Como a tomada dessas decisões não é nada fácil, leva tempo e exige aptidão, o ideal é ficar atento para escapar de um acordo ruim. “Se faltar honra ou sinceridade e se houver falha na comunicação entre o profissional e o cliente, certamente o vendedor terminará com um problema em suas mãos”, explica Souza.
Para que isso não aconteça, o vendedor precisa prestar atenção no processo de vendas como um todo, acompanhar os detalhes para minimizar as chances de se ter, no final, um mau negócio. “Ao adotar uma postura íntegra, como ser sincero e admitir se não puder atender às solicitações do cliente, o profissional diminui as chances de erros”, avalia.
Para que um acordo dê certo, os dois lados precisam se beneficiar. Assim, vendedor e empresa devem trabalhar dentro de um código de ética que atenda a ambos e privilegie fatores que influenciam diretamente na venda. Segundo Dominic, alguns pontos devem ser levados em consideração:
- Ser claro. É preciso que fique nítido para o cliente o que ele está comprando, bem como as informações do produto, condições de pagamento e prazos. As informações completas garantem um bom negócio, livre de dúvidas.
- Ser sincero. Ao perceber que não poderá concretizar os pedidos feitos pelo cliente, o vendedor deverá apresentar as condições reais. Prometa apenas aquilo que pode realizar e tenha certeza de prazos de entrega e cumprimento das expectativas geradas, isso garante que o cliente não se decepcione com aquilo que foi proposto.
- Walk Away. É preciso saber o momento de recuar. Fundamental para qualquer negociação, o “walk away” mostra a necessidade de se distanciar do mau negócio, analisa-lo, buscar soluções ou enfrentar uma renegociação.
- Não pule etapas da venda. Apressar o processo da venda faz parte, mas pular etapas não. Quem deve sugerir isso é o cliente, não o vendedor. “Pular os passos por conta própria é chamar o mau negócio”, afirma Dominic.

Mudar é preciso, criar oportunidades também!

No mundo Corporativo as mudanças são constantes e quem não consegue se adequar, infelizmente acaba ficando para trás.Baseado nessa máxima tão importante, o negócio é ficar ligado nas brechas que aparecem, pois em breve essas podem se tornar uma grande oportunidade.
Mas e quando essa oportunidade não aparece, o que fazer?
Bom o primeiro é analisar onde você está e onde você quer chegar!
Depois disso realize uma analise minuciosa no seu papel dentro da empresa e o que realmente te incomoda (chefe, oportunidades de carreira, ambiente, salário, e etc.). Conseguindo chegar em um denominador comum e se este for desfavorável à empresa. Bom ai não tem jeito o negócio é atualizar o currículo e ativar a rede de contatos, pesquisar em sites e agencias especializada.
O importante é criar oportunidades para o seu currículo cair no lugar certo e principalmente na hora certa. Sei que na teoria parece fácil, mas sabemos que não é, pois se fosse não teríamos tantos desempregados.
Por isso em quanto não aparece a “grande chance” da sua carreira, é bom acompanhar as mudanças da empresa para ser visto como um “rebelde corporativo”.
Nem sempre é fácil de aceitar as mudanças, departamentais ou estruturais, temos vários pontos desfavoráveis nesse momento, pois como dizia o meu antigo chefe: - Saímos da “zona de conforto”.
E como dói sair dessa posição é difícil se adaptar a uma nova metodologia de trabalho, isso além da insegurança natural, acaba gerando um aumento na pressão interna e externa (pois você acaba ficando mal e levando os problemas para casa) e sem dizer nas “picuinhas”.
Mas o importante é agüentar as “picuinhas” do dia a dia e tentar fazer o seu Marketing Pessoal, mostrando que você é um bom profissional e não está ali apenas por passagem.
Oberdan Siqueira

Currículo Excelente : Dicas Rápidas !

Pessoal, o objetivo do currículo é apenas que você seja chamado para uma entrevista, portanto não adianta "enfeitar muito o pavão", o que realmente chama a atenção dos selecionadores é o desenvolvimento da sua carreira. Seguem algumas dicas para um currículo excelente:
1 - Não precisa fazer um cabeçalho escrevendo "Curriculum Vitae"... basta colocar seu Nome completo em negrito... e também não precisa de capinha...
2 - Coloque seus Dados Pessoais logo de início, para facilitar a sua identificação... bastam endereço, telefone, e-mail... não precisa colocar filiação, naturalidade, nome da esposa, filhos, etc...
3 - Não coloque números de documentos como CPF, RG e Conselhos Regionais, coloque apenas OAB-SP Ativo ou CREA-SP Ativo...
4 - Utilize seu e-mail pessoal... nunca utilize o e-mail da empresa para procurar emprego...
5 - Não faça seu e-mail com apelidos, tipo garanhão, gatinha, sabe-tudo, etc...
6 - Coloque no Objetivo apenas a função desejada... tenha foco, não coloque por área... nem coloque meu objetivo é crescer com a empresa porque sou uma pessoa honesta, etc...
7 - Logo após o Objetivo, faça um Resumo de Qualificações com apenas 7 itens do seu melhor profissional e pessoal... não confunda este item com Resultados Obtidos...
8 - Formação Acadêmica : ordene da mais recente para a mais antiga... mas também não precisa colocar Colegial, Ginásio, Primário, etc... e por favor, não chame esse grupo de Formação Escolar...
9 - Idiomas : coloque o nível de cada idioma, mas cuidado, não adianta colocar que é fluente se não for... você poderá ser pego de surpresa na entrevista... e aí não adianta embromation...
10 - Histórico Profissional : não adianta só colocar o nome da empresa e a função... tem que colocar datas de entrada e saída, atribuições e resultados obtidos em funções de gestão...
11 - Pode até colocar atividades complementares... mas não encha muita linguiça... nenhum selecionador é bobo... lembre-se que eles lidam com isso todos os dias...
12 - Ah... e não faça mais do que 4 páginas... lembre-se que o selecionador olha para cada currículo apenas 40 segundos em média...
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Um forte abraço a todos.
João Carlos Cruz
Headhunter - Top Business Linkedin 10.600+
Economista - Administrador

domingo, 28 de outubro de 2012

QUEM TEM DÓ DE ANGU NÃO CRIA CACHORRO

Alguns devem se lembrar que "angu de cachorro" era o nome de uma mistura feita com fubá e restos de comida que se dava para os cachorros. Logo, quem quizesse criar cachorro, não poderia ter dó de gastar fubá ou de fazer angu.
Quando reclamávamos de alguma coisa- do emprego, da falta de tempo, de ter que viajar muito, etc.- houvíamos nossos avós dizerem: "Quem tem dó de angu não cria cachorro !"
Hoje vejo como é certo esse velho ditado. Vejo pessoas reclamando de coisas que são absolutamente inerentes à sua profissão, situação, condição ou mesmo região.
Vejo médicos reclamando de ter que atender chamados de madrugada; pilotos reclamando de viajar muito; donos de restaurante reclamando de trabalhar nos finais de semana; professores reclamando de ter que corrigir provas; residente do norte ou nordeste reclamando do calor e residentes do sul reclamando do frio e até empresários reclamando de ter clientes...
Enfim. Boa parte das pessoas parece não entender que não dá para "ter dó de angu e querer criar cachorro". Assim, por exemplo, se você não quer ter dores de cabeça e quer viver uma vida tranqüila, não pode ser empresário. Se quer ser promovido em seu emprego, precisa se comprometer-se mais. Se quer ter uma velhice com conforto, precisa poupar durante toda a vida. E assim por diante.
Se você não quer atender doentes, abandone a medicina. Se não agüenta o calor, mude-se para uma região mais fria. Se quer ter todos os fins de semana para passar com sua família, venda o seu restaurante. Se não suporta corrigir provas, deixe de ser professor. Se não quer lidar com clientes, empregados e fornecedores, venda sua empresa.
Você tem três opções: a) assuma e enfrente a realidade b) mude a realidade ou c) pare de reclamar. Não dá para ter só benefícios e vantagens de alguma profissão, empresa ou lugar. Se você é vigia noturno, não reclame de passar a noite acordado.
Lembre-se: "Quem tem dó de angu, não cria cachorro !"
Pense nisso. Sucesso !
(Artigo do Prof. Luiz Marins publicado na revista da TAM)

Coloque as Realizações no Currículo !

Saiba chamar a atenção dos selecionadores ou dos executivos, faça uma lista de suas "Principais Realizações" e as distribua dentro de cada respectiva empresa :
- O que você fez naquele emprego, projeto ou equipe e quais foram os resultados específicos ?
- Você contribuiu para aumentar o lucro da empresa ?
- Descreva como conseguiu reduzir custos e ou despesas.
- Como ficou seu desempenho em relação às metas e ou projeções ?
- Conseguiu resolver algum problema significativo, de grande valor agregado ?
- Negociou empréstimos com as menores taxas de mercado ?
- Conseguiu reduzir a carga tributária sob a forma da Lei ?
- Melhorou o desempenho e ou eficiência de algum produto ?
- Conseguiu superar os objetivos da qualidade e ou de melhoria contínua ?
- Participou de alguma equipe que implantou novos sistemas, normas, ISO 9000, etc... ?
Enfim, todas as Realizações que você conseguir identificar, irão contribuir de maneira muito significativa para que seu currículo comece chamar a atenção...
Me mande seu currículo para uma análise gratuita e ganhe também um exemplar do livro Manual do Novo Emprego e um E-book Business English.
Já são quase 40.000 currículos analisados gratuitamente.
E-mail : jcarlos@novosplanos.com.br

O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIA

Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembléia de vedetes políticas. O  velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal:

" Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável.  Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta".

E ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pode dar ao pupilo que se inicia numa carreira difícil.
A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência. Isso na Inglaterra. Imaginem aqui no Brasil. Não é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa:

Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência
Que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma Ciência.

Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições. Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam  o apetite do poder. Mas é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não
conseguem passar.

Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos. Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do 'Elogio da Loucura' de Erasmo de Roterdan, somos forçados a admitir que uma pessoa precisa fingir de burra se quiser vencer na vida. É pecado fazer sombra a alguém até numa conversa social.

Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota automaticamente a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência, por medo de perder seus maridos, também  os encastelados medíocres se fecham como ostras à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar.

Eles conhecem bem suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna nas costas, enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defenderem. É um paradoxo angustiante.
Infelizmente temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida.

Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues:
"Finge-te de idiota e terás o céu e a terra."

O problema é que os inteligentes gostam de brilhar. Que Deus os proteja.
O artigo tem mais de 25 anos. Foi escrito para o  extinto Jornal da Bahia, em 1979. Mas parece que foi redigido hoje. O autor é  José Alberto Gueiros. JORNAL DA BAHIA - Sábado , 23/09/79